quarta-feira, 31 de julho de 2019

DOUTRINAS ESPÍRITAS - suas crenças

Por Leonardo Melo.
2 Parte*
INTRODUÇÃO .
Os espiritualista são como eles gostam de se definir, um misto de Religião, Filosofia e Ciências, isto é, um sistema que realiza transações psíquicas, que visam sobretudo a comunicação com os mortos, utilizando-se dos poderes da mente e deixando-se utilizar pelos “espíritos maus, isto é pelos anjos demoníacos”, e se alto-proclamam pertencerem ao alto-espiritismo. O cerne da doutrina espírita é a comunicação com os mortos, isto é, a prática da necromancia, que requer que o iniciado creia na reencarnação da alma ou na sua transmigração. Reencarnação, a palavra deriva do latim, “re” significando outra vez, e “incarnere”, que vem de duas palavras “in” e “caris”, que significam “em carne”. A crença na reencarnação e consulta aos mortos, como mencionado anteriormente vem desde os primórdios das primeiras civilizações, e hoje é difundida pelas religiões Hinduísta, Budista e pelo Jainismo e segundo, a doutrina espírita, o objetivo da reencarnação é expiação, aprimoramento progressivo da humanidade
No cerne de sua literatura doutrinária encontram-se seis livros escritos por Hippolyte Léon Denizard Rivail, isto é, Allan Kardek e que são utilizados como referências em seus estudos temáticos pelos discipuladores, são eles: O Livro dos Espíritos(1857), O que é Espiritismo(1859), O Evangelho segundo o Espiritismo(1864), O Livro dos Médiuns(1861), O Céu e o Inferno(1865) e A Gênese(1868) e obras póstumas. 
Analisaremos de maneira suscinta as principais doutrinas, crenças e filosofias.

