As pessoas neste tempo estão tão marcadas pelo relativismo e falta de sentido último que o chamado politicamente correto tem sido cada vez mais a postura conveniente adotada por muitos. Contudo, aos cristãos essa postura não se adequa, nem de longe pode se nomear, pois a mensagem do Evangelho não cabe na conveniência do homem, uma vez que confronta-lo faz parte da sua essência.
Quanto a essa abordagem sempre é norteador refletir nas lúcidas palavras do apologista Francis Schaeffer:
" O Cristianismo não é romântico; é realista.
O Cristianismo é realista porque diz que, se não há verdade, também não há esperança e ele está preparado para enfrentar as implicações de ser refutado.
Por exemplo, no campo da moral, o Cristianismo não olha para este mundo cansado e sobrecarregado, dizendo que ele está levemente rachado, um tanto avariado ou fragmentado, ou fácil de remendar. O Cristianismo é realista o bastante para dizer que o mundo está marcado pelo mal e que o homem é realmente culpado, por todos os aspectos. Portanto, está a quilômetros de distância de qualquer tipo de humanismo otimista.
[...]Nesta tarefa, que tão desesperadamente reinvidica o remédio que só o Cristianismo bíblico pode oferecer, parece que estamos fracassando. Isto não pode dever-se a falta de oportunidades; tais homens já se encontram a meio caminho do evangelho, pois eles também acreditam que o homem está "morto", no sentido de ser vazio de sentido. Somente o Cristianismo é capaz de apresentar as razões para a falta de sentido, que está no fato de que a sua rebelião os separou do Deus que existe e isto lhes fornece a verdadeira explicação para a conclusão que chegaram. Mas não podemos aproveitar em nada essa oportunidade, se negarmos qualquer tipo de pensamento ou prática da metodologia da não-contradição ( "A é A" e "A não é não-A). Se algo é verdadeiro, o oposto necessariamente é falso; se algo é correto, o seu oposto é errado.
Se nossos próprios jovens dentro das igrejas e aqueles do mundo externo nos virem as voltas com a metologia sintética, no nosso ministério de ensino e evangelização ou nas nossas políticas e instituições, nós nunca poderemos ter a esperança de aproveitar as oportunidades. Se abandonarmos o nosso sentido de antítese, não temos mais nada a dizer. Mais do que isso: não só teremos nada a dizer, como não transformaremos nada. O Cristianismo legítimo deixa de ser revelado, por mais que ainda se mantenha sua forma institucional externa.
O Cristianismo exige a antítese (expressão da exposição dos sentidos opostos) não na forma de algum conceito abstrato de verdade, mas no fato de que Deus existe e na justificação pessoal. O conceito bíblico de justificação é totalmente lógico e pessoal. Antes da nossa justificação, estávamos mortos no reino das trevas. A Bíblia diz que, no momento em que nós aceitamos a Cristo, passamos da
morte para a vida.
[...] A medida que alguém desiste da mentalidade da antítese, está passando para o outro lado, mesmo se pretende defender a ortodoxia ou o evangelismo. Devemos fazê-lo, ensinando e dando o exemplo por nossas atitudes em relação ao compromisso, tanto eclesiástico quanto evangelístico. Falhar em mostrar que levamos a verdade a sério, precisamente naqueles pontos em que há um custo por não agirmos assim, significa permitir a nova geração cair no redemoinho dialético e relativista que nos cerca." (SCHAEFFER,2009 ,p 76-79).
By Fabiana Ribeiro.
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