Certas teorias modernas, apesar da sua aparente força, não passam de frágeis “martelos” consumidos pela indestrutível “bigorna” da Palavra de Deus.
A tese, hoje defendida por um número cada vez maior de renomados cientistas, de que a Teoria da Evolução não é científica (ela não se baseia em provas discerníveis e confirmáveis), resultou, em 1982, num processo judicial que alcançou larga repercussão em todo o mundo. Depois que o Poder Legislativo do Estado de Arkansas, EUA, decidiu que a versão bíblica da criação fosse ensinada nas escolas públicas ao lado da teoria evolucionista, um juiz norte-americano disse que a referida lei de Arkansas era inconstitucional, uma vez que a Constituição dos Estados Unidos protege o livre exercício da religião, mas proíbe o Governo de impor pontos de vista religiosos a qualquer pessoa.
A controvérsia suscitada no Arkansas ainda não foi esquecida, provocando, de um lado, o fortalecimento das posições evangélicas em relação à origem da vida e do Universo, e, por outro lado, enfraquecendo ainda mais a já debilitada teoria evolucionista.
Convém salientar que Darwin, em pleno entusiasmo evolucionista. não saiu do terreno das hipóteses quando escreveu sua obra A Origem das Espécies, na qual incluiu o homem numa cadeia evolutiva totalmente contrária ã afirmação criacionista da Bíblia. Por mais de oitocentas vezes ele declara: “portanto..., suponhamos..., pode ser..., seja-nos permitido concluir..., daí...”, etc. Por considerar as contradições do famoso naturalista inglês muito significativas, transcrevo de meu livro Então virá o fim, já esgotado, o texto seguinte:
“Em 1850, o capitão Francis Allen Gardiner, denodado missionário cristão, fez em Londres intensa campanha através dos jornais com o objetivo de conseguir recursos para a fundação de uma missão evangélica na Patagônia, para a evangelização dessa região. Charles Darwin considerou louco o homem de Deus e fez diversos pronunciamentos públicos enfatizando que em suas viagens pelo mundo descobrira serem os patagões... o elo perdido entre o homem e o macaco! Em outras palavras:
aqueles nativos não passavam de criaturas semi-humanas e, portanto, incivilizáveis, incapazes mesmo de qualquer discernimento moral.
“Gardiner, ardendo em fé e transbordante de zelo pela obra de Deus, aceitou o desafio. E anos mais tarde o famoso Darwin, depois de visitar aquela região e ver ali os inegáveis frutos da grande obra de evangelização e educação iniciada pelo corajoso missionário, espontaneamente retratou-se em público de suas declarações.
Escreveu ele: ‘Os resultados da missão de Tierra dei Fuego são absolutamente milagrosos e surpreenderam-me, tanto mais quando eu tinha predito o seu completo fracasso’. Desde então tornou-se fiel contribuinte da Sociedade Missionária para a Evangelização da América Latina.” (‘)
Mais vale o fim das coisas...
Certamente, sentindo o tremendo peso das consequências de suas opiniões, tanto no mundo científico como religioso, o professor Darwin, nos últimos anos de sua tumultuada existência (ele faleceu em 1882, com a idade de 73 anos), revelou-se pesaroso pelo que fizeram de seus escritos. Uma conhecida cristã de Northfield, de nome Lady Hope, que visitou Darwin nessa ocasião, relatou o seguinte:
“Num belo dia de outono, dos que raramente se experimentam na Inglaterra, fui convidada a visitar o doutor Darwin, que durante os seus últimos anos passava os dias na cama. Quando entrei no seu quarto um sorriso acolhedor iluminou o seu rosto, ao mesmo tempo que com uma das mãos indicava a paisagem que através da janela aberta, se podia contemplar. Na outra mão segurava uma Bíblia aberta.
- ‘O que está lendo, senhor professor?'
- perguntei-lhe, enquanto me assentava ao pé da cama.
- ‘A Epístola aos Hebreus’, respondeu o sábio. ‘Mais uma vez a Epístola aos Hebreus. Chamo-lhe um livro divino. Não é maravilhoso?’
“Em seguida indicou-me o que acabara de ler e explicou-me. Aproveitei para fazer referência a respeito da criação e dos primeiros capítulos de Gênesis. Notei que ficou mal impressionado e várias vezes passou a mão sobre a cabeça, dizendo por fim:
- ‘Eu era ainda bem novo naquele tempo, e tinha algumas ideias mal formadas, que participei a outros. Para minha grande surpresa, essas ideias pegaram e os homens fizeram delas uma espécie de religião’.
“Darwin parou um pouco para pensar e depois continuou suavemente, proferindo palavras acerca da glória de Deus e das grandezas do livro que segurava entre as mãos. De repente, disse-me:
-‘Tenho uma pequena casa no parque onde se podem alojar umas trinta pessoas. Gostaria que fizesse um culto ali. Sei que tem o costume de ler a Bíblia para o povo nas aldeias que visita ao redor. Amanhã à tardinha vou convocar os criados para um culto naquela casa, juntamente com alguns vizinhos, para que lhes fale!.
-‘De que lhes falarei?’ - perguntei.
- ‘De Jesus Cristo’ - respondeu Darwin com voz firme e da sua salvação’ - continuou, baixando a voz.'- ‘Não é o melhor assunto que se pode escolher? E ao mesmo tempo tem de cantar alguns hinos com eles’.
“Jamais poderei esquecer o brilho do seu rosto enquanto proferia estas palavras. E continuou:
-‘Se quiser, poderemos ter o culto às 15 horas, e eu vou ter a janela aberta para poder cantar convosco’.
“Como eu desejava ter um retrato do velho sábio e da linda paisagem nesse dia memorável!”
Vários outros autores têm feito referência a essa significativa ocorrência na vida do ilustre professor Darwin. O escritor H. P. de Castro Lobo menciona o livro “Evolution or Creation”, do professor H. Enoch, que circula na Inglaterra desde 1968, onde são confirmados os fatos por mim já referidos. Castro Lobo conclui: “O livro não revela, propriamente, a conversão, in extremis, de Darwin, pois não há ali qualquer registro de arrependimento, isto que tanto apela para a misericórdia divina. Contudo, ficou patente seu remorso pelo joio do ceticismo que sua vida anterior espalhara... Não é somente a covardia perante a morte que leva alguém a mudar de ideia quando chega o fim. Muitos são sinceramente coerentes, e com lucidez de espírito teriam toda disposição de abafar tudo de impróprio quanto falaram, de suprimir tudo de impróprio quanto fizeram, de apagar tudo de impróprio quanto escreveram. E isto pode ocorrer sem arrependimento... Seja como for, cabe aqui o pensamento de Salomão: “Mais vale o fim de uma coisa do que o seu começo”.
Evidencias de um Criador
Abrão de Almeida
Via: Ruanna Pereira.
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