sábado, 29 de novembro de 2025

Brasil e Israel: Uma Conexão Perdida na História?

Por Walson Sales

A relação entre Brasil e Israel pode parecer um fenômeno moderno, fortalecido pelas relações diplomáticas e pelo apoio mútuo em diferentes contextos políticos e culturais (Não no contexto político atual, pois é evidente que o governo brasileiro atual adota uma postura abertamente antissemita). No entanto, algumas teorias sugerem que essa conexão pode ser muito mais antiga do que se imagina. De acordo com registros históricos e hipóteses controversas, os antigos fenícios e hebreus poderiam ter chegado ao território brasileiro séculos antes do descobrimento oficial em 1500.

Estudiosos, como Jacques Ribemboim em História dos Judeus de Pernambuco, bem como antropólogos e historiadores do passado e do presente, levantam questões sobre a influência judaica no Brasil pré-colonial. Há nomes de rios, estados e até palavras indígenas que alguns pesquisadores associam a termos hebraicos e fenícios. Essa tese, embora ainda carente de provas concretas amplamente aceitas pela comunidade acadêmica, suscita um debate instigante sobre os primórdios da presença semítica no continente americano.

1. As Relações Entre Hebreus e Fenícios: Uma Base para a Teoria

Durante o reinado de Salomão, no século X a.C., os hebreus e os fenícios mantinham relações comerciais estreitas. Os fenícios, exímios navegadores, controlavam uma vasta rede de comércio marítimo que se estendia por todo o Mediterrâneo e além. A Bíblia menciona que o rei Hirão de Tiro fornecia madeira de cedro e especialistas em navegação para os hebreus, e há indícios de que suas embarcações exploravam territórios distantes em busca de metais preciosos e outros bens.

Algumas teorias sugerem que, ao cruzarem o Estreito de Gibraltar, os fenícios e hebreus poderiam ter sido levados pelas correntes marítimas do Atlântico até o litoral brasileiro. Essa hipótese se apoia em registros antigos que mencionam terras longínquas, ricas em ouro e recursos naturais, como a lendária Ofir (1 Reis 9:26-28), cuja localização permanece um mistério. Perceba que, se essa teoria estiver correta, o lendário ouro de Ofir pode ter vindo do Brasil.

2. Indícios Linguísticos e Toponímicos no Brasil

Um dos argumentos mais intrigantes para a suposta presença judaico-fenícia no Brasil está na toponímia, ou seja, na origem dos nomes de rios, estados e cidades brasileiras. Alguns exemplos frequentemente citados incluem:

- Rio Solimões: Supostamente derivado de Solomon (Salomão).

- Amazonas: Relacionado a birkat-hamazon, expressão hebraica que significa "bênção do sustento".

- Goiás: Associado à palavra hebraica goim, que significa "povos" ou "nações".

- Recife: Embora muitos atribuam sua origem ao árabe (racif), há quem defenda que venha do hebraico ratzif, que significa "abrigo" ou "baía".

Além disso, algumas palavras das línguas indígenas teriam semelhanças fonéticas e semânticas com termos hebraicos, um fenômeno que alguns pesquisadores, como Jane Bichmacher de Glasman, consideram digno de estudo.

3. Relatos Históricos e Fontes Antigas

Ao longo da história, diferentes estudiosos levantaram hipóteses sobre a presença de povos semíticos na América antes da chegada dos europeus. No século XVII, Roberto Comtaeus Nortmannus e os arqueólogos Ludwig (1644) e Georg Horn (1652) mencionaram essa possibilidade.

No século XX, Bernardo de Azevedo da Silva Ramos e Schwenhagen expandiram essa tese, sugerindo que os fenícios poderiam ter cruzado o Atlântico seguindo as correntes marítimas do Golfo da Guiné. No Ceará, o cônego Raymundo Ulysses de Pennafort chegou a argumentar que a língua tupi teria origens hebraicas e sânscritas, e que os indígenas brasileiros poderiam ser descendentes de tribos semíticas da antiguidade. 

