Por Chad
Ao escrever sobre o tópico da evolução, é fundamental definir cada termo. Muitos (não todos) defensores da evolução são mestres em definir o termo evolução tão amplamente que pode significar virtualmente tudo o que eles querem ou precisam.
Para o meu propósito neste post em particular, quando eu uso o termo evolução, eu estou me referindo à seleção natural como proposto por Charles Darwin em A Origem das Espécies, i.e, Darwinismo.
Agora, como alguém que crê que “Deus criou os céus e a terra”, eu às vezes me vejo sendo rotulado como “religiosamente tendencioso”. Muitos são rápidos em afirmar que aqueles que acreditam em um designer são incapazes de enxergar a evidência científica (ou qualquer para esse assunto) objetivamente por causa de suas convicções religiosas. No entanto, depois de ponderar a questão por bastante tempo, é minha convicção de que o teísta realmente encontra-se na posição mais objetiva do que a do materialista.
A ciência, como definido pela comunidade científica atual, basicamente afirma que a ciência está apenas em busca de causas naturais.
Considere as seguintes palavras de um dos amigos de Carl Sagan, Richard Lewontin de Harvard:
Nossa disposição de aceitar afirmações científicas está contra o senso comum, que é chave para a compreensão da verdadeira luta entre a ciência e o sobrenatural. Tomamos o lado da ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de suas falhas para cumprir muitas de suas promessas extravagantes de saúde e vida, apesar da tolerância da comunidade científica para apenas histórias infundadas, porque nós temos um compromisso prévio com o materialismo. Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo nos obriga a aceitar a explicação material do mundo sensacional, mas, pelo contrário, somos forçados pela nossa adesão a priori a causas materiais para criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produz explicações materiais, não importa quão contra intuitivo, não importa o quão mistificador seja para os não iniciados. Além disso, o materialismo é absoluto porque não podemos permitir um Pé Divino na porta.[1]
Em outras palavras, o jogo é manipulado antes de ser jogado!
Com isso em mente, é importante lembrar que a ciência supõe ser, ou pelo menos, deveria ser, a busca por aquilo que é verdade. No entanto, quando alguém reivindica que "a ciência é a busca apenas de causas naturais," ele ou ela, consciente ou inconscientemente, é culpado de Permitir entrar lá o viés filosófico dentro de suas conclusões científicas. Para ser mais específico, a ciência materialista é baseada na filosofia (ou alguns podem até dizer religião) do materialismo - a crença que a matéria é tudo o que existe. Esta ideia é obviamente problemática, porque temos boas razões para acreditar que as coisas imateriais existem.
O Dr. William Lane Craig oferece alguns exemplos:
1 – A matemática e a lógica,
2 – Verdades metafísicas (tais como, existem outras mentes além da minha),
3 – Julgamentos éticos (Você não pode provar pela ciência que os nazistas foram mal, porque a moralidade não está sujeita ao método científico),
4 – Julgamentos estéticos (o belo, como o bom não pode ser cientificamente provado), e ironicamente,
5 – A própria ciência (a crença de que o método científico descobre verdades não pode ser provado pelo próprio método científico).[2]
Se alguém duvida disso, eu simplesmente destacarei o pensamento que, "só a natureza (ou o material) existe," é em si imaterial! É uma ideia sem peso, massa, etc. Se fosse para quebrar uns materialistas cabeças abertas (que eu não recomendo fazer!), Você não vai encontrar a ideia de "somente o material existe" dentro da cabeça deles.
Contraste isso com a cosmovisão teísta. Como um teísta, eu sou livre pra seguir a evidência até onde ela me levar por causa das minhas convicções filosóficas não me colocarem dentro de uma caixa. Reconhecidamente, deve-se sempre considerar as explicações naturais primeiro; no entanto, se o design detectável está presente, deve-se ter a liberdade de concluir que um designer é a melhor explicação para o fenômeno a ser observado. É importante destacar que aqueles que pregam que a ciência materialista observar o que chamariam de "aparência" de design.
Richard Dawkins declara:
“Biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido feitas com um propósito”.[3]
Ainda, Francis Crick, o co-descobridor do DNA, admite:
“...biólogos devem constantemente ter em mente que o que eles veem não foi planejado, mas ao invés disso, evoluiu”.[4]
Então, não é que o design é inobservado, mas, quando a ciência observável desafia o viés filosófico (neste caso, o materialismo), a ciência observável leva um encosto [um chega pra lá] para a filosofia do materialismo.
No entanto, como um teísta eu estou livre para aceitar ou rejeitar a evolução baseado somente em seus méritos científicos. Hipoteticamente se eu fosse que a evolução, em um nível macro-evolucionário (mudar em ou sobre o nível das espécies)[5], fosse verdade, isso não faria nada para comprometer a minha cosmovisão. Como um cristão, eu teria certamente que reavaliar algumas de minhas visões; no entanto, um Criador ainda seria a melhor explicação de 1) A origem do Universo, 2) A sintonia fina do universo, 3) Obrigações e valores morais objetivos, 4) A ressurreição de Jesus da morte, 5) A informação encontrada no DNA, 6) e a consciência humana.
Mas e o materialista (ou naturalista) que diz que “a natureza é tudo o que existe?” Ele ou ela, por causa de seu viés filosófico, não podem sequer considerar o design. Eles já decidiram a priori que uma explicação naturalista deve explicar tudo, não importa qual. Eles não podem “deixar um pé divino na porta”. Isto é simplesmente assumir o que você está tentando provar.
Ironicamente, não é o Design Inteligente ou o Teísmo que é uma “rolha [empecilho] da ciência” como muitos dos seus adversários querem nos fazer acreditar, mas é a ciência baseada no materialismo que mantém o cientista de ser capaz de acompanhar as evidencias.
Ainda, parece hipócrita para mim quando os materialistas objetam o Design Inteligente porque isso tem “implicações teístas”, quando, se eles forem honestos, o materialismo claramente tem implicações ateísticas.
É por essas razões que eu creio que o teísta encontra em si mesmo em uma posição mais objetiva do que o materialista.
Coragem e Felicidades,
Tradução: Walson Sales
Notas:
1. Richard Lewontin, "Billions and Billions of Demons," The New York Review of Books, January 9, 1997, 31.
2. A debate between William Lane Craig e Peter Atkins; o debate pode ser lido aqui: http://www.leaderu.com/offices/billcraig/…/craig-atkins.html
3. Richard Dawkins, The Blind Watchmaker, 1.
4. Francis Crick, What Mad Pursuit (1990), p. 138.
5. John Wilkins, "Macroevolution: Its Definition, Philosophy and History,"http://www.talkorigins.org/faqs/macroevolution.html#what.
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