O Cristianismo nasceu na plenitude do Império Romano, e este foi o cenário para o seu desabrochar. Toda a região ocidental do mundo antigo, que abrangia uma infinidade de povos, raças e culturas, estavam na época, submissos ao então governo dos Império Romano.
Quando Jesus nasceu, havia uma cultura predominante fruto do sistema administrativo do Império Romano. A cultura era influenciada pelo helenismo, que espalhou os costumes, a arte, a literatura e a religião grega por todo o Oriente. A língua grega passou a ser o idioma da comunicação e foi usada para a escrita do Novo Testamento. E a nova fé, baseada nas boas novas anunciadas por Cristo , foi se propagando não somente entre os judeus, mas também entre os gentios até se espalhar por todo o território sob o governo romano.
De discípulos a irmãos, de irmãos a cristãos, de cristãos a mártires, a denominação dos seguidores do movimento alicerçado nos ensinos de Jesus Cristo, crescia e se fortalecia em um contexto de ferrenha perseguição. No entanto, um dos mais lindos nomes que receberam foi o de cidadãos dos céus conforme relatado em Filipenses 3.20: " Mas a nossa cidade está no céu, de onde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo; e conforme o lindo trecho da carta a Diogneto sobre os cristãos na época :
Vida dos cristãos
• Não se diferenciam os cristãos dos demais; nem pela região, nem pela língua...
• Não habitam cidades à parte, não empregam idioma diverso dos outros, não levam gênero de vida extraordinário.
• A doutrina que se propõe não foi excogitada solicitamente por homens curiosos. Não seguem opinião humana alguma, como vários fazem.
• Moram alguns em cidades gregas, outras em bárbaras, conforme a sorte de cada um, seguem os costumes locais relativamente ao vestuário, a alimentação e ao restante estilo de viver, apresentando um estado de vida ( político) admirável e sem dúvida paradoxal.
• Moram na própria pátria, mas como peregrinos. Enquanto cidadãos de tudo participam, porém tudo suportam como estrangeiros. Toda terra estranha é pátria para eles, e toda pátria, terra estranha.
•Casam-se, mas não rejeitam os seus filhos.
• Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Se a vida deles decorre na terra, a cidadania, contudo, está nos céus.
• Obedecem as leis estabelecidas, todavia superan-nas pela vida.
•Amam a todos , e por todos são peserguidos.
• Desconhecidos, são condenados. São mortos e com isso se vivificam.
• Pobres, enriquecem a muitos. Tudo lhes falta, e tem em abundância de tudo.
•Tratados , muitas vezes, sem honra.
• Aos que os amaldiçoan, bendizem.
•Fazem o bem e são castigados como malfeitores. Supliciados, alegran-se como se obtivessem vida.
• Por vezes hospitalizam-nos os judeus quais estrangeiros, perseguem- nos os gregos, e , contudo, os que os odeiam não sabem dizer a causa desta inimizade.
Séc. II, grifo nosso.
Livro: Vozes Femininas no Inicio do Cristianismo ( Império Romano. Igreja Primitiva. Papel Feminino)/ Rute Salviano Almeida.
Via Fabiana Ribeiro.
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