2.1 Deus, segundo, o espiritismo.
Em seu conceito sobre Deus, os espiritualista se portam de maneira ambígua e apresentam divisões em seus conceitos sobre Deus; há uma facção que admite que o Eterno assume uma dimensão panteísta, outra deísta, e tem outra facção que crer em um Deus histórico, a semelhança daqueles que seguem as doutrinas do Cristianismo. Os deístas não consideram em seus argumentos que Deus é um ser Trinitário, defendem sua Unidade, Ser Único, porém, mais como um engodo. Eles têm Deus como um ser impessoal, e não relacional, claramente uma influência do epicurismo. A crença Kardecista afirma que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, que é bom, único, imaterial, justo, todavia, é inacessível á inteligência do homem. O próprio Kardek é confuso quanto a sua visão acerca de Deus, ora defende o panteísmo, ora o Deus do Cristianismo Histórico exaltando suas virtudes, entretanto, negando que Ele seja Triúno. O Kardecismo afirma ter buscado uma fusão com o Cristianismo, entretanto negam as doutrinas fundamentais deste. Porém, nós cremos em um Deus transcendente e imanente que é distinto da sua criação, Pessoal, que se revela e está presente e se importa com o homem, através de suas providências, e que apresenta inúmeras virtudes ou excelência, cf. Êx.3.14, 31.18; Nm. 23.19; Ec. 5.2; Sl.139; At. 17.24-27, 13.22; Hb. 11.6; Jo.5.37; I Jo.4.8, ss.
2.2. Jesus Cristo e o Kardecismo.
Eles ensinam que Jesus Cristo foi o maior médium, um espírito evoluído e iluminado, o ser mais perfeito que esteve na terra, porém não é Deus. Os espíritas afirmam que o Evangelho que João escreveu não são Palavras de Jesus, logo não teriam a mesma autoridade, além de rejeitarem a autoridade de Jesus como divino, todavia, Jesus é Deus, é da mesma substância que o Pai (Homoousios), portanto, a Bíblia afirma “Porque ninguém pode pôr fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. Jesus é o Salvador da humanidade, e enquanto exerceu seu ministério na terra Ele era homem e Deus, possuia as duas naturezas, a divindade de Cristo é plenamente reconhecida pelo testemunho das Escrituras, cf. Jo. 10.30, 17.21-22 cf. I Co.3.11 cf. Is. 9.6; Mt. 1.23; Jo. 1. 1-18, 10.30, 14. 7-11, 20.28; Rm. 9.5; II Co. 4.4; Cl.1.15, 2.9; Fp. 2. 5-7; I Ts. 2.3; ss.
2.3. O Espírito Santo segundo o Kardecismo.
Os kardecistas afirmam que o “Espírito Santo”, mencionado em João 14.16-17 “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador...”, cumpriu-se com o lançamento do livro O Livro dos Espíritos, em 18 d abril de 1857, na França através do missionário Allan Kardek, tal como expressa a publicação espírita O Reformador, edição de dezembro de 1995, pg. 361-362. Autor do artigo “O novo consolador”, o médium Benedito da Gama Monteiro. Alegam ser o Espiritismo a terceira revelação de Deus, o cumprimento da promessa feita por Jesus aos seus discípulos.
Todavia, quando expomos essa doutrina espírita sobre o Espírito Santo á luz das Sagradas Escrituras, descobrimos um erro doutrinário desmedido e uma falácia terrível dos Kardecistas em arrogar a sí esta interpretação influenciada pelas trevas, afirmando que o outro Consolador habita na seara espírita, ela simplesmente se revela em uma farsa teológica, e não provém de Deus, mas das trevas, do próprio diabo, pois, o outro Consolador predito por Jesus Cristo, cf. Jo. 14.16-17, foi enviado em aproximadamente no ano 30 d.C. e é a Terceira Pessoa que compõe a Tri-Unidade, e encheu os irmãos com o Espírito Santo, batizando-os com Fogo, cf. At. 2.1-5, 33, então sem nenhuma dúvida a promessa do envio do Consolador foi cumprida em Jerusalém, não na França.
“No livro A Gênese, Allan Kardek tenta desacreditar o cumprimento da promessa no primeiro século, dizendo que o Espírito Santo nada lhes ensinou a mais do que Jesus havia ensinado”., e logo após tem a petulância de afirmar “..., reconhece-se que o espiritismo realiza todas as promessas de Cristo a respeito do Consolador anunciado como é o espírito da verdade”, (RIBEIRO. 2013. Pg. 34), então, para o espiritismo o Consolador a quem Jesus se referiu seria uma referência aos espíritos de luz. O espiritismo, seria então o consolador prometido por Jesus.
A Bíblia afirma, cf. II Co. 13.8 “que nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” e que surgiriam falsos mestres, falsos discípulos, usando de todo ardil afim de enganar os homens. O Espírito Santo é uma Pessoa, é Deus, cf. Sl.139.7-12, 143.10; Jo.16. 7-14; At. 5.3-4, 10.19-20; II Co. 3.17; Ef. 4.30; I Ts. 5.19, ss.

