segunda-feira, 19 de março de 2018

Incitando sorrateiramente crianças ao satanismo - crítica ao livro "A Máquina de Brincar"


(Um alerta aos pais)
No ano de 2005 foi distribuído em várias escolas da rede pública, bem como no mercado literário, o livro "A Máquina de Brincar", destinado ao público infanto-juvenil, cuja sinopse apresenta o conteúdo da obra como uma abordagem lúdica e engraçada do dia-a-dia infantil, como que estivesse brincando com as crianças. Todavia, considerando a mente fértil das crianças, o livro contextualiza a forma como elas interpretam suas experiências, através de 25 poemas.

Para muitos, apenas a leitura da sinopse seria suficiente para indicação da leitura aos pequenos, pois na apresentação não vemos nada demais. Até o momento em que são folheadas as páginas e se vê claramente a deliberada ridicularizarão da pessoa de Deus como um ser covarde e pequeno, ao mesmo tempo em que faz apologia ao Diabo como um grande amigo.

Na metade do livro as páginas mudam, passando a ter a cor preta, e o autor convida o leitor a lê-las no escuro. Então, são apresentados temas sugestivos de caráter ocultista. Seguem os mais chocantes:

- Criatura das trevas;
- O Diabo que me carregue;
- O que Deus me deu;
- O que a bruxa escreveu.

Na pagina que tem por título "Que o Diabo me carregue ", a criança é incitada a convidar o Diabo para ser seu amigo, como mostram os trechos abaixo:

"Ó Diabo, meu grande amigo, vem, vem brincar comigo. A tua cara malvada deixa Maria assustada.
Ó Diabo, meu grande amigo, vem, vem brincar comigo. Do teu olho de repente, cai uma lágrima de sangue.
Ó Diabo, meu grande amigo, vem, vem brincar comigo. A tua testa é coroada com duas grampas afiadas.
Ó Diabo, meu grande amigo, vem, vem brincar comigo. Todos os filmes de terror que tú escrevestes com amor [...]
Sossega! Vão falar mal àqueles que não estão contigo. Que não foram convidados pelo Diabo, meu grande amigo.”

Logo após, o autor inflama a mente da criança a deformar a pessoa e o caráter de Deus, como denuncia os trechos que se seguem:

"O que Deus me deu.
Não sei o quê.
Afinal Deus não manda um sinal. Mas tento adivinhar. [...]
Quem já viu a sua cara, quem já falou no ouvido desse Pai tão escondido?
Eu ainda não. Mas esperem, que um dia descubro tudo.
Deus é só uma ideia?
Deus é o nome de uma esperança?
Deus é um pedido de socorro?
Ou Deus ainda é criança, e por ser tão pequenininho, tem medo de descer do céu, a Terra tão longe.
O que Deus nos deu eu sei.
" Vamos brincar de cabra- cega?"
Topamos, e ele respondeu: " Vou me escondeu pra sempre!"
Não é que o capeta venceu?”

Vitimados pela confiança na educação oferecida aos filhos nas redes publicas de ensino, bem como no mercado literário infantil, vários pais manifestaram-se, estarrecidos com a sorrateira doutrinação de seus filhos, a exemplo da Srª Janilda Prata, mãe de duas meninas:

“Um livro para criança que invoca o diabo para ser seu amigo, diz que Deus não aparece porque é covarde e pequenino, e termina dizendo que o capeta venceu, para mim é uma literatura totalmente imprópria. Não venha me dizer que isso é poesia. Isso, para mim, é pura heresia. Estou indignada por ter colocado algo assim na minha casa e nas mãos das minhas filhas. Que critério usar quando compro livros infantis? Vou ter que ler antes todas as páginas? Como algo assim pode ser liberado para publicação e considerado literatura infantil? (Acesso em 16/03/18 as 17:22h: universodomundoinfantil.blogspot.com.br/…/deus-o-diabo-e-a-…)

Diante da polêmica e numerosas denúncias geradas na época, o autor Paulo Bentancur, demonstrou descaso em seu pronunciamento ao jornal de Brasília, subestimando os pais ofendidos: “Quis fazer um livro diferente. As crianças de hoje são inteligentes, gostam de suspense, de figuras lendárias. E qual o problema de brincar com Deus e o diabo? Não faço apologia ao demônio, apenas brinco com o lado bom e o lado mau das coisas”. ((Acesso em 17/03/18 as 09:30h: universodomundoinfantil.blogspot.com.br/…/deus-o-diabo-e-a-…)

Os defensores da proposta do livro "A Máquina de Brincar", com discursos rasos, afirmam que os que fazem críticas ao conteúdo do livro, não sabem diferenciar gêneros literários e por isso destilam " comentários raivosos, alimentados pelo fanatismo religioso".

Fato é, que as pessoas que costumeiramente rotulam os cristãos de ignorantes, são caracteristicamente taxativas, imediatistas. Diferente do posicionamento de princípio bíblico, que prudentemente orienta os cristãos a examinarem tudo e reterem o bem (1 Ts 5.21).
Seguindo esta assertiva premissa, avaliamos o conteúdo desse livro a luz da Palavra de Deus, e vemos o nocivo e claro contraste com as palavras do Senhor Jesus quando disse:

“Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas" (Mt 19:14)

Diante de casos como esse, urge a necessidade de vigilância redobrada por parte de todos que tem sob sua guarda crianças, não detentoras, ainda, de uma completa capacidade de discernimento, tornando assim, presas fáceis para pessoas articuladas para o mau.

Hoje, não podemos calcular o número de exemplares que chegaram às mãos dos incautos pequeninos e o estrago causado pela mensagem subliminar que este livro traz. Mas segue o importante alerta a todos que, assim como nós cristãos, repudiam tal ação.

Por Fabiana Ribeiro.

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