sábado, 27 de julho de 2019

A FALÁCIA DOUTRINÁRIA DO SISTEMA TEOLÓGICO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

(1* Parte)
Por Leonardo Melo

Desde o surgimento do pecado que desvirtuou o homem da sua imagem junto à Deus, cf. Gn. 3.11-19; Rm. 3.23, e por conseguinte o conduziu a violar os altos conceitos e valores morais de Deus, que o homem em certa medida mergulhou nas trevas espirituais e passou a ofertar em nome de Jesus Cristo cultos estranhos à Deus.
Então, a falsa adoração e culto à deidade é desde a antiguidade, e se reporta ao Oriente Próximo. Ao longo dos séculos, essa falsa adoração persistiu, resistiu e é uma realidade.
Na esteira da influência maligna sobre o sistema religioso, afloraram centenas de matrizes heréticas, as mais variadas e bizarras.
A concepção equivocada sobre a pessoa de Deus e seu reino deram origens a cultos e exegeses equivocadas e confusa quanto ao cerne da Palavra de Deus.
Na esteira dos ensinos heréticos que se espalharam pelo mundo já no início dos três primeiros séculos da nossa era, temos como exemplo o arianismo do bispo egípcio Àrio(256-336 d.C.) que teve como grande recepcionista das suas doutrinas, as Testemunhas de Jeová, na pessoa do seu primeiro líder Charles T. Russel , que foi seguido pelos seus respectivos sucessores Joseph F. Rutherford e Nathan H. Knorr, Frederick W. Franz e que incorporou definitivamente no credo doutrinário da seita e que hoje servem de base dos ensinos do Corpo Governante.

As Testemunhas de Jeová tem um conceito extremamente equivocado sobre Deus, Jesus Cristo, O Espírito Santo as Sagradas Escrituras, e a Salvação dentre outras interpretações da Palavra de Deus.

1. Em relação a Deus, 

Negam ser Deus um ser Trino, afirmam ser Deus um ser solitário e que não é onipresente. Para eles Jeová não pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. Afirmam que se Deus é uma pessoa, e sendo um ser pessoal, possui corpo de forma específica, o qual precisa de um lugar para morar.
O que cremos:
Que Deus é o Senhor, O EU SOU O QUE SOU, criador e sustentador de todas as coisas pelo poder da sua Palavra e é Eterno; que só Ele tem a virtude da Imortalidade e só Ele é Onisciente, Onipresente e Onipotente, dentre outras virtudes. Ref.:
Gn. 1.1, Ex. 3.14; Sl. 47.2,7-8; Sl.139; Is.40.12-18, 43.11-13, 44.6; I Jo.4.8; sobre a imortalidade; Mt. 28.20; Hb. 4.13,


2. Visão do Corpo Governante sobre a pessoa de Jesus Cristo.

Afirmam que Jesus é um ser criado. Não possui a mesma substância que Deus, o Pai (Homoousios) e portanto não é divino, e portanto não pode ser Deus.
Claramente percebemos a recepção da doutrina ariana no escopo doutrinário dos T. J. por parte do Corpo Governante. Os T.J. Acreditam que Jesus Cristo é o arcanjo Miguel: “É lógico concluir que Miguel não é outro senão o próprio Jesus Cristo no seu papel celestial”.
Seus teólogos ensinam ser ele mesmo o Abadom, o destruidor, cf. Ap. 9.11. Afirmam que o homem terrestre Jesus de Nazaré não mais existe, pois negam sua ressurreição corporal.
Cremos:
Jesus é Deus, Is.9.6; Mt.1.23; Jo.1.1. 10.30, 14.9,20.28; Rm. 9.5; 2 Co.4.4; 1 Ts. 2.3; Cl. 1.15, 2.9; Fp. 2.5-7; 1 Jo. 5.20.


*3. O Espírito Santo na visão russelista.

Ensinam que o Espírito Santo é uma força ativa que Deus usa para executar sua vontade. Não é uma pessoa e não pode ser Deus. O Espírito Santo pode ser definido como uma força que emana do Deus-Jeová, porém não se trata de uma pessoa co-existente com Ele, isto é, o Espírito Santo é uma força ativa e impessoal de Deus, negando assim, tanto a Sua personalidade quanto a sua divindade
*CREMOS
Que as Escrituras dão testemunho inquestionável da divindade e pessoalidade do Espírito Santo. Ele compartilha da mesma substância (homoousios), natureza divina que o Pai e o Filho. 
O Espírito Santo, é o Espírito do Senhor, Ele frequentemente é mencionado como Deus em seu ato criador e redentor. As Escrituras Sagradas menciona o perigo de se blasfemar contra o Espírito Santo, e o próprio Jesus testifica que o pecado contra o Espírito Santo é maior do que aquele praticado contra Ele. Quando o próprio Cristo testifica da deidade do Espírito Santo, não tem mais o que se questionar.
Porém, quando se nega a divindade de Cristo, então o desdobramento natural é também rejeitar a divindade do Espírito Santo.