2.4. A Bíblia e o espiritismo.
“Allan Kardek arroga ao Espiritismo a condição de ser a terceira revelação de Deus, que vem complementar a revelação iniciada no Antigo Testamento, por meio de Moisés, e com o Novo Testamento, por meio de Jesus. O Espiritismo nega a criação de Deus no primeiro cap. de Gênesis. Acredita no Evolucionismo, sendo o homem o ser mais elevado da escala evolucionista, por isso admite que o registro Bíblico não deve ser tomado literalmente, mas, apenas em sentido figurado, porém, Jesus confirmou o relato Bíblico como autêntico, cf. Mt.19.4-8, em que o homem foi criado diretamente por Deus, (MARTIN. 1993. Pg. 87-88),. Os Kardecistas usam as Sagradas Escrituras como lhe convém, para dar um ar de Cristianismo as suas doutrinas, mas, negam a eficácia e a inspiração divina dela, são extremamente contraditórios em relação a Palavra de Deus, e suas exegeses são de uma infidelidade sem par em relação aos textos interpretados por eles, ignorando totalmente os preceitos exegéticos e as leis da hermenêutica.
A Bíblia não é referencial para o ensino e divulgação de suas doutrinas, segundo, A. Kardek, ao longo dos séculos a Bíblia foi adulterada para satisfazer os anseios da liderança da Igreja Católica Apostólica Romana, afim de incluírem a doutrina da Tri-Unidade e a Ressurreição de Cristo, para confrontar com a doutrina espírita da reencarnação, a fim de desacreditá-la.
Todavia, a Bíblia é a autêntica Palavra de Deus, divinamente inspirada. 
Hoje é inegável que as evidências históricas e arqueológicas vem comprovando e reafirmando a veracidade dos textos Bíblicos Neo Testamentários, assim como, os estudos apresentados na área da “crítica textual”, que só vem confirmar a autencidade dos textos, e que as variantes textuais encontradas não comprometem em nada os desdobramentos quanto a autenticidade textual,
A Bíblia é a autêntica Palavra de Deus, que foi inspirada por Ele e ordenada aos seus servos que escrevessem, cf. Dt. 32.32; Jó 11.4; Sl. 19.7-10, 119; Pv. 4.2; Is. 34.16; Mc. 7.13; Jo. 17.17; Rm. 3.2; I Tm. 4.9; II Tm. 3.16; Hb. 4.12-13; II Pe. 1.20-21.

Além dessas doutrinas, há uma variedade de outras crenças que são observadas no espiritismo, tais como;
1. Não crêem na doutrina Cristã;

2. Pregam o aperfeiçoamento e a salvação pelas boas obras, mas não á luz da Bíblia;
3. Afirmam a existência de outros mundos habitados com diferentes graus de aperfeiçoamento;
4. Não crêem no Céu, no inferno, nem na condenação eterna;
5. Crêem que o contato com Deus é feito pelos médiuns e guias
6. Crêem nas intercessões e preces aos mortos e pelos espíritos.
7. .Defendem a reencarnação;
Observação: 
A Bíblia reprova veementemente todas essas práticas espíritas, porque nas sessões espíritas há manifestações de espíritos demoníacos, e as mensagens psicografadas são inspiradas pelas trevas, pois, claramente O Eterno proíbe a consulta aos mortos, até porque, se cremos na Palavra de Deus, perceberemos que o contato não é com a pessoa que morreu, mas como eles definem, espíritos familiares, que nada mais é do que demônios, cf. Lv.19.31, 20.27; Dt. 18.9-12; Is.8.19-20; Sl.115.17; Ec. 9.4-5; Os. 4.12; Lc.16.19-31; Jo. 7.9-10; I Co.15.29; Hb.9.27, 10.21-22; ss.

FONTES.
1. Almeida, João Ferreira. Bíblia Apologética de Estudo. Edição Corrigida e Revisada (ACF) S. Paulo. 2006. Edições ICP –Instituto Cristão de Pesquisa.

2. KARDEK, Allan. A Gênese. Os milagres e as predições segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. S. Paulo. 2013. 53ª edição. 409 pg.
3. RHODES, Ron. A Verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais. R.J.. CPAD. 2007. 1ª edição. 158 pg.
4. FILHO, Tácito da Gama Leite & LEITE, Ursula Regina da Gama. Seitas Espíritas.- Seitas do Nosso Tempo. Vol. V. R.J. 1994. 2ª edição. Juerp. 125 pg.
5. MARTIN, Walter. O Império das Seitas. Vol. IV. Venda Grande. Minas Gerais. Editora Betânia.1993. 1ª edição. 207 pg.
6. SOARES, Esequias. Manual de Apologética Cristã – Defendendo os Fundamentos da Fé Autêntica. R.J..CPAD. 2014. 7ª imp. 380 pg.
7. O Reformador. Revista Espírita oficial da Federação Espírita Brasileira. Edição de abril de 1995, pg.361-362.

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