Episódio 1. Março de 624. Vítima: Al-Nadr bin al-Harith
Antes da Hejira de Muhammad (Emigração de Meca para Medina em 622), ele costumava sentar na assembléia dos anciãos e convidava os habitantes de Meca à Allah, citando o Alcorão e advertindo-os acerca do castigo de Allah por zombar de seus profetas. Após a fala de Muhammad, Al-Nadr falou sobre os heróis e reis da Pérsia, dizendo: "Por Deus, Muhammad não pode contar uma história melhor do que eu, e sua conversa é apenas acerca de velhas fábulas que ele copiou como eu". Al-Nadr está se referindo a lendas e histórias opacas sobre os árabes muito antigas e possivelmente a histórias bíblicas sobre figuras como Noé, Abraão, Moisés e Jesus, que Muhammad contou, mas de acordo com suas próprias versões imprecisas. Em outros dias, al-Nadr interromperia Muhammad até que o profeta o silenciar. Em resposta ao assédio de al-Nadir, é possível (os estudiosos às vezes têm dificuldades em fazer correspondência dos versos do Alcorão com os eventos históricos) que Allah tenha enviado esses versículos a Muhammad a respeito dele ou certamente de outros escarnecedores em Meca, de acordo com o relato de Ibn Abbas, primo de Muhammad, que é considerado um transmissor confiável das tradições:
25: 6 Dize [o Profeta]: "Foi enviado por aquele que conhece os segredos dos céus e da terra. Ele é todo perdoador e misericordioso". (Abdel Haleem, The Qur'an, Oxford UP, 2004). [Versão bilingue Árabe-Português: "Dize, Muhammad: "Fê-lo descer Aquele que sabe os segredos nos céus e na terra. Por certo, Ele é Perdoador, Misericordiador."].
83:13-17 ... Quando Nossas revelações são recitadas a ele, ele diz: "Fábulas antigas!" Na verdade, não! Seus corações estão incrustados com o que eles fizeram. Na verdade, não! Naquele dia, eles serão privados de seu Senhor, eles queimarão no Inferno, e eles serão informados: "Isto é o que você chama de mentira". (Haleem). [Versão bilingue Árabe-Português: Quando se recitam, para ele, Nossos versículos, diz: 'São fábulas dos antepassados! Em absoluto, não o são! Mas o que eles cometiam lhes enferrujou os corações. Ora, por certo, nesse dia, serão vedados da misericórdia de se Senhor. Em seguida, por certo, sofrerão a queima do Inferno; Depois, dir-selhes-á: 'Eis o que desmentíeis!"].
Muhammad não se vingou dele - não ainda -, embora os versos da Sura 83 prometessem um triste futuro eterno futuro para os escarnecedores. A vingança de Muhammad não demorou muito. Foi azar de al-Nadir juntar-se ao exército de Meca, ao cavalgar para o norte para proteger suas caravanas, ao que Muhammad atacou na Batalha de Badr em 624 d.C. O contador de histórias politeísta foi capturado e, na viagem de regresso de Muhammad a Medina, Ali, O genro de Muhammad, sob ás ordens de Muhammad, o decapitou, em vez ganhar algum dinheiro com um possível pedido de resgate. Ele foi um dos dois prisioneiros que foram executados e que não foram autorizados a serem resgatados por seus clãs - tudo porquê eles escreveram poemas e contaram histórias criticando Muhammad.
Fonte: Ibn Ishaq, The Life of Muhammad, tradução. A. Guillaume, (Oxford UP, 1955, 2004), pp. 136 (páginas em árabe 191-92); 163/236; 181/262; 308 / 458. Os historiadores hoje consideram Ibn Ishaq como uma boa fonte do islã primitivo, embora possam discordar de sua cronologia e elementos milagrosos.
by Walson Sales.
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