No entanto, essas ideias enfrentam forte resistência acadêmica devido à falta de evidências arqueológicas sólidas. O historiador Alfredo de Carvalho, em *Estudos Pernambucanos* (1907), criticou a adoção dessas hipóteses sem critérios científicos rigorosos.

4. A Conexão com os Manuscritos Jesuíticos e Fontes Coloniais

Alguns missionários jesuítas também registraram semelhanças entre os costumes indígenas e tradições judaicas. Práticas como purificações rituais, certas regras alimentares e crenças espirituais foram comparadas a elementos encontrados no judaísmo antigo.

O antropólogo Caesar Sobreira identificou um trecho curioso no Diálogos das Grandezas do Brasil (1618), de Ambrósio Fernandes Brandão, onde um personagem afirma que os nativos brasileiros descendem de antigos israelitas que cruzaram os mares. Embora essa passagem tenha um caráter especulativo, reforça a ideia de que a conexão entre os hebreus e o Brasil tem sido cogitada há séculos.

Conclusão

A hipótese de uma presença judaico-fenícia no Brasil antigo continua sendo um tema fascinante, embora não comprovado. A ausência de evidências arqueológicas concretas impede sua aceitação pela comunidade acadêmica, mas os indícios linguísticos e relatos históricos antigos tornam a discussão relevante.

Seja essa teoria verdadeira ou não, o fato é que a presença judaica no Brasil, desde a colonização até os dias atuais, é inegável e deixou marcas profundas na cultura e na história do país. Como destacou Jacques Ribemboim em *História dos Judeus de Pernambuco*, a influência judaica pode ser rastreada desde os primórdios da colonização, com a presença de cristãos-novos e a participação de judeus em importantes ciclos econômicos, como o do pau-brasil e do açúcar. Desde Gaspar da Gama, piloto do navio da viagem de Pedro Álvares Cabral, até Fernão de Noronha, o primeiro judeu que arrendou o Brasil à Coroa Portuguesa para a extração do pau-brasil, a presença judaica foi fundamental nos primeiros empreendimentos históricos e econômicos do país.

Mesmo que a conexão entre Brasil e Israel remonte apenas à era colonial, e não à antiguidade, a relação entre os dois países segue sendo um tema de grande interesse histórico e cultural. Afinal, o estudo das origens sempre nos leva a repensar o passado e compreender melhor a nossa identidade.

Além das teorias sobre a presença fenícia e hebraica no Brasil, um dos enigmas mais fascinantes é a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro. Inscrições enigmáticas esculpidas em sua face intrigam pesquisadores há décadas. Alguns estudiosos sugerem que os caracteres seriam fenícios, possivelmente mencionando um rei de Tiro. Se confirmada a origem semítica dessas inscrições, a história da presença judaica e fenícia no Brasil ganharia uma nova e surpreendente dimensão. Seria esse um vestígio concreto das navegações antigas no Atlântico Sul?

Referências

- RIBEMBOIM, Jacques. História dos Judeus de Pernambuco. Recife: CEPE Editora, 2023.

- SOBREIRA, Caesar. Estudos sobre os Judeus no Brasil Colonial. Recife: UFPE, 2019. 

- CARVALHO, Alfredo de. Estudos Pernambucanos. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1907.

- PENNAFORT, Raymundo Ulysses de. A Língua Primitiva e as Raízes Hebraicas no Brasil. Fortaleza, 1900.

- GLASMAN, Jane Bichmacher. A Presença Judaica no Brasil Colonial. São Paulo: Editora Sêfer, 2017.

Você sabia que um judeu já foi o "dono" do Brasil?

