Há uma visão secular que existem meios para se conseguir ganhos de forma rápida e simples, uma delas é a conhecida aposta. Ela se dá através de muitas formas, tais como: títulos de capitalização, bingo, jogos eletrônicos, bolões e os populares jogos de azar, como o baralho, dominó, etc. Para os homens é natural fazer uma "fezinha", apostando em algo que possa lhe render benefícios monetários. Mas para um Cristão, é lícito a prática de tais atitudes? Isto estaria em conformidade com a fé que ele defende? A resposta é Não! E para isto, poderia citar inúmeras razões que fundamentam minha resposta, mas citarei apenas 4 motivos que atestam a incompatibilidade do Cristão com qualquer caráter de aposta, são elas:
1° Não glorificam à Deus
As intenções numa aposta é de obter ganhos particulares, em detrimento aos demais, uma ação egoísta que busca os benefícios próprios. Está longe de tal ação buscar a adoração à Deus, pelo contrário, busca a exaltação humana, atitude totalmente divergente do ensino Bíblico que diz: "Portanto quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Co 10:31).
2° É um abismo puxando para a queda"
Ao se realizar uma aposta, nunca o indivíduo possui a intenção de perder, mas quando isso acontece, surge o desejo de tentar novamente, até se obter o tão sonhado ganho, onde finalmente a sensação de satisfação lhe bate no coração. Mas isso é apenas uma algema que o prende, pois ao perder a aposta, se tenta novamente vencer e ao ganhar, surge a ânsia de ganhar novamente, desta forma tal desejo interiormente está desenfreado, a busca de ganhar mais e mais nunca tem fim. E para o Cristão isto é um perigo iminente, que poderá comprometer de forma irreversível sua salvação, vejamos o que a Bíblia fala a este respeito : "Mas os que querem ser ricos, caem em tentação , e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens Na perdição e ruina (1Tim 6:9). Há os que alegam que a intenção não é de ser rico, mas vale a pena lembrar que o pecado não se apresenta como algo prejudicial, à príncipio, pois foi de forma sutil que o serpente enganou a Eva e sabemos o resultado final. É melhor darmos ouvidos o conselho do Salmista: "Um abismo chama outro abismo (Sl 42:7a).
3° É uma prática mundana
Diante desta epígrafe poderá alguem afirmar que ela está errada, pois é algo relativo, e os que assim pensam são radicais, misturando a fé com a vida secular. Mas será isto correto?
Tudo aquilo que não nos dá respaldo ou subsídio Bíblico para praticar, de imediato deve ser taxado, no mínino, como inadequado para um Cristão exercer, aja vista ser as Escrituras, nosso manual de fé e conduta. Partindo deste princípio, devemos entender que a pratica da aposta não coaduna com a vida de um salvo em Cristo, pois agora passamos pelo processo de transformação, não apenas interior, mas também exterior, e tal mudança precisa ser testemunhada em nossas ações, vejamos o pensamento do apóstolo Paulo, sobre Isso: Assim que, se alguem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas se passaram;eis que tudo se fez novo (2 Co 5:17).
Mas se há ainda aquele que, mesmo lendo as verdades acima, optar por permanecer na prática das apostas, amando as coisas que pertencem ao mundo, há uma advertência para o tal: Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguem ama o mundo, o amor do pai não está nele (1Jo 2:15).
4° Somos libertos da escravidão do pecado
Antes de conhecer a Cristo, muitos viviam aprisionados em muitas práticas pecaminosas, uma delas o vício de apostar. Mas após esse encontro, os grilhões que antes os prendiam foram esmigalhados através do poder do Evangelho, dessa forma o homem passou a desfrutar a liberdade que há em Cristo, sabendo que o pecado não domina mais seus membros, como está escrito: Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Porque o pecado não terá domínio sobre vós , pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça (Rm 6:12, 14).
Diante disso, podemos afirmar que temos totais condições de resistir e vencer qualquer tentação, pois Cristo nos libertou do poder do pecado e uma vez libertos não é plausível retroceder, voltando outra vez à escravidão de outrora.
A liberdade em Cristo nos dá respaldo para desfrutar do amor de Deus e não podemos confundi-la com libertinagem. Saiba que por sermos libertos, maior será nosso nível de cobrança, por isso encerro com as palavras de Paulo: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (1Co 6:12).
Portanto, não é adequado o comportamento de e Cristão a prática das apostas, pois Cristo o libertou para ser sua propriedade peculiar, povo separado para as boas obras e desta forma o nome do Senhor será glorificado.
Por Edson Moraes
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