Estamos vivendo dias tão trabalhosos (2 Tm 3.1-5), que muitas pessoas chegaram a colocar a legitimidade da vida humana em cheque.
De um lado temos os que acreditam e temem a Deus e na revelação da sua Palavra que revela-nos a importância que há na santidade do Criador e na inviolável vida. Do outro lado, temos uma boa parte da sociedade que conceitua à Deus e a maneira de ser e de viver de forma autônoma. Pensamentos assim é o que tem criado e nutrido o argumento abortista, muito vociferado, por exemplo, pelo feminismo na conjuntura dos nossos dias.
"O lobby do aborto entende muito bem, todas as questões que pavimentam a aceitação da sociedade a respeito do assunto. É por isso, que organizações feministas brigam sem parar para bloquear qualquer tipo de restrição ao argumento abortista, até mesmo no que se refere aos limites mínimos, como a notificação de tal decisão aos pais. Ora, se até mesmo uma escola deve obter o consentimento dos pais antes de dar uma aspirina a uma criança, por que o lobby do aborto briga com unhas e dentes contra qualquer estatuto que solicite o não consentimento desse para o aborto?
Por que os que defendem tal bandeira se opõem, até mesmo, a limites tão primários e modestos como o que fora citado?
A resposta é que os promotores da cultura da morte estão tão desalinhados com Deus e, consequente, com a revelação da sua Palavra, que a santidade divina, a vida e a autonomia moral do indivíduo se tornaram antagônicas entre si, de uma tal maneira, que não já podem abrigar juntas. Porém, uma vez que essa forma de princípio pot autonomia é estabelecido, não há maneira alguma de manter elevado o valor da vida" (COLSON, PEARCEY, 1999, p.158).
Assim tem funcionado a lógica da "cultura da morte". Para os que pensam de maneira divorciada ou alienada da revelação bíblica, os direitos pertencem apenas as pessoas e não podem ser aplicados a "não -pessoas" como, segundo eles, é a vida em fase gestacional. Sendo assim, do alto de suas soberbas eles tem reduzido o conceito e a importância de vidas humanas por considerarem algumas menos valiosas ou sem valor algum. Logo, para eles, as crianças em fase gestacional não possuem direito algum, por não serem pessoas.
Por Fabiana Ribeiro.
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