segunda-feira, 15 de julho de 2019

O QUE É O FATALISMO

O fatalismo, segundo definido por Fernanda Lobo (em sua dissertação de mestrado intitulada): “Consideramos fatalismo simpliciter a tese segundo a qual, necessariamente, as ações humanas só podem ocorrer tal como ocorrem, de modo que não estaria em nosso poder agir de outra maneira que não aquela como efetivamente agimos. Sendo assim, o fatalismo em última instância, significa que a vontade humana não é livre, sendo mera ilusão a suposição de que o homem tem o poder de deliberar e decidir executar ou não determinadas ações (e impedir ou não outras) (2009, p. 7 – grifo do autor)”. Podemos definir o fatalismo sobre três pilares: incontingência, incapacidade volitiva determinante e inevitabilidade.
Incontingência, do ponto de vista filosófico, refere-se àquilo que tem como contrário o impossível: “Nos escritos de Aristóteles, o que é contingente é aquilo que pode ser diferente do que é, ao passo que o não-contingente é necessário. Porém, o contrário de uma contingência é outra contingência; e o contrário do que é necessário é o impossível” (CHAMPLIM, Vol. 4. 2013, p. 470). Em outras palavras, incontingência é a afirmação da impossibilidade da ocorrência de um outro evento ou ação humana que não aquela que efetivamente ocorre.
Incapacidade volitiva determinante: É simplesmente a negação da liberdade humana. A afirmação da impotência do homem em deliberar sobre qualquer questão. É a negação da sua capacidade de autodeterminação. A sua assemelhação com um fantoche.
Inevitabilidade: Qualidade daquilo que não se pode evitar. É o destino o homem que tem a incontingência e incapacidade de deliberações diante de si. Eventos inevitáveis são resultados a imposição de uma necessidade ou da impotência do agente de evitá-lo. Nesse caso, o fatalismo afirma tanto a necessidade imposta por algum ser maior quanto a incapacidade volitiva humana.
Resumidamente, fatalismo é a tese que alega: “o que será, será”. É o pensamento que prega que o futuro é tão inalterável quanto o passado.

By: Jonatan Douglas.

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