Há alguns meses fui confrontada por uma jovem que dizia ser a Bíblia, e nas entrelinhas Deus, responsável pela subestimação da mulher e, portanto, agente causadora das várias consequências ruins disso na sociedade. Nenhuma razão plausível apresentou a essa acusação desonesta, demonstrando assim, ser ela mais um reflexo do achismo de muitos que comumente taxam a Bíblia de opressora.
Na tentativa de esclarecer sua mente, mencionei o fato de a Bíblia também ser um livro histórico. Portanto, seus registros nos revelam as características do contexto daquela época, bem como a chamada divina para cada cenário erguido pelos homens de então.
No que diz respeito a mulher, o relato do Antigo Testamento nos declara as diversas opiniões acerca do seu valor, pois naquele tempo existiam muitas leis que impediam que várias delas assumissem posições dignas. Contudo, a revelação áurea em Gênesis 1.27, descreve o princípio que regera o coração de Deus ao criar a mulher: feita sua imagem e semelhança.
Portanto, a Bíblia enquanto livro histórico não esconde o contexto obscuro que, por vezes cercara as mulheres. Porém a Bíblia como a revelação escrita de Deus, também proclama a verdade do valor e propósito acerca de cada aspecto da criação, inclusive no que diz respeito a mulher.
Posteriormente soube que aquela jovem se deixou levar pela doutrinação do feminismo moderno na faculdade que estava cursando. E que, infelizmente, muito facilmente desprezou o que por muitos anos ouviu nas ministrações da igreja que fez parte durante sua infância e adolescência.
Sabendo que isso tem sido uma realidade comum na mentalidade de muitas pessoas, julgamos ser importante mencionar a realidade de fatos. Por isso, vejamos alguns importantes aspectos reais descritos por Coleman a respeito da mulher na Bíblia:
"• O Israel do Velho Testamento - atitudes positivas em relação as mulheres:. A mulher não era um produto secundário da criação, uma espécie de ideia posterior. Homem e mulher, juntos, constituíam a imagem de Deus ( 1.26,27). Embasados nesta elucidação, muitas mulheres hebreias tinham uma participação ativa no relacionamento familiar e comunitário, eram criativas e expressavam suas opiniões. Joquebede, por exemplo, foi quem teve a iniciativa de salvar seu filho Moisés que, pelo decreto de faraó, deveria ser morto. Foi ela quem tomou as providências necessárias para isso ( Êx 2). Ana foi outra mulher que tomou uma atitude e fez uma aliança com Deus para ter um filho, e veio a ser mãe de Samuel (1 Sm 1.1-25).
E houve mulheres também que chegaram a ocupar posições de liderança entre o povo de Israel. Débora, foi uma juíza que ajudou a orientar um exército ( Jz 4.6-9). Miriam ocupava alta posição no comando de Israel, vindo logo abaixo de Moisés e Arão.
Ester foi outra mulher notável. Tornou-se rainha da Pérsia, e, com muita coragem, conseguiu abortar um genocídio judeu. Hulda foi uma profetisa a quem o rei Josias consultou, e que entregou a mensagem de Deus para ele ( 2 Rs 22.14-20). O judaísmo não impediu que essas mulheres ocupassem posições de honra, destacando-se.
Precisamos considerar também a mulher ideal , descrita em Provérbios 31.10-31. Ela supervisiona bem a sua casa, com seus muitos servos e tudo o mais, confecciona roupas, dirige um negócio e compra um terreno. Trata-se de uma mulher que detém uma ampla gama de responsabilidades e de oportunidades.
O mandamento bíblico de honrar pai e mãe não faz distinção entre eles; ambos devem receber igual honra. No caso do homem e uma mulher serem surpreendidos em adultério, ambos deveriam receber a pena ( Dt 22.22).
Quanto as mulheres de grande fé, todas foram elogiadas pelo fato.
É o caso de Sara e Raabe que são incluídas na famosa lista dos grandes heróis da fé ( Hb 11)." (COLEMAN,1991,p.92,93)
Por Fabiana Ribeiro.
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