Uma Síntese.
POR LEONARDO MELO.
INTRODUÇÃO.
Ao pecar, o homem passou a ter a necessitar de um Reconciliador, um Redentor, um Salvador, que pudesse novamente conduzi-lo á presença de Deus e restaurasse sua comunhão perdida lá no jardim, no Éden. Foi assim com Adão e Eva, e é com todos que não confessaram a Jesus como seu Salvador pessoal. Essa realidade do pecado na vida do ser humano permanece latente e prossegue na história da humanidade, é uma situação sine qua non para que o homem seja salvo, pois, como que um emblema, uma marca, uma situação que é intrínseca, o pecado reina em todos os mortais, e a necessidade do perdão é latente, é o que santo Agostinho vai chamar de pecado original, cf. Lv. 24.15; Nm.12.11; Jó 13.23; 14.16; Is. 30.1; Jo. 8.34; 9.41; 15.22; Rm. 3.23; 5.12-14; 7.8,13; 8.3; I Co. 15.56; Tg. 1.15; I Pe. 2.24; I Jo. 3.4-5, 5.17;ss.
Portanto, partindo dá premissa que todo o homem é pecador e que precisa confessar seus pecados e se arrepender, aceitando a Jesus Cristo com seu Salvador pessoal, cumpriremos então desta maneira uma das grandes doutrinas da Mensagem do Evangelho, que é a doutrina da Salvação, Soteriologia. O homem só e unicamente só, alcança a salvação se confessar seus pecados e crer no sacrifício vicário de Jesus na cruz lá no calvário. Fora de Jesus não há salvação, cf. Sl. 67.2; Is. 33.6; Is. 53; Jn. 2.9; Mq. 7.7; Lc.19.9; Jo.14.6; At. 13.47; At. 28.28; Rm. 10.10; Fp. 1.19; I Ts. 5.9; II Tm. 2.10; Hb. 1.14, 5.9; I Pe.1.5;ss.
Decerto, esse é o grande problema que reside no escopo doutrinário das Testemunhas de Jeová, quanto a salvação em Cristo, pois, se eles não creem na divindade de Jesus Cristo, como crerão na salvação que procede dele? Jesus, o Cristo de Deus.
- SÍNTESE DOUTRINÁRIA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ QUANTO A SALVAÇÃO DA ALMA HUMANA.
Conforme a liderança do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, e seuslíderes, o primeiro propósito de Jesus vir a terra não foi para morrer pelos nossos pecados, cf. I Tm. 1.15, mas, sim o de prover uma defesa ao nome de Jeová, e em segundo lugar, o de pregar o Reino de Deus, logo, segundo o livro “Poderá viver para sempre no paraíso na terra”, está escrito: “é esse reino que destruirá toda a iniquidade e livrará o nome de jeová de todo o vitupério lançado sobre ele”, cf. (SOCIEDADE TORRE DE VIGIA. 1989. Pg. 60-61), portanto, segundo as T.J. , satanás desafiou a Jeová dizendo que nenhuma criatura no universo seria fiel a Ele se sofresse todos os tipos de provações e tentações. Nenhuma criatura seria fiel até a morte, assim como Adão não se manteve fiel e desviou-se da ordem Divina. Diante de tamanho desafio, Jeová teria de fazer alguma coisa para vindicar o seu nome diante de todas as criaturas. Então, entra em cena o Arcanjo Miguel (A primeira criação de Jeová). Ele se ofereceu voluntariamente e Jeová o enviou á terra para suportar todos os tipos de tentações possíveis, para provar que é possível manter-se fiel a Jeová até a morte, demonstrando assim que o desafio de Satanás era descabido, de maneira que por se manter fiel á Jeová, Miguel (que é para os Testemunhas de Jeová, o Cristo ressurreto), capacitou-se para ser o rei do Reino de Deus (que vindicaria a Soberania universal de Jeová).
O texto exposto demonstra a heresia ministrada pela Sociedade Torre de Vigia aos seus seguidores e para aqueles que eles pretendem alcançar. Segundo a revista informativa da seita, A Sentinela, de 15 de janeiro de 1997, eles declaram: “No entanto, como se pode identificar os que são os povos organizados de Deus? Segundo as normas especificadas nas Escrituras, eles tem verdadeiro amor entre sí, tem profundo respeito pela Bíblia, honram o nome de Deus, pregam o Reino dele e não fazem parte deste mundo iníquo, cf. Mt. 6.9, 24.14; Jo. 13.34-35, 17.16-17. Há apenas uma só organização religiosa na terra que possui todos esses marcos do verdadeiro Cristianismo, as Testemunhas de Jeová”. Claramente, percebemos nesse trecho da revista A Sentinela, e demais publicações da Sociedade Torre de Vigia, que além deles usarem de maneira equivocada a Bíblia Sagrada, eles avocam para sí a salvação só em seu sistema religioso, e que leva-nos a compreender que quem está fora, como eles costumam dizer da “arca” não alcançará a salvação.
Segundo, o livro “Poderá viver para sempre no paraíso na terra”, editado pela Sociedade Torre de Vigia, a salvação do homem, segundo os T.J., não depende somente de Deus, a responsabilidade recai também sobre o homem. De maneira suscinta, o livro mencionado acima, em suas páginas 250-255, discorre sobre a salvação do homem, e resumimos a seguir suas principais doutrinas salvíficas:
1. Ter fé em Jeová e nas suas promessas, cf. pg. 250;
2. Deve haver obras, cf. pg. 250;
3. Dizer em oração a Deus que deseja ser servo dele, que deseja pertencer-lhe, cf. pg. 251;
4. Batizar-se, pg. 251;
5. Pregar e ensinar de casa em casa: Jeová não se esquecerá de seu trabalho, mas o recompensará ricamente, cf. pg. 253. Quanto mais se dedicar a esta atividade, mas preeminente será a posição que se terá no futuro no paraíso;
6. Você precisa pertencer á organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, afim de receber sua benção de vida eterna, cf. pg. 255.