Por Walson Sales

A presença judaica no Brasil remonta aos primórdios da colonização, exercendo um papel crucial na economia e na formação cultural do Nordeste. O livro História dos Judeus de Pernambuco, de Jacques Ribemboim, destaca como os cristãos-novos — judeus convertidos ao cristianismo sob pressão da Inquisição — foram protagonistas de diversos ciclos econômicos, desde a exploração do pau-brasil até a ascensão da indústria açucareira. Pouco se fala, no entanto, sobre o fato de que o primeiro arrendatário oficial do Brasil foi um cristão-novo: Fernão de Noronha. Neste artigo, exploraremos esse capítulo pouco conhecido da história brasileira, suas implicações e o impacto da presença judaica na formação econômica e cultural do país.

1. O "aluguel" do Brasil: o privilégio de Fernão de Noronha

Em 1502, o rei de Portugal, Dom Manuel I, concedeu a Fernão de Noronha o arrendamento do Brasil, permitindo-lhe explorar as riquezas da terra, em especial o pau-brasil. Esse acordo fez com que, por um período, o Brasil estivesse sob o domínio econômico de um único homem, um cristão-novo.

A concessão não foi apenas um ato isolado, mas sim parte da estratégia portuguesa de terceirizar a exploração colonial para particulares, evitando altos custos ao Estado. Noronha, um empresário influente da época, organizou expedições e estabeleceu um sistema de extração de madeira que envolvia o uso de mão de obra indígena, além de técnicas comerciais avançadas para exportação do pau-brasil para a Europa.

A própria origem do nome "Pernambuco" está ligada a esse contexto. Os indígenas chamavam o local de "Pernambuka", uma adaptação da expressão "Boca de Fernão", em referência ao local onde os navios de Noronha atracavam para carregar o valioso pau-brasil.

2. Judeus no comércio colonial: os primeiros investidores do Brasil?

A presença de cristãos-novos no comércio colonial não era um fenômeno isolado. Muitos judeus convertidos ao cristianismo foram pioneiros em atividades econômicas fundamentais para a colônia. Eles possuíam redes comerciais bem estabelecidas, tanto na Península Ibérica quanto em outros centros mercantis, o que lhes permitiu atuar como intermediários no comércio atlântico.

Embora não existam registros diretos sobre a prática religiosa de Noronha no Brasil, sabe-se que muitos cristãos-novos mantinham em segredo suas tradições judaicas. No caso dos colonos que vieram posteriormente, há registros de que, com o tempo, as práticas judaicas começaram a ser documentadas na região, especialmente a partir de 1537, com o surgimento das vilas e a estruturação do ciclo do açúcar.

3. A transição para o ciclo do açúcar e a presença judaica

O fim do ciclo do pau-brasil e a ascensão do ciclo do açúcar marcaram uma nova fase para os cristãos-novos. Se, no início, os judeus ou descendentes desempenharam papel crucial na extração de madeira, a partir do século XVI eles se tornaram figuras centrais na economia açucareira.

Muitos deles atuavam como mercadores, financistas e até proprietários de engenhos, utilizando suas conexões internacionais para exportar o açúcar brasileiro para a Europa. Essa influência foi tão grande que, durante a ocupação holandesa (1630-1654), quando os judeus puderam praticar sua fé abertamente, Recife se tornou o primeiro lugar do continente americano a ter uma sinagoga oficial, a Kahal Zur Israel. Recomendo veementemente a visita!

4. Implicações e reflexões históricas

A história de Fernão de Noronha e do "ciclo da madeira judaica" mostra que a influência judaica no Brasil é muito mais antiga do que se imagina. A concessão do Brasil a um cristão-novo evidencia como judeus convertidos ao cristianismo desempenharam um papel essencial na exploração e no desenvolvimento inicial da colônia.

Além disso, essa história nos faz refletir sobre como diferentes grupos participaram da construção do Brasil, muitas vezes sob imposições religiosas e sociais. A perseguição da Inquisição fez com que muitos desses personagens fossem apagados dos registros históricos ou tivessem suas contribuições minimizadas. No entanto, a presença judaica foi determinante para o crescimento econômico e cultural do país.

