Por Leonardo Melo.
1 PARTE.*
INTRODUÇÃO.
Desde os primórdios, o homem é inclinado a querer descobrir aquilo que está oculto e longe do seu alcance, o futuro. E quando se trata da relação do homem com a divindade, então esse afã aumenta quase que exponencialmente.
Nessa busca desmedida, o homem está disposto a tudo afim de se relacionar com a divindade, porém, Um Deus que lhe impõem limites, nunca foi o Deus que o homem deseja. Quando no Eden, o homem pecou, revelou-se nessa sua atitude de rebelião contra o seu Criador, o desejo de ser autônomo.
E, é justamente na procura dessa autonomia que o homem tem reunido suas forças afim de alcançá-la e a cada momento que passa, essa realidade torna-se mais evidente. Cada vez mais o homem vai corrompendo seu ser, cf. Gn. 6.5, 11-13; 10. 8-10;13.13; 18.20; Pv. 8.11; At. 13. 8-10; Rm. 1. 18-32, ss, e se deixando levar pelas religiões de mistérios, pelo ocultismo e tem virado as costas para o verdadeiro Cristianismo, virado as costas para o próprio Deus com suas práticas sincretistas, que evidenciam uma verdadeira amálgama de todo tipo de religião, cujo único e verdadeiro objetivo é invocar o adversário das nossas almas e tributar-lhe honra, em nome de uma falsa religiosidade, e conduzir o homem ao engano através da operação de espíritos imundos e um Cristianismo vazio de seu Único fundador, Jesus Cristo, que é digno de ser adorado e cultuado para todo o sempre, Ap. 4. 3-4, 8-11, 5. 9, 12-14, ss.
1. FATOS HISTÓRICOS.
O espiritismo é uma crença antiga, que tem seu início na região do Oriente Próximo e era praticado nas civilizações Cananéias, assírias, mesopotâmias, egípcias, Babilônica, gregas, romanas, chinesas, hindus, dentre outras.
Desde o Império Romano aos tempos medievais(na Europa), encontraram-se atitudes Espíritas.
O atual espiritismo, sob o ponto de vista filosófico, tem sua ligação com o ocultismo antigo e o da Idade Média.
“Se entre os cananeus não houvesse a consulta aos mortos, a prática da adivinhação, a atuação dos magos, os escritos Bíblicos não seriam tão claros, quanto a sua proibição.
Como referência a práticas espíritas temos no Egito o “Livro dos Mortos” e os misteriosos hieróglifos, cuja chave Champollion legou a humanidade, que revelam uma vida além-túmulo, dedicando cerimônias aos que se foram”, (FILHO & LEITE. 1994. pg. 20), não é porventura o que se pratica na Igreja Católica Apostólica Romana, com seu dia de finados?
Diversos povos antigos tinham o costume de enterrar todos os objetos e bens que pertenciam aos seus mortos, para que os utilizassem no além.
No antigo Egito, nasceu o famoso ocultista Hermes Trimegisto e toda a sua literatura, pintura, arquitetura e religião que estavam influenciadas com a crença espírita.
Ramsés, faraó no tempo de Moisés, era praticante da astrologia, sendo aquele que determinou os signos cardeais.
Porém, não só ele, mas todos ós faraós acreditavam nas predições astrológicas e utilizavam métodos ocultistas e acreditavam em superstições.
Em Nínive e na Babilônia, os sacerdotes assírios e caldeus adotavam práticas espíritas e adivinhavam o futuro pelas estrelas. A grande biblioteca de 25 mil livros (tabletes de argilas escritos em cuneiforme), pertencente a Assurbanipal, rei da Assíria, continha mitologia, , ciências ocultas, história e astrologia. Esses livros despertaram milhares de pessoas para o ocultismo e práticas espíritas.
Na Índia, a base fundamental do culto dos Brâmanes era a evocação dos mortos.
Entre os gregos havia o costume de se consultar os oráculos, pessoas em comunicação com os deuses e que previam acontecimentos, havia também a crença na reencarnação.
Pitágoras(580-500 a.C.) pregava a transmigração da alma, e os romanos também consultavam os mortos e se davam à adivinhação do futuro. Utilizando-se das Sibilas(eram mulheres oraculares) lendárias sacerdotisas de Apolo que teriam existido na Sicília, Itália, Cumes e em Tibur. Detinham o dom de predizer o futuro. Homero, na Odisséia, escreve sobre Ulisses, e conforme o conselho da maga Circe, consulta a alma da sua própria mãe. Cícero, orador romano, fala que seu amigo mantinha conversas com os mortos, além de que Éfeso, Cumas e Heracléia eram famosas por suas pitonisas. Como adendo, é razoável lembrar que nos primórdios do Cristianismo a prática da adivinhação e consulta aos mortos eram muito difundidas.
Foram longos os caminhos percorridos pelos espiritualistas , ou melhor pelos espíritas, até chegarem aos nossos dias. “Nos tempos
modernos a busca e a consulta aos mortos vai renascer a partir do ‘movimento espiritualista’ em 1848, na casa do fazendeiro John Fox, em Hydesville, Nova York.
Suas filhas, Margareth(1836-1893), Leah(1814-1890) e Catherine(1841-1892), afirmaram ter ouvido sons de batidas na casa e acreditavam que esses sons eram uma forma de comunicação através de um espírito de um homem assassinado cujo nome era Charles Rosma. As irmãs tornaram-se uma forte influência no movimento espiritualista, no mínimo até 1886, quando Margaret confessou que ela estava mentindo afirmando que ela mesma é quem produzia as batidas, todavia, o espiritualismo tornou-se uma força viva nos EUA e nem a confissão da mentira por Margaret, foi suficiente para deter o movimento”, (RHODES. 2007. pg. 51-52).
Infelizmente o movimento espiritualista expandiu-se chegando na Europa, com destaque para os países Inglaterra e França que a época recepcionaram suas doutrinas.
“É da França que nasce um dos principais mentores do espiritualismo, Leon Hippolyte Denizart Rivail, nascido em Lião, em 1804, e que tomou o pseudônimo de ‘Allan Kardec’, porquanto acreditava ser ele a reencarnação de um poeta celta com esse nome”. Dizia que recebeu a missão de pregar uma nova religião, isso a 30 de abril de 1856,(BAALEN. 1989. pg.).
No Brasil e sob a influência de Allan Kardec, foi fundado no Estado da Bahia, o primeiro centro espírita por Luís Olímpio Teles de Menezes, em 1865, e hoje eles têm como literatura própria a Revista “Reformador”, que hoje é o órgão oficial da Federação Espírita Brasileira. Vale ressaltar que, Francisco Cândido Xavier foi um dos grandes expoentes e influenciador da doutrina espírita no nosso país, sendo um dos principais médium da seita.
Considerado um filantropo; nas reuniões e sessões Espíritas, era Chico Xavier possuido por um espírito do erro, de adivinhação, de engano e maligno, e então psicografava mensagens, escrevia livros sob influência do espírito que o tomava, e dessa forma infelizmente contribuiu para o crescimento da doutrina espírita no país.
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