Ref.: Mt.28.18s; II Co. 13.14; Ef. 4.4-6; Jz. 3.10; II Co. 3.17; Jó 33.4; Sl. 51.10; Ez. 37.14; II Co. 3.3; Mt. 12.28-32.

4. As Sagradas Escrituras e as Testemunhas de Jeová.

Com relação a Palavra de Deus, eles nutrem um certo desprezo pelas traduções históricas, ainda que ao longo dos anos, eles lancem mão de traduções confiáveis e assim fizeram interpolações para produzir sua própria tradução.
Segundo (SOARES. 2008) o presidente Nathan H. Knorr, este apresentou em 1946 ao Corpo Governante um projeto para produzir uma versão Bíblica oficial para sua organização herética religiosa, a qual foi executada secretamente até a conclusão da primeira parte, As escrituras gregas cristãs. No dia 03/09/1949 em uma reunião com diretores da seita, Nathan H. Knorr anuncia que a comissão da tradução do Novo Mundo da Bíblia “ havia chegado ao fim em sua primeira parte, e seguiu para a sociedade Torre de vigia para impressão e publicação. 
A edição em português e em mais cinco idiomas das Escrituras Gregas Cristãs foi lançado em 1963 em Nova York.
Há alguns detalhes relevantes sobre a tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas, e um dos fatores principais é a formação acadêmica de quem traduziu. A sociedade Torre de Vigia nunca divulgou os nomes dos seus tradutores.
Frederick W. Franz disse, ao justificar esse anonimato o seguinte: “O comitê da tradução queria que ela permanecesse anônima, e não buscava qualquer glória ou honra para a obra da tradução”.
Porém, o fato é que faltava a qualificação acadêmica devida ao tradutor.
A grande questão é que os tradutores não eram eruditos nem tinham formação acadêmica nos vernáculos hebraico, grego e aramaico. Por isso, o anonimato quanto aos autores das traduções.
Na realidade, a tradução dos Jeovistas é uma paráfrase de péssima qualidade da Palavra de Deus, e cheias de adulteração incompatíveis com a sã doutrina.
Uma das marcas inconfundíveis da tradução NM é o termo “Jeová”, e Rutherford é o autor da doutrina da vindicação do nome Jeová. O nome Jeová aparece 
aproximadamente 237 vezes nas Traduções do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.

CREMOS.
Na inerrância da Palavra de Deus, que Ela é divinamente inspirada. E que ela é a autoridade máxima em termos de ensinamentos para a Igreja do Senhor Jesus Cristo, não podendo ser substituída por quaisquer outros escritos, livros ou manuais.
Há inúmeros textos que atestam a veracidade da Bíblia Sagrada: Ex. 24. 4,7; 32.15-16; 34.27-28; Sl. 119; Tt.1.9; I Tm. 6.3-4,11; II Tm. 4.3; Ap. 22.18-19.


5. A salvação na ótica Russelista.

Para os T. J. não só é necessária a conversão à Cristo, mas, também agregar algumas práticas religiosas prescritas pelo Corpo Governante, conforme os dogmas estabelecidos, tais como manifestar fé incondicional em Jeová, pregar de casa em casa, realizar boas obras, pertencer a organização das Testemunhas de Jeová.
Porém, apesar de pregarem a Palavra de Deus e mencionar a pessoa bendita de Jesus, a sociedade Torre de vigia, não considera seus adeptos filhos de Deus e nem Jesus Cristo como mediador de uma nova aliança.

CREMOS.
Na salvação pela fé, mediante a graça através da morte expiatória de Jesus Cristo na cruz do calvário. 
Sendo este sacrifício único e insubstituível por qualquer outro tipo de sacrifício ou cerimonial.
Conforme o livro “Declaração de Fé”
das Assembléias de Deus”: Cremos, professamos e ensinamos que a salvação é o livramento do poder da maldição do pecado, e a restituição do homem à plena comunhão com Deus, a todos os que confessam a Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal, precedidos do perdão divino”.
(CGADB. Declaração de fé.2017. pg. 109).
Ref.: At. 10.43; II Co. 5.19; Ef. 2.8-9; I Tm. 2.4; Tt.2.11; At.17.30; Mt. 24.13; Rm. 10.9, 8.1-2, 5.1, 8.15-16

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