sexta-feira, 31 de maio de 2019

O que é a doutrina do Juízo Investigativo, pregada pelos adventistas? (Parte 1: A origem)

Pois bem, como sabemos Willian Miller fundador do movimento, baseado na leitura de Daniel 8.14: 
"Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado" , marcou a segunda vinda de Cristo por três vezes, e como se deu este cálculo? Para Miller, muito simples, ele interpreta estas 2.300 tardes e manhãs como anos proféticos, no caso 2.300 anos [o que é uma falácia, e não condiz com a interpretação bíblica], ele usa como ponto de partida para a contagem desses "anos proféticos" o regresso de Esdras do cativeiro no ano 457 a.C, e daí o raciocínio dele é no mínimo ilógico, pois ele só faz subtrair 2300 menos 457, então acha o ano de 1843, e diz que Cristo voltaria a terra, em pessoa neste ano, para purificar o santuário, que em sua interpretação era a terra, o final disso todos sabemos, Cristo não voltou, então Miller diz que errou o cálculo e remarca o dia da volta de Cristo para 21 de março de 1844, como bem pontua Raimundo de Oliveira: 

"O dia aprazado chegou, mas o tão esperado acontecimento não se deu. Revisando seus cálculos, Miller concluiu que havia errado por um ano, e anunciou que Cristo voltaria no dia 21 de março do ano seguinte, ou seja, de 1844. Porém, ao chegar essa data, Miller e seus seguidores, em número aproximado de 100 mil, sofrem nova decepção" (2016, p. 66). 

No entanto, Miller não desistiu marcando uma nova data 22 de outubro daquele mesmo ano, e como bem sabemos nada aconteceu, e os seguidores de Miller ficaram desapontados, pois muitos tinham vendido casas, propriedades, se vestido de branco, subido aos montes para esperar o retorno de Cristo e nada aconteceu. E o que ocorreu depois disso? Miller reconheceu seu erro, confessando que tinha se equivocado em seu sistema de interpretação da profecia bíblica (Oliveira, 2016, p. 66). E morreu como um cristão genuíno, humilde e consagrado (Oliveira, 2016, p. 67). 
Porém, não podemos dizer o mesmo de seus seguidores, principalmente Hiram Edson, Joseph Bates e a grande profetiza do movimento Helen White, que deram prosseguimento ao pensamento Milerita, e uma nova roupagem ao movimento; cada um contribuiu com a teologia da nova igreja em formação, Joseph introduziu a guarda do sábado, Helen dava muita ênfase aos dons espirituais, principalmente o de profecia e Hiram Edson com a "revelação" com respeito ao santuário celeste. Estes três nomes são importantes para o estudo da teologia adventista da‐ qui por diante. Mas queremos frisar o de Hiram Edson, pois é fundamental para o prosseguimento do estudo da doutrina em apreço, pois foi ele que diz ter recebido uma "revelação" do santuário celeste, logo após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844, dando uma nova interpretação a mensagem de Miller, como bem enfatiza Raimundo de Oliveira:

"Esta nova interpretação surgiu de uma "revelação" de Hiram Edson, fervoroso discípulo e amigo de Miller. Segundo Edson, Miller não estava equivocado em relação à data da vinda de Cristo, mas sim em relação ao local. Disse ele que na data profetizada por Miller, Cristo havia entrado no Santuário celestial, não no terrenal, para fazer uma obra de purificação ali (2016, p. 67).

E foi assim que surgiu a doutrina do Juízo Investigativo segundo os adventistas, que afirma que Cristo adentrou o santo dos santos no santuário celeste, somente em 22 de outubro de 1844, para realizar a segunda etapa da obra de expiação e purificar o santuário. Afirmam tudo isto com base nesta revelação de Hiram Edson, que na verdade revelação não foi, mas sim, uma artimanha para mascarar o grande vexame e erro de interpretação bíblica, a fim de que o grupo não viesse a se desintegrar, e o seu objetivo foi alcançado, mas eles conseguiram alcançar mais que isso, criaram também a maior heresia adventista, que é o Juízo Investigativo, que estaremos tratando em por menores à posteriori.
Continua...
Por Ginetom Gomes

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