Por Paul Copan
"Além dessa linha está bem" está bem, diz o relativista. "Contanto que você guarde suas opiniões para si mesmo, então vamos todos nos dar bem" Mas será que o relativista está além da linha quando ele diz pra você?
Imagine uma múltipla colisão de carros em um cruzamento movimentado perto de sua casa. É uma ocorrência que não deve ser difícil de imaginar. Ela pode, de fato, acontecer bem perto de sua casa, como foi comigo e minha família, em junho de 1997. Agora estenda ainda mais a sua imaginação. Suponha que nós vivemos em um mundo de processos menos felizes. Em vez de todas as partes silenciosamente trocarem as licenças e as informações do seguro e irem se afastando sem admitir até mesmo uma pequena parte da culpa, cada um corre para o cruzamento para explicar o seu lado da história: "Você puxou na minha frente!" "Mas eu tinha o direito de passagem”. Você não sabe que sinal vermelho significa parar? Pedestres que testemunharam o acidente do meio-fio inseriram o que viram. Um caminhoneiro com uma visão elevada, dominante do cruzamento pesa dentro da conversa. Então talvez a parte culpada dá um passo a frente: "Bem, na verdade, a culpa foi minha. Eu estava falando no celular do meu carro. Eu não estava prestando atenção ao que eu estava fazendo. Eu causei o acidente."
Para todos o debate pós-acidente, quando um policial chega e começa a tomar notas, uma verdade será clara: um acidente aconteceu. E com o tempo, as outras verdades serão determinadas. Em última análise, uma descrição do acidente surgirá que corresponde à realidade.
Nós vivemos nossas vidas contando com a crença de que existe uma verdade objetiva - se só nós podemos encontrá-la. Nós reunimos evidências; pesamos a credibilidade e veracidade, fazemos julgamentos difíceis. No final, nós chegamos muito próximo da verdade.
Nós podemos fazer afirmações verdadeiras que descrevem com precisão razoável como os eventos realmente aconteceram. (Ou, fornecer a evidência certa, podemos determinar a verdade a respeito de se o carro que comprei foi um limão,[1] ou como nossas decisões mais importantes na vida estavam certas ou erradas, ou se Deus é real.) Acreditamos que se tivéssemos um helicóptero sobre cada cruzamento e uma câmera de vídeo dentro de cada carro - para ver quem está ao telefone, ou fazendo a barba, ou aumentando o volume - podemos até descobrir a verdade sobre 'acidentes'.
A verdade é mais do que a nossa comunicação subjetiva de um acidente de carro. Ela tem existência objetiva. Ela tem aplicação universal.
Verdade é verdade - mesmo que ninguém saiba
Verdade é verdade - mesmo que ninguém admita
Verdade é verdade - mesmo que ninguém concorde com ela
Verdade é verdade - mesmo que ninguém a siga
Verdade é verdade - mesmo que ninguém, mas Deus a mantém totalmente
Embora algumas autoridades locais desistiram de tentar descobrir de quem é a culpa por acidentes de carro (daí o seguro 'sem culpa'), se importa com a verdade. E quando as estacas são levantadas - quando a criança atravessar a rua e for atropelada e morta, por exemplo – descobrir a verdade torna-se essencial. Circunstâncias graves nos lembra que a dificuldade de encontrar a verdade não é desculpa para não procurar.
Insira o relativista. Para o relativista, nenhum "fato" são reais em todos os tempos e lugares. Ele argumenta que, porque o ponto de vista de todos é diferente, não podemos nunca saber o que realmente aconteceu no local do acidente. Na verdade, as fortes crenças do relativista dizem que, dada a natureza escorregadia do que o resto de nós chamam erroneamente de "verdade", não podemos até mesmo resolver sobre o fato de que o acidente realmente aconteceu.
Então, algumas pessoas chamadas “relativistas” nunca responderiam a pergunta de Pilatos “O que é a verdade?” dizendo que cada pessoa decide o que é verdade pra eles. Jesus diz que Ele é a verdade para todos e não somente verdade para mim.
O que uma pessoa ponderada poderia dizer em resposta?
· Se minha crença é verdade somente pra mim, então porque a sua crença não é verdade somente pra você? Você não está dizendo que você quer me fazer acreditar na mesma coisa que você acredita?
· Você diz que nenhuma crença é verdade para todos, mas você quer que todos acreditem no que você crê.
· Você está fazendo reivindicações universais que o relativismo é verdadeiro e o absolutismo é falso. Você não pode no mesmo fôlego dizer: 'Nada é universalmente verdadeiro "e" Meu ponto de vista é uma verdade universal’. O Relativismo falsifica si mesmo. Ele afirma que há uma posição que é verdade - o relativismo!
· Você está aplicando sua visão a todos, mas a si mesmo. Você espera que os outros acreditem em seus pontos de vista (a "falácia de se auto-excetuar”).
Tradução: Walson Sales
Fonte:
_______________
[1] Nota do tradutor: Limão, para o Americano quer dizer que ele fez um mau negócio, dentro desse contexto. Serve para dizer se uma coisa é ruim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário