Para compreendermos a extensão do significado da liberdade religiosa vamos transcrever o artigo 18. da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Toda pessoa tem direito a liberdade de pensamento, este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de expressar essa crença pelo ensino, pela prática e pela observância isolado ou coletivamente, em público ou em particular ". Em muitas partes do mundo este direito humano não tem sido observado, sobretudo sobre os cristãos.
Por exemplo, na Arábia Saudita e no Afeganistão, além da proibição da construção de qualquer igreja, há casos de cristãos presos por terem sido encontrados prestando culto a Deus.
Em outros países como o Turcomenistão, exige-se a licença para praticar a fé. Se uma denominação de igreja não faz parte da lista autorizada pela burocracia governamental, os cristãos dessa igreja estarão impedidos de se reunir. Se forem encontrados juntos, prestando culto, serão presos e pagarão multa pesada. Outros países, como Egito, até permite construir igrejas, mas são enormes as exigências estatais para autorizar a construção ou , até mesmo, uma simples reforma. As igrejas tem de entrar com processos que podem se arrastar por décadas.
Mesmo sem o direito de construir suas igrejas, os cristãos não tem o direito de se reunirem publicamente, como ocorre em muitos lugares na China. Na Bielorrússia, cristãos que tentam se batizar em rios são presos.
A Declaração Universal fala da liberdade de manifestação religiosa pelo ensino. Ensinar o cristianismo para crianças, dentro da perspectiva do direito dos pais, é uma tarefa muito difícil em muitos lugares.
Exemplos como o caso do pastor Yuseff Nadarkani, no Irã, que foi preso por desejar que seu filho fosse criado no cristianismo e não e no Islã. País cristãos na Coreia do Norte, deixam de transmitir a fé para seus filhos, com medo de perdê-los para campos de reeducação, situação essa que fará com que eles nunca mais os veja.
Há países que qualquer forma de evangelização fica completamente comprometida. No Afeganistão, entregar uma cópia do Novo Testamento leva cristãos a serem sentenciados a prisão ou até mesmo a morte. Milhares de Bíblias foram aprendidas em países como a Malásia. Há países que exigem a estampa na capa da literatura cristã : " Para cristãos apenas" ou " proibido para mulçumanos". Em Burna, um país de maioria budista, não é permitido ter Bíblia no idioma local.
Nem a liberdade de mudar de religião e se converter ao cristianismo é algo possível nos países de alta perseguição. Líderes cristãos são torturados por batizar ou converter alguém. Há países como o Sudão do Norte e a Malásia que consideram a conversão de um mulçumano ao cristianismo como um crime que deve ser punido com a morte.
Nem ainda depois de mortos a memória dos cristãos são respeitadas. Pois em países como Nepal e outros países Sul Asiáticos as igrejas estão proibidas de ter cemitérios, devendo cumprir as normas religiosas budistas e hinduistas.
Na Malásia, corpos são confiscados das famílias cristãs para serem queimados conforme as normas da Sharia, lei islâmica. Para tanto, basta que um islâmico afirme que o morto era mulçumano, é estará concretizado o confisco, pois o testemunho de um familiar cristão vale menos que o testemunho de um mulçumano.
Livro: A Cristofobia no Século XXI - Entendendo a perseguição aos cristãos no terceiro milênio (Daniel Chagas Torres )
Via Fabiana Ribeiro.
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