Além dessas falácias doutrinária, eles ensinam que a vida eterna na presença de Deus na eternidade só é para um grupo de 144.000 escolhidos dentre as doze tribos de Israel, contudo, eles esquecem que o número de salvos, conforme, a Bíblia Sagrada é de uma multidão incontável de pessoas, cf. Ap. 7.9,15.
A liderança da Sociedade Torre de Vigia com seu Corpo Governante ensinam que não há um Ser Triúno que subsiste em três Pessoas, sendo todas da mesma substância(Homoousios), que foi satanás que criou a doutrina da TriUnidade(Trindade), negam que Deus é o Pai, Jesus Cristo é Deus, o Filho, e que o Espírito Santo é o Consolador, sendo também Deus.
Enfim, em seu mosaico herético, eles negam a punição eterna para o ímpio, negam que o homem tem um espírito e que esse subsiste a morte(sono da alma, a semelhança da doutrina sabatista) e a existência do inferno, assim como, também negam veementemente a divindade do Espírito Santo, e a salvação pela graça. Enfim, eles vão de encontro as grandes doutrinas da Bíblia em suas exegeses falaciosas. Contrariamente, veja o que a Palavra de Deus afirma quanto ao Espírito Santo, o destino do homem, sua salvação e punição eterna, cf. Ap. 7.9,15; Jo. 3.15. 5.24; 12.26; Ef. 2.19; Cl.3.1; Rm.8.26-27; II Co. 3.6,17-18; At. 5.3-4; Rm. 4.1-4; Gl.2.16; Tt. 3.5; Mt. 18.8; II Ts. 1. 8-9; Ap. 14.10-11; 20.10,15; Lc. 16.19-31; Fp. 1.23-24; Ap. 6.9-11; II Co.5.8; Is. 43.10; 44.6,8; Jo. 1.1; 20.28; At. 5.3-4, ss
- SALVAÇÃO SÓ EM JESUS CRISTO – CONTRÁRIA AO ENGANO DOUTRINÁRIO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.
A questão doutrinária sobre a salvação do homem, excluindo Jesus Cristo como o único caminho para alcança-la é uma heresia sem precedentes e que compromete a unidade do Cristianismo histórico. Alijar Jesus do processo de salvação da humanidade é desconstruir as verdades da Palavra de Deus. Não há Cristianismo sem Cristo. A maioria das falsas religiões no mundo tem sobrevivido sem seus mestres e fundadores por justamente no cerne da sua origem terem sido fundadas e lideradas por homens falíveis e mortais, que tem sua liderança descontinuada e limitada pela morte. Porém, Jesus de Nazaré o Deus encarnado, que morreu e ao terceiro dia ressuscitou, e negar Jesus como Senhor e Salvador do homem, é despir o Evangelho do seu agente fundamental, Jesus, A pedra fundamental, de esquina, angular, da Igreja Protestante, cf. Is. 43.11; 45.15; Zc. 9.9; Lc. 1.47; 2.11; Jo. 4.42; Tt. 1.3-4, 3.4,6; At. 13.23; Fp. 3.20; I Tm. 1.1; 2.3; II Pe. 1.1,11; 3.2; II Tm. 1.10; Ef. 5.23; I Jo. 4.14; Jd. 1.25; ss.
Se observarmos as evidências históricas contidas nos Evangelhos Sinóticos sobre as obras de Jesus Cristo, podemos compreender que: Jesus conduziu a morte como um ato voluntário; sua morte foi vista como diretamente relacionada á remissão de pecados; Há evidências para mostrar que Jesus reconheceu que sua morte seria vicária no sentido de que Ele estava fazendo alguma coisa no lugar de outra pessoa; além disso, é oportuno salientar que a morte de Cristo foi concebida como um sacríficio com associações especiais com a nova Aliança, do mesmo modo que o sacríficio de sangue ratificava a antiga; Não há dúvida de que Jesus se considerava como um substituto no sentido que era reminiscente do servo sofredor de Isaías, cf. 53 e o cumprimento dele.
Enfim, como foi enfatizado anteriormente sobre a morte e ressurreição de Cristo, entendemos que essas premissas são encontradas no contexto escriturístico acerca do Reino, e que podemos compreender que a sua paixão tem um aspecto escatológico, isto é, servir de ligação entre o homem caído e a reconciliação com seu Deus, através do sacrífico perfeito de Cristo, e que jamais essas verdades históricas evidenciadas podem ser negligenciadas e ensinadas de outra maneira, assim como fazem as Testemunhas de Jeová, cf. Lc. 9.31, 51; 22.3ss; 23.46; Lc. 23. 30-43; Mc. 14.50; Mt. 26.56; At. 2.23; Jo. 12.23; 10.11,15; 15.14, ss. Amém.
FONTE.
1. ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS. Livro: Poderá viver para sempre no paraíso na terra. 1989. 289 pg.
2. https://www.jw.org/jw-tpo/ acesso em 28/06/2019.
3. A SENTINELA. Edição Sociedade Torre de Vigia. 1997. 28 pg.
4. INSTITUTO CRISTÃO DE PESQUISA. Revista Defesa da Fé. Ano 01. Nº 02. OUT/DEZ 1996. 42 pg.
5. SOARES, Esequias. Manual de Apologética. RJ. CPAD. 2014.
6. GUTHRIE, Donald. Teologia do Novo Testamento. SP. Ed. Cultura Cristã. 2011. 1079 pg.
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