domingo, 2 de junho de 2019

A Lucidez Cristã em Meio a Licenciosidade de Uma Sociedade Cética e Relativista.

Cada vez mais cresce o número de pessoas que desprezam qualquer noção real de lei. Todavia, quando inquirimos tais opiniões, chegamos a conclusão comum entre essas pessoas, a conclusão de que para elas não há absolutos. Logo, para eles tudo é relativo.
A aplicação desse conceito na prática, leva a banalização de questões inegociáveis para o bem pessoal e coletivo, tais como a ordem, a família, a preservação da integridade dos homens nos mais variados aspectos, desde a concepção da vida e pureza da criança, a moralidade na construção do caráter e coisas semelhantes. A negação de tudo isso tem contribuído para uma sociedade caótica, formada por pessoas com muitas deformidades e isso é evidenciado pelo número crescente de divórcios, banalização da prática do aborto, erotização de crianças, libertinagem entre os jovens, uso deliberado de drogas até a negação do inegável: as diferenças biológicas e físicas entre homens e mulheres.
Para o cristão não é assim. Ele sabe e leva a sério o fato de que Deus existe, e ele tem um caráter. E existem coisas que estão fora dos seus mandamentos e princípios. Princípios esses, que Deus nos deu como expressão do seu caráter afim de orientar a criação de forma ordeira. Portanto, existem absolutos, e isso é inegociável.
A não participação de práticas e modismos relativistas pelos cristãos, nem de longe passa pela ideia de alienação, como muitos relativistas os taxam. É sim, um claro exemplo de deliberada lucidez, como bem argumentou o apóstolo Paulo : " Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" ( 1 Co 6.12).
A realidade da consciência e comprometimento com a pessoa de Deus é a fonte inspiradora da prazerosa conduta moral no cristianismo, como bem pontua o teólogo e filósofo Paul Copan:
" Antes, começamos com o valor( o bom caráter de Deus), e terminamos com valor ( seres humanos portadores da imagem divina com responsabilidade moral e direitos). Um bom Deus preenche efetivamente o abismo entre o " é" e o " dever". O valor existe desde o início; ele está enraizado em um bom Deus , auto-existente" ( COPAN, 2011, p.252).

Por Fabiana Ribeiro.

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