A história nos mostra que o cristianismo bíblico sempre esteve sob ataque. Experiências pessoais de cristãos, em diversas situações, confirmam esta afirmativa. Contudo, tal realidade jamais deve ser encarada com desânimo. Pelo contrário, deve ser enfrentada com pronto engajamento na busca do vasto conhecimento disponível que enriquece as argumentações da fé bíblica, uma vez que idéias falsas tem sido um dos maiores obstáculos para a recepção do Evangelho.
O ceticismo, o secularismo, a religiosidade divorciada de espiritualidade e o relativismo tem sido características predominantes em nossa era. Comumente ouvimos a premissa de que - "as suas verdades são suas verdade e as minhas verdades são minhas verdades!". Todavia, os cristãos não podem ceder ao comodismo frente os desafios de conflitar os seus contemporâneos com os sublimes argumentos em que a Palavra lança luz.
Defender a verdade pode implicar no surgimento de debates, por vezes acalorados, mas os que se vêem neste cenário, podem sim, diplomaticamente, os realizarem sem abrir mão de princípios cristãos como o amor e respeito ao próximo.
Quanto a isso, bem pontua o apologista Francis Schaeffler: "Não precisamos ficar envergonhados por usar a palavra -defesa. Pois os proponentes de qualquer posicionamento que queiram apresentá-los a sua própria geração precisam saber responder de maneira satisfatória, sempre que são levantadas questões a seu respeito. Assim, a palavra -defesa- não estará sendo usada em sentido negativo, porque em qualquer conversação, em qualquer comunicação em que haja diálogo verdadeiro, respostas devem ser dadas a todas as objeções levantadas.
Tais respostas são necessárias, em primeiro lugar, para a minha própria pessoa, como cristão, se pretendo manter a integridade intelectual, e se eu pretendo manter a vida pessoal, devocional e intelectual unidas. Em segundo lugar, essas respostas são necessárias por amor aqueles que estão sob a minha responsabilidade" ( SCHAEFFER, 2002, pag.211,212).
Como discípulos do Senhor Jesus sabemos que argumentar em defesa da nossa fé é um princípio (1Pe 3.15), e na prática esta ação, não poucas vezes, pode resultar em embates que nos desafiarão a buscar cada vez mais conhecimento, não apenas bíblico (o que é vital e imprescindível), mas o conhecimento de como se formam as ideias que permeiam a mente das pessoas, afim de lograrmos maior êxito em tão nobre tarefa. Tais embates serão inevitáveis se de fato fomos alcançados pela Verdade revelada na Palavra de Deus. Se somos detentores de verdades dignas de serem defendidas, então elas também são dignas de que lutemos por elas.
Por Fabiana Ribeiro.
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