Conclusão

Poucos brasileiros sabem que, nos primeiros anos da colonização, um cristão-novo foi o responsável por explorar economicamente o Brasil. Fernão de Noronha e outros judeus convertidos desempenharam um papel vital na história econômica do país, primeiro no ciclo do pau-brasil e, posteriormente, no ciclo do açúcar.

A história do Brasil é rica em diversidade e marcada por influências de diferentes povos e culturas. Resgatar a trajetória dos cristãos-novos e dos judeus no período colonial nos ajuda a compreender melhor as complexidades da nossa formação histórica e valorizar a contribuição de grupos que, por séculos, foram marginalizados nos registros oficiais.

Referências

RIBEMBOIM, Jacques. História dos Judeus de Pernambuco. Recife: CEPE editora, 2023.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

A Lógica Contra o Acaso: O Darwinismo e Suas Contradições

Por Walson Sales

A teoria da evolução Darwiniana é amplamente aceita no meio acadêmico como a explicação dominante para a origem e a diversidade da vida. No entanto, essa aceitação muitas vezes ocorre sem um exame crítico de suas premissas fundamentais. O biólogo Jonathan Wells ressalta a necessidade de comparar continuamente as teorias científicas com as evidências:

> “Como todas as outras teorias científicas, a evolução Darwiniana deve ser continuamente comparada com a evidência. […] Se ela não se encaixa com a evidência, ela deve ser reavaliada ou abandonada – do contrário isso não é ciência, mas mito” (STROBEL, 2004, p. 277).

Lee Strobel, em The Case for a Creator, apresenta um conjunto de premissas que sustentam o darwinismo, demonstrando que, para aceitar essa teoria sem questionamento, é necessário acreditar em absurdos lógicos e científicos. Neste artigo, examinaremos cada uma dessas premissas e demonstraremos suas contradições.

1. O Nada Produz Tudo

A cosmovisão darwinista, quando combinada ao naturalismo filosófico, exige que se aceite que tudo o que existe veio do nada. No entanto, a ciência e a lógica mostram que "nada" não pode ser a causa de "algo". Como William Lane Craig destaca, “o nada não é algo, é simplesmente a ausência de qualquer coisa, e a ausência de qualquer coisa não pode gerar coisa alguma”.

A teoria do Big Bang indica que o universo teve um começo. Se teve um começo, precisa de uma causa. Aceitar que o universo simplesmente surgiu sem causa é rejeitar o princípio da causalidade, que é um dos pilares da ciência. Como argumenta Aristóteles, “nada vem do nada”. Portanto, essa premissa darwinista se contradiz com o próprio método científico.

2. A Não Vida Produz Vida

A abiogênese — a ideia de que vida pode surgir espontaneamente da matéria inanimada — nunca foi observada em laboratório. Pasteur, no século XIX, refutou a geração espontânea ao demonstrar que a vida sempre provém de vida. No entanto, os evolucionistas ainda sustentam que, em algum momento no passado, a não vida deu origem à vida.

Os experimentos de Stanley Miller nos anos 1950 tentaram recriar as condições primitivas da Terra e produziram alguns aminoácidos. Porém, essas moléculas não se organizaram espontaneamente para formar vida. Francis Crick, co-descobridor do DNA, afirmou:

> “Um homem honesto, armado com todo o conhecimento disponível a nós agora, só poderia afirmar que, de certa forma, a origem da vida parece, neste momento, quase um milagre.”

Se a ciência nunca observou a vida surgindo do não vivo e os experimentos demonstram a complexidade envolvida nesse processo, acreditar que a vida surgiu sem intervenção inteligente é um ato de fé, não de ciência.

