sábado, 6 de julho de 2019

O ABORTO E O CLAMOR DE VIDAS QUE NÃO SABEM FALAR


Há alguns dias foi viralizado um vídeo mostrando a reação de várias mulheres exultantes, chorando, emocionadas pela aprovação da descriminalização do aborto na Irlanda. O caso tornou-se ainda mais estarrecedor, pelo fato da Irlanda ser um país, historicamente, de formação cristã. Contudo, contemplamos, estarrecidos, mulheres que naturalmente receberam de Deus o dom da concepção, contrariando a própria natureza, comemorando de forma assustadora o direito de abortar os próprios filhos, ainda no ventre.
O que poderia acontecer nos bastidores desse país de tradição cristã, de tal maneira que a descriminalização do aborto até a 12° semana de gestação, por qualquer motivo, foi aprovada por 66% da população no referendo do dia 25 de maio de 2018?
A Bíblia a muito revela que nos últimos tempos enfrentaríamos dias trabalhosos, em que os homens perderiam, dentre outras coisas, o afeto natural (2 Tm 3.3-13). Essa triste realidade tem sido testemunhada bem diante dos nossos olhos e o ocorrido na Irlanda é um claro exemplo deste tempo nebuloso, mencionado nas Escrituras Sagradas. Caso semelhante, ocorreu também no Brasil, uma vez que muitos levantam bandeiras pró-aborto, outros, imprudentemente, tem dado poder de decisão a indivíduos que apoiam, por exemplo, a ADPF 442, que se assemelha a decisão abortista na Irlanda. Neste desolador contexto, os legítimo cristãos, incansavelmente, denunciam a reprovável prática do aborto, pois estão embasados na revelação da Palavra de Deus . Infelizmente, vivemos em uma época tão relativista, que até mesmo alguns que professam a fé cristã, perderam a noção do que é certo e errado, uma vez que se apartaram da Palavra.
“Durante a maior parte da história ocidental, o consenso moral, foi em grande parte, animado pela tradição judaico-cristã. Mas depois do iluminismo, os intelectuais começaram a argumentar que, uma vez que Deus já não era necessário para explicar a criação, Ele já não era mais necessário para estabelecer leis morais" (COLSON;PEARCEY,2001,p.155).
Essa falta de um abalizador que norteie os homens resultou no desprezo da verdadeira lei moral proveniente de Deus, produzindo propagadores de influências negativas na formação da opinião pública. É exatamente isso que identificamos ao refletirmos sobre o caso ocorrido na Irlanda. A mentalidade da população foi, gradativamente, sendo alimentada por ideologias que foram mudando a opinião das pessoas, ao mesmo tempo em que também foram desprezados os princípios da Palavra de Deus.
Os promotores do aborto foram inserindo em seus discursos, a conta-gotas, ideias como a desumanização do feto, o empoderamento da mulher a luz do feminismo moderno, a conscientização da necessidade do aborto para famílias numerosas, ou, inevitavelmente em casos de estupro (como se não houvesse a possibilidade de abranger juridicamente programas de adoção), e ainda, discursar que a proibição das práticas arbortistas, acaba desencadeando procedimentos feitos de maneira clandestina.
Vale mencionar também que essas bandeiras tem forte influência do movimento eugenista, que há anos tem seguido sua agenda destrutiva, fundamentada em argumentos monstruosos como o de Margaret Stanger que diz: ”O controle de natalidade em si - muitas vezes denunciado como uma violação da lei natural – é nada mais nada menos do que a facilitação do processo de eliminar o inapto, de impedir o nascimento de defeituosos ou de quem vai se tornar um defeito”.

“O argumento pró- aborto se fundamenta sob a ótica de que o bebê é um intruso, um mero parasita que ameaça a autonomia da mãe. De acordo com essa perspectiva (pró- abortista), a mulher gravida é vista como um estado de ocupação. O único jeito de ela continuar a exercer seu interesse de integridade física, diz o argumento, é ser libertada por meio da eliminação e expulsão do invasor (https://michelleramos.wordpress.com/…/bebe-cura-para-as-ma…/ acesso em 28/11/18).
A prática do aborto é condenada veementemente pela Palavra de Deus que diz, enfaticamente: "Não matarás o inocente" (Êx 23.7), e a verdadeira ciência ja comprovou o fato de que a gestação não interrompida propicia saúde ao corpo da mãe, a curto, médio e longo prazo. Pois a importância de não se interromper a formação de uma vida no ventre, resulta, inclusive, em cura para a mãe, através das células benéficas do bebê. Ou seja, durante a gravidez, se a mãe sofrer danos em algum órgão, o bebê no útero, envia células-tronco para o reparar.
Um clamor silencioso:
“Diante do Salmo 139, nos é revelado com límpida clareza a formação do ser humano com identidade própria, formada e planejada sabiamente (v.13-16). A luz da Palavra de Deus é evidente que não podemos diferenciar entre vida em formação (pré-natal) e vida pós-natal. Quanto a isso Reifler menciona:" O feto possui espírito? Lucas relata que o feto de 6 meses que Isabel carregava( João Batista) estremeceu de alegria com a saudação de Maria, que tinha Jesus em seu ventre ( Lc 1.41). Aí está um ser com todas as potencialidades. Outro argumento neotestamentário que sustenta a validade e a inviolabilidade da vida embrionária é fornecido pelo médico Lucas ao afirmar que " Jesus será cheio do Espírito Santo, já do ventre" ou " já desde o ventre materno ( Lc 1.15)”. ( REIFLER,1992, p.135).

Elucidados por questões como essas, onde a Bíblia relata a formação do ser humano desde a concepção no ventre materno, não podemos tapar os ouvidos ao clamor silencioso de milhares e milhares de crianças que ao longo da história foram, estão sendo, ou ainda podem ser vitimadas por um dos crimes mais covardes que um ser humano pode cometer.
Podemos mais adiante mencionar relatos de médicos que detalham a triste condição das mulheres na hora do aborto, bem como o relato de psicólogos sobre os nocivos desdobramentos emocionais de mães que se deixaram levar pelos argumentos diabólicos de pessoas autônomas do temor a Deus, e tantos outros dolorosos exemplos. Porém nada, absolutamente nada é mais doloroso do que o clamor silencioso do sangue desses inocentes indefesos que, a luz da Palavra, sabemos, clamam a Deus desde a terra (Gn 4.10).

• Acrescido link do momento em que irlandesas ativistas receberam a notícia da aprovação do aborto:

Por Fabiana Ribeiro.

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