Parte 2
Estamos vivendo um momento da história em que a igreja do Senhor têm sido atacada não apenas por parte dos de fora, mas também por alguns que se dizem falar em nome do Senhor, mas na verdade falam de seu próprio coração. E pela inocência por parte de alguns que são convencidos pelos tais, enganam seus seguidores, causando frustração, desesperança e até ceticismo em alguns casos, após alegarem ser mensageiros de Deus e não haver cumprimento de suas profecias.
Mas como identificar um falso profeta que profere mentiras, mesmo sendo nomeado por seus seguidores como um "profeta de Deus"?
Abaixo citaremos algumas características que eles possuem, informações concedidas pela própria Bíblia, que remove a capa de qualquer um que faça uso das Escrituras com o propósito de conduzirem o povo à perdição. Nenhum ensino deve entrar em contradição com a Palavra de Deus, lembremo-nos das palavras de Paulo aos Gálatas: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu, vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" (Gl 1.8).
1 - Negar a humanidade de Jesus
Os que defendem essa heresia, ensinam um Jesus diferente, um evangelho diferente e uma fé diferente do que está exposto nas páginas da Bíblia Sagrada.
No início da igreja primitiva, o Gnosticismo estava tentando adentrar no meio da Igreja do Senhor, os cristãos estavam sendo bombardeados pelos adeptos desta seita, que promoviam seus ensinos hetedoxos, oriundos da filosofia grega, defendiam a idéia de que a matéria é má essencialmente e desta forma o filho de Deus não poderia vir em corpo humano. Sua visão era de que Jesus veio em um corpo angelical, na aparência humana, uma espécie de semi Deus.
Esta heresia não ficou apenas no passado, hoje no meio acadêmico muitas universidades influenciadas ensinam que a matéria é inevitavelmente inclinada à maldade e desta forma Cristo não poderia ter vindo em corpo humano.
Diante da verdade Bíblica essa idéia é tratada como uma heresia. Os apóstolos João e Paulo escreveram combatendo esta mentira.
"Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus" (1Jo 4.1,2).
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4).
Jesus possuia as duas naturezas inatas, ou seja, a humana e a divina. Sobre a divina, Paulo escreveu: "Porque nele (Jesus) habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.19).
Sobre sua natureza humana, assim escreveu o autor aos Hebreus: "Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos" ( Hb 2.17).
As Escrituras mostram em diversas passagens a humanidade de Jesus. Antes de ser tentado pelo diabo no deserto, sentiu fome (Mt 4.2); durante a crucificação teve sede (Jo 19.28); no momento em que a tempestade castigava a embarcação teve sono, por isso estava dormindo (Lc 8.23); ao ver a dor de Marta e Maria devido a morte de Lázaro Jesus chorou (Jo 11.35). Portanto em varias situações a humanidade de Jesus eatava em evidência pelos escritores bíblicos.
Não há como defender a idéia infundada de Jesus não ter vindo em carne, essa heresia esteve presente nos tempos dos apóstolos e ainda é vista em nosso tempo, dessa forma deve ser rejeitada, conforme o relato de João: "Amados, não creiais em todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo não veio em carne não é de Deus, mas é o espírito do anticristo" ( 1 Jo 4.1-3).
2 - Desviar a adoração exclusiva para Deus
O culto cristão tem apenas um propósito, oferecer à Deus adoração, pelo fato de apenas o Senhor ser digno, no universo físico e espiritual, de ser adorado. No entanto, tem se levantado muitos profetas, levando consigo multidões ao precipício. Tais homens se intitulam como mensageiros de Deus, erguem sua própria religião, sendo venerados como: Adventistas, mórmons, espíritas e muitos outros que persuadem seus ouvintes com palavras de sabedoria humana.
Há aqueles que ensinam a adoração aos exércitos dos céus, anjos, astros, cosmos , etc.
Mas como a Bíblia trata essa questão?
A adoração deve ser conduzida unicamente à Deus. "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e verdade, porque o Pai procura os tais que assim o adorem" (Jo 4.23).
Não podemos ser enganados por nenhum ensino diferente das Escrituras, por mais convincente que venha ser. "E digo isto para que ninguém vos engane com palavras persuasivas" (Cl 2.4).
Os anjos não desejam ser adorados. "E eu lançei-me aos seus pés para o adorar, mas ele disse-me: olha, não faças tal. Sou conservo teu e de teus irmãos, que tem o testemunho de Jesus, adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia" (Ap 19.10).
Qualquer ensino que for contrário a palavra de Deus é uma heresia, e o profeta não vêm de Deus, são homens à serviço do reino das trevas.
3 - Promover a imoralidade
Uma das características de Deus, no tocante ao relacionamento com o homem, se não a principal é a santidade.
No deserto um dos pré requisitos que Deus exigia do povo era a santidade, porque Ele é Santo (Lv 11.44). A santidade serviria para distinguir o povo do Senhor das demais nações vizinhas, que tinham como forma de adoração aos seus ídolos, a imoralidade e orgias em seus cultos. Não poderia haver nenhuma similaridade entre os pagãos e a nação de Israel pelo fato dos israelitas serem a representação de Deus na terra, eis o nível de responsabilidade que havia sobre os descendentes de Abraão.
Nesta temática o Senhor falou com Moisés, dizendo: "E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo" (Ex 19.6).
Tendo como princípio a imutabilidade de Deus (Ml 3.6), as normas estabelecidas à nação de Israel também se aplicam hoje à Igreja.
Qualquer profeta que se levante para conduzir ao povo para uma vida de imoralidade, fazendo uso da liberdade em Cristo para a utilizar em libertinagem, este profeta é um lobo devorador.
Não se abre exceção para o pecado, não se trata com imparcialidade, tolerando-o como se isto não afetasse a salvação dos seguidores. Muitos têm conduzido rebanhos doentes, sem discernimento espiritual, permitindo a impureza e estimulando o pecado.
Qualquer homem que tentar conduzir o povo à imoralidade, renunciando o perfil estabelecido por Deus, a saber, a santidade, o tal está servindo como ferramenta do inferno. A santificação é indispensável para herdar a salvação e chegar diante de Deus. " Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor".
Por Edson Moraes.
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