3. Aleatoriedade Produz Ajuste Fino

O universo apresenta um ajuste fino surpreendente. As constantes físicas — como a força gravitacional, a carga do elétron e a constante cosmológica — possuem valores exatos que permitem a existência da vida. Se uma dessas constantes fosse alterada minimamente, o universo seria inabitável.

Roger Penrose, físico e colaborador de Stephen Hawking, calculou que a probabilidade de o universo ter surgido com as condições certas para a vida é de 1 em 10¹²³. Esse número é tão grande que desafia qualquer noção de acaso.

A hipótese de que um universo tão precisamente ajustado surgiu por mero acaso exige mais fé do que qualquer argumento teísta. Como John Lennox afirma:

> “Suponha que você vá jantar em um restaurante e encontre um prato com sua comida favorita e seu nome escrito no prato. Você pensaria que foi coincidência? Ou assumiria que alguém intencionalmente preparou aquilo para você?”

O ajuste fino do universo aponta não para aleatoriedade, mas para intencionalidade. 

4. Caos Produz Informação

O DNA é um dos maiores desafios ao darwinismo. Ele é um sistema codificado que contém informações complexas e específicas. Como Michael Behe argumenta, não existe na natureza nenhum exemplo de informação complexa e específica surgindo espontaneamente do caos.

Se a teoria da informação nos ensina que códigos requerem um codificador, então quem programou o DNA? Aceitar que informação sofisticada e organizada emergiu do acaso é ignorar o que sabemos sobre sistemas informacionais. Como John Lennox afirma:

> “A informação não pode ser reduzida à matéria e energia. Se encontrarmos uma mensagem escrita na areia, sabemos que alguém a escreveu.”

Assim, a existência da informação genética aponta para uma mente inteligente por trás da vida.

5. Inconsciência Produz Consciência

O problema da consciência humana é um dos maiores desafios ao materialismo. Como algo puramente físico pode dar origem à autoconsciência, ao pensamento abstrato e à moralidade? Se os processos naturais são cegos e inconscientes, por que os seres humanos desenvolveram consciência e livre-arbítrio?

O filósofo Thomas Nagel, ateu confesso, reconhece essa dificuldade:

> “A consciência é a evidência mais significativa de que a visão materialista do mundo está errada.”

Se o materialismo não consegue explicar a origem da consciência, a hipótese de uma mente inteligente criadora se torna muito mais plausível.

6. Irracional Produz Razão

Se o darwinismo está correto e nossa mente é apenas um produto da seleção natural, então nossas crenças não são confiáveis, pois foram moldadas apenas para a sobrevivência e não para a verdade. Como C. S. Lewis argumenta:

> “Se o meu cérebro for apenas o resultado de processos irracionais e não guiados, por que eu deveria confiar no que ele pensa?”

Se o ateísmo e o naturalismo forem verdadeiros, não há base para confiarmos em nossa própria razão. Mas se há um Criador racional, então faz sentido que tenhamos sido criados com a capacidade de pensar logicamente e buscar a verdade.

Conclusão

Ao analisar essas seis premissas fundamentais do darwinismo, fica claro que ele exige mais fé do que a crença em um Criador. A ideia de que o nada pode produzir tudo, que a vida surgiu do não vivo, que o caos gerou ordem e que a irracionalidade originou a razão contradiz os próprios princípios da ciência e da lógica.

Lee Strobel conclui corretamente:

> “Baseado nisto, eu fui forçado a concluir que o Darwinismo requereria um salto cego de fé, coisa que eu não estava querendo fazer” (STROBEL, 2004, p. 277).

A verdadeira ciência não deve ser guiada por dogmas materialistas, mas pela busca honesta da verdade. E quando seguimos as evidências onde elas nos levam, percebemos que a explicação mais coerente para a origem do universo e da vida não está no acaso, mas na existência de um Criador Inteligente.

Referências

STROBEL, Lee. The Case for a Creator: A Journalist Investigates Scientific Evidence That Points Toward God. Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 2004.