Por Richards Coords
Eu tenho visto calvinistas anatematizar uns aos outros. Eu tenho visto calvinistas chamar outros calvinistas de “ímpios”, simplesmente porquê outros calvinistas rejeitaram a idéia que o calvinismo “é o evangelho”. Eu tenho testemunhado com freqüência calvinistas de 4 pontos sendo menosprezados como os enteados retardados da Teologia Reformada...e então aqui venho eu, junto, sugerindo que não há um centavo de diferença entre um calvinista de 4 pontos e um de 5 pontos. De fato, eu tenho argumentado que o próprio João Calvino certamente poderia ser classificado como um calvinista de 4 pontos, embora no determinismo rígido, o modo Supralapsariano, é o que eu considero o modo mais extremo.
Então, o que faz de um calvinista, ser um calvinista? Ou, você pode perguntar, o que faz uma pessoa “verdadeiramente reformada”? Neste mesmo Blog, um calvinista insistiu que John MacArthur não era verdadeiramente reformado.
Eu gostaria de citar Laurence M. Vance sobre como ele une todos os calvinistas sob uma bandeira: A doutrina da Eleição Incondicional. Os calvinistas podem discordar sobre muitos dos pontos mais refinados da teologia reformada, mas qualquer calvinista que rejeita a Eleição Incondicional, simplesmente não é um calvinista em absoluto, e assim certamente não pode caminhar sob a bandeira de um “calvinista moderado”. Eu gostaria de citar Vance e então oferecer meus pensamentos:
Laurence M Vance: “Todos os calvinistas, sejam eles presbiterianos ou reformados, batistas primitivos ou batistas da Graça Soberana; todos os calvinistas, sejam eles premilenistas ou amilenistas, teólogos dispensacionais ou pactuais; todos os calvinistas, se chamados pelo nome ou não; todos os calvinistas têm uma coisa em comum: Deus, por um decreto soberano e eterno tem determinado, antes da fundação do mundo, quem será salvo e quem será perdido. Para obscurecer a real questão, um vocabulário tem sido inventado para embaraçar e confundir os cristãos. Os argumentos sobre o supralapsarianismo e infralapsarianismo, depravação total e incapacidade total, reprovação e preterição, sinergismo e monergismo, livre-arbítrio e livre-agência, graça comum e graça especial, chamada geral e chamada eficaz, perseverança e preservação, e a soberania de Deus são todos insignificantes. A dificuldade para o calvinista é a simplicidade da salvação, de modo que, ao rejeitar isso, um sistema tem que ser construído de acordo com o qual a salvação é feita um decreto misterioso, secreto e incompreensível de Deus. Assim, o erro básico do Calvinismo é confundir eleição e predestinação com salvação, que elas nunca estão na Bíblia, mas somente nas especulações filosóficas e implicações teológicas do Calvinismo: o outro lado do Calvinismo.” (The Other Side of Calvinism, p.35, ênfase minha)
O que faz um calvinista, ser um calvinista? A crença na doutrina da Eleição Incondicional.
Em termos simples, a crença que Deus tem um rebanho de ovelhas eterno, isto é, “O rebanho eterno do Pai”, a quem somente Ele verdadeiramente ama, e eternamente “propôs glorificar”, como um calvinista explica: “Os calvinistas acreditam secretamente que Deus os escolheu por alguma outra razão que não seja a necessidade deles de salvação? Será que eu, como um cristão, creio que Deus me escolheu por algum outro motivo do que a minha necessidade de salvação? Sim, eu creio. Deus me escolheu para a sua glória, para seu prazer, para seus propósitos. Claro que eu tinha uma necessidade de salvação. Mas isso não é primariamente o porquê Ele me salvou...na Bíblia, Deus não diz que Ele nos escolheu por causa da nossa necessidade desesperada. Ele nos escolheu antes da nossa necessidade surgir”.
Em termos técnicos, enquanto o Novo Testamento fala de nós estando “em Cristo”, para o calvinismo, o eleito deve residir “no Pai” eternamente, que é um ponto que insisto mais uma vez, a fim de ter uma compreensão adequada da eleição calvinista.
Tradução Walson Sales
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