quarta-feira, 17 de julho de 2019

A Conspiração para Matar Deus e o Legado de Cristo

Quando os bolcheviques passaram a controlar a Rússia e formaram a União Soviética, eles puseram-se a erradicar o cristianismo. O comunismo ateu não vê utilidade na igreja ou na fé cristã. Os comunistas acreditavam que as pessoas precisavam ser reprogramadas e reeducadas. A crença em Deus era antiquada; a Nova Ciência havia chegado. Supunha-se que, no espaço de uma geração, a Rússia e os demais países membros da URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas) seriam ateístas e livres de religião quase que na sua totalidade. Só que isso não se concretizou.
Os teóricos comunistas presumiram que tudo se centrava na economia—se o povo estivesse melhor economicamente, então a necessidade de uma utopia religiosa, ou o que Karl Marx chamara de o "opio do povo", desapareceria. Pensando como um marxista, se o Estado "tivesse controle total dos meios de produção cultural, [ele] controlaria a ideologia de uma população". Ou assim pensavam os engenheiros sociais e culturais materialistas do Kremlin. Eles estavam errados; o Estado simplesmente falhou, e falhou porque a antropologia comunista e profundamente errônea; ela vê o humano como físico e nada mais.

Apos quase 70 anos de regime comunista coercitivo, com total controle sobre a educação e cultura, a porcentagem da população que adotava o ateísmo não aumentou. A conspiração soviética para matar Deus malogrou. Em um estudo recente, Paul Froese recapitulou a evidencia, observando que "as mais generosas estimativas da fé ateísta mostram que menos de 1/5 dos cidadãos soviéticos era ateu no auge do comunismo, e esse numero caiu para menos de 4% da população imediatamente apos a queda da União Soviética". A conspiração comunista para erradicar Deus e o Cristo da fé cristã não logrou êxito. Deus não foi embora.
Ate mesmo alguns dos lideres comunistas comprometidos tiveram uma mudança de opinião. Pensemos em Gustáv Husák da Tchecoslováquia comunista, um líder comparativamente moderado para os padrões comunistas Husák renunciou em 1989, quatro dias antes do colapso do regime comunista. Dias antes de sua morte em 1991, o comunista ateu de longa data renunciou ao ateísmo e, na presença de um padre cat6lico, arrependeu-se e confessou sua fé em Jesus Cristo. Igualmente, o general polonês Wojciech Jaruselski, o último dos lideres comunistas da Polônia (1981-1989), converteu-se ao cristianismo pouco antes de sua morte em 2014.
Talvez, a conversão mais dramática de todas envolveu Wilhelm Keitel, alto comandante das forcas armadas da Alemanha nazista, segundo na linha somente atrás do próprio Hitler. Sentenciado a morte no tribunal de crimes de guerra em Nuremberg, Keitel foi executado em outubro de 1946. O Capitão Henry Gerecke, capelão do exercito norte-americano e ministro luterano, que falava alemão fluente, entrou na cela de Keitel e ofereceu-se para orar com ele. Gerecke tinha visitado Keitel frequentemente, e uma harmonia foi desenvolvida entre eles.

Os dois homens ficaram de joelhos, e Gerecke [..] orou em alemão. De repente, pareceu que Keitel sentiu que estava realmente por morrer. Ele tremeu e "chorou incontrolavelmente" enquanto "ofegava". Justo antes de ser enforcado, Keitel participou do pão e do cálice servidos por Gerecke. Como o próprio capelão recordou posteriormente, Keitel, "com a voz embargada pelo choro", disse: "Você me ajudou mais do que imagina. Que Cristo, meu Salvador, possa ficar ao meu lado por todo o caminho. Precisarei muito dele".
Devo também mencionar a notável historia do Monsenhor Hugh O'Flaherty, que serviu numa função diplomática no Vaticano de 1943 a 1945. Ele montou uma rede subterrânea que escondia pilotos aliados abatidos, membros da resistência italiana, militares fugitivos e judeus e ajudava-os a escapar para a Suíça. O coronel da SS Herbert Kappler, que atuava como chefe da policia em Roma suspeitou do que o monsenhor estava fazendo, mas não conseguia provar. Ele ameaçou e ate tentou assassinar o padre incomodo, mas os aliados chegaram antes que o fizesse. À medida que os exércitos americanos e britânico aproximavam-se, Kappler implorou ao monsenhor que ajudasse a sua família a escapar. Inicialmente, o monsenhor ficou irritado e recusou-se a ajudar o nazista. Afinal de contas, por causa de Kappler, pelo menos duas mil e trezentas pessoas inocentes morreram. Em prantos, Kappler perguntou a O'Flaherty: "Não existe Deus? Não existe humanidade?". Pouco tempo depois, Kappler estava sob custodia do exercito britânico. Posteriormente, ele soube que sua família tinha sido levada a Suíça em segurança.
No tribunal de crimes de guerra da Itália, Kappler foi sentenciado a prisão perpetua e enviado a prisão militar Gaeta. Sua mulher divorciou-se dele, e sua família rejeitou-o. Eles nunca o visitaram na prisão. Mas um homem regularmente o fazia: o monsenhor O'Flaherty. Kappler arrependeu-se, abandonou suas crenças ateísta e nazista e colocou sua te em Cristo. 
A pergunta que o desesperado Kappler fez ao monsenhor O'Flaherty uniu Deus e a humanidade corretamente: se não há Deus (como afirma o ateísmo e proclamava Nietzsche), realmente não há humanidade. Os humanos não são nada mais do que animais de duas pernas, e a moralidade nada mais e do que a sobrevivência do mais apto. Nos humanos não temos proposito nem significado. Somos nada maus do que o produto casual de um universo impiedoso e indiferente. Mas isso e verdade? Ao contrario! Nos humanos sabemos, no fundo de nossa alma, que isso não e verdade. Nos, de fato, temos significado e proposito.
O arrependimento de ex-líderes comunistas e nazistas é realmente encorajador. Naturalmente, teria sido muito melhor se eles tivessem visto a luz mais cedo, antes de terem feito tanto mal. Também há sinais de que, nos países onde outrora o ateísmo era imposto a população em geral esta encontrando Deus e retornando a fé. Hoje, estima-se, por exemplo, que os cristãos chineses superam o numero de chineses comunistas. Por essa razão, alguns preveem que, em um futuro não muito distante, a China será a maior nação cristã no mundo.' O mesmo parece estar acontecendo na Rússia, já que o numero de ateus naquele pais continua a diminuir.

Por: Jeremianh J.Johnston 
Inimaginável 
O que nosso mundo seria sem o cristianismo

Via Ruanna Pereira

Nenhum comentário:

Postar um comentário