Ibn Kathir aponta o papel proeminente da ofensiva jihad no início do Islã em
seus comentários da Surata 9:123:
Alá ordena aos crentes para lutarem contra os descrentes, primeiro na área próxima ao Estado Islâmico, logo depois ao longe. Esta é a razão pela qual o Mensageiro de Alá começou a lutar contra os idólatras na Península Arábica. Quando ele terminou com eles (...) Ele então começou a lutar contra o Povo das Escrituras (judeus e cristãos). Após a morte de Maomé, seu executor, amigo, e Califa, Abu Bakr, tornou-se o líder (...) Em nome do Profeta, Abu Bakr (...) começou a preparar os exércitos islâmicos para lutar contra os romanos adoradores da cruz, e contra os persas adoradores do fogo. Pela bênção de sua missão, Alá abriu as terras para ele e trouxe César e Kisra e aqueles que os obedeceram entre os servos. Abu Bakr gastou seus tesouros na causa de Alá, tal como o Mensageiro de Alá previu que aconteceria. Esta missão (de dominação mundial) continuou após Abu Bakr nas mãos de quem Abu Bakr escolheu para ser seu sucessor (...) Umar bin Al-Khattab. Com Umar, Alá humilhou os descrentes, suprimindo os tiranos e hipócritas, e abriu as porções orientais e ocidentais do mundo. Os tesouros de vários países foram trazidos a Umar das províncias de perto e de longe, e ele as dividiu de acordo com o método legítimo e aceitável.
Umar então morreu (...) Então, os Companheiros entre os muçulmanos (...) concordaram em escolher, após Umar, Uthman bin Affan (...) Durante o reinado de Uthman, o Islã usava seu mais vasto vestuário e a prova inequívoca de Alá foi estabelecida em várias partes do mundo sobre os pescoços dos servos. O Islã apareceu nas porções orientais e ocidentais do mundo e foi elevada a palavra de Alá e Sua legítima religião. A religião pura alcançou seus alvos mais profundos contra os inimigos de Alá, e quando quer que os muçulmanos superavam uma comunidade, eles se moviam para a próxima, e então para a próxima, esmagando os executores maléficos da tirania. Eles o fizeram em reverência à declaração de Alá: “Oh você que crê! Lute contra os descrentes que estão perto de você”
Está claro que Maomé, e então seus sucessores, Califa Abu Bakr, Califa Umar, e Califa Uthman, todos atacaram as nações circunvizinhas ofensivamente pelo propósito de espalhar o Islã. Estas não foram, como clamam os revisionistas históricos, guerras defensivas. Eles foram guerras ofensivas que tinham como objetivo forçar as vítimas a se submeterem ao Islã ou serem “esmagadas”.
Ibn Khaldun, o famoso historiador e filósofo islâmico do século 14, em seu
clássico e mais notável trabalho, The Muqaddimah, diz sobre a jihad:
Na comunidade muçulmana, a guerra santa é um dever religioso, por causa do universalismo da missão (muçulmana) e (a obrigação de) conversão de todos ao Islã seja por persuasão ou pela força. Portanto, o califado (espiritual), a autoridade (governo e exército) real são unidas no Islã, para que a pessoa encarregada possa devotar a força disponível para ambas as coisas ao mesmo tempo
Em seu livro “Jurisprudência na Biografia de Maomé”, o renomado estudioso egípcio da universidade de Al-Azhar, Dr. Muhammad Sa’id Ramadan al-Buti escreve que a guerra ofensiva, e não defensiva, é a “mais nobre guerra santa” dentro do Islã:
A Guerra Santa (Jihad Islâmica) como conhecida na Jurisprudência Islâmica, é basicamente uma guerra ofensiva. Este é o dever dos muçulmanos em todas as idades quando a necessária força militar se torna disponível a eles. Esta é a fase na qual o significado de Guerra Santa tomou sua forma definitiva. Assim o Apóstolo de Alá disse: “Eu fui ordenado a lutar contra as pessoas até que elas cressem em Alá e em suas mensagens...” O conceito de Guerra Santa (Jihad) no Islã não considera se é uma guerra defensiva ou ofensiva. Sua meta é a exaltação da Palavra de Alá e a construção da sociedade islâmica e o estabelecimento do Reino de Alá na Terra independente dos meios. Os meios seriam uma guerra ofensiva. Nesse caso, é o ápice, a mais nobre Guerra Santa.
Por: Joel Richardson
Via: Eziel Ferreira.
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