terça-feira, 11 de junho de 2019

O Padrão de Moralidade Inato nos Seres Humano

Existe um padrão de moralidade inato nos seres humanos. Perceba a fora do argumento do Anderson, ou seja, considere nossa consciência de moralidade – certo e errado. Algumas pessoas dizem que a moralidade é relativa ao individuo (certo para mim, errado para você). Mas, no fundo, todos sabem que a moralidade é objetiva – algumas ações verdadeiramente erradas e outras verdadeiramente certas, independentemente se alguém concorda com isso ou não. Nós reconhecemos nossas próprias transgressões e certamente sentimos culpa por isso (veja Rm 2.1-5). De onde vem nossa consciência de moralidade objetiva? Talvez ajamos como indivíduos ou como sociedades conforme nossos próprios gostos. Caso afirmativo, então o Holocausto não foi mal, mas foi apenas a expressão dos gostos morais dos nazistas alemães. Talvez a moralidade seja um produto da evolução instrumental para a sobrevivência humana. Caso afirmativo, o que chamamos de “errado” hoje pode ser “certo” amanhã. De qualquer maneira, moralidade não e uma prescrição de como nós devemos nos comportar, mas e uma descrição de algo transcendente (isto é, fora da humanidade), é impossível dizer (como todos fazemos) que alguma coisa é sempre moralmente errada (ou certa). Em termos simples: se não há nenhum Deus, o mal que o homem faz não e mal. A moralidade objetiva vem de um Deus transcendente, que declarou o que é certo e errado – a ideia de moralidade humana aponta para a existência de Deus. (ANDERSON, 2010).
Os ateus estarão em apuros neste tópico também. A maioria dos ateus entende que o Holocausto foi algo errado, mas baseado em que? Quais são os valores morais em uma cadeia evolutiva? Não seria a sobrevivência do mais forte? Mas, e se alguns ateus levarem a sua crença até as últimas consequências? O filósofo Paul Copan, seguindo a mesma linha, afirma que os seres humanos não têm que procurar o que é moral lendo a Bíblia. Tal conhecimento está disponível a todas as pessoas. Romanos 2.14-15 diz que aqueles sem a revelação especial de Deus (A Escritura, Jesus Cristo) podem saber o certo e o errado. Eles têm a revelação geral de Deus de sua lei moral básica em sua consciência. “Os gentios que não têm lei [de Moisés] fazem institivamente as coisas da lei (Rm 2,14) Não se assuste. Eles foram feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26, 27). Eles são constituídos para funcionarem adequadamente quando eles vivem segundo os desígnios de Deus. Então as pessoas (incluindo os ateus) cujos corações não foram endurecidos ou auto enganados terão os mesmos tipos de instintos morais como os cristãos – estupro, adultério, torturar bebês por diversão é errado, e gentileza é algo bom (apud DEMBSKI & LICONA, 2010, p.21).
(A Existência de Deus e os Ateus: Uma Apologética com Diálogo. Walson Sales).
Por Rafael Félix.

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