Deus, após a revelação dada ao homem ele se propôs a fazer possível a transmissão desta mensagem inspirando o homem a escrever esta revelação e através da inspiração divina fez com que o homem compreendesse a revelação e posteriormente ordenou ao homem que escrevesse tudo aquilo que Ele desejava para humanidade, esta é a principal diferença entre a Bíblia e qualquer outro livro que possa existir; A Inspiração divina está em todas as páginas da Escritura Sagrada, Inspiração pode ser definida em sob dois aspectos:
Definição etimológica: A Palavra “inspiração” vem de dois vocábulos gregos: theo, “Deus”; e pneustos, “sopro”. Literalmente, significa: “aquilo que é dado pelo sopro de Deus”.
Definição teológica: “Ação sobrenatural do Espírito Santo sobre os escritores sagrados, que os levou a produzir, de maneira inerrante, infalível, única e sobrenatural, a Palavra de Deus – a Bíblia Sagrada” (GILBERTO, Antônio; ANDRADE, Claudionor de; ZIBORDI, Ciro Sanches; CABRAL, Elienai; et al, 2008, p.31)
A inspiração divina é a garantia que dá autenticidade a Bíblia como Palavra de Deus, observa-se que a própria Bíblia requereu sobre si a inspiração divina conforme escrito em 2Tm 3.16 que diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver” (KJA). É importante ressaltar que esta inspiração não é como uma inspiração poética, e que:
Os autores bíblicos não receberam um ditado da parte de Deus. Não foram meros secretários ou autômatos, mas foram fiéis para proclamar toda a mensagem de Deus sem acrescentar ou extrair nada dela (Provérbios 30.6; Apocalipse 22.18-19); Deus fez uso das personalidades individuais, vocabulários, estilos literários e desejos conscientes dos autores Bíblicos para produzir sua Palavra. (ZACHARIAS; GEISLER. 2016, p.116).
Esta inspiração não é algo que a teologia cristã atribui a Bíblia, mas que ela mesma testemunha desta inspiração, pois podemos observar que foi o próprio Deus dando ordem a Moisés para que registrasse tudo que havia proporcionado para o Seu povo em memória “Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro[...].” (Ex 17.14) depois encontramos que o próprio Deus escreveu para seu povo conforme Ex 32.18: “E aconteceu que quando o SENHOR terminou de orientar Moisés, no alto do monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do Testemunho e da Aliança, dias placas de pedra com seus mandamentos escritos pelo dedo de Deus.”(KJA), Deus buscou se revelar pessoalmente através das Escrituras, mais a frente vemos que Deus ordenou a Moisés para que agora escrevesse tudo quanto Ele lhe ordenara: “Disse ainda Yahweh a Moisés: ‘Escreve estas palavras, porquanto é de acordo com o teor destas palavras que estabeleço aliança contigo e com Israel.’” (Ex 34.18. KJA).
Mesmo Deus, que tudo pode, utilizou o homem para que este fosse um canal para a possibilidade de sua comunicação com toda a humanidade na intenção de que esta revelação durasse para sempre. “Quando Deus quis dar aos homens o Livro Divino, escolheu e preparou para isto, seus servos, aos quais deu plena inspiração pelo Espírito Santo” (BERGSTTÉN, 1999, p.16).Isto quer dizer que o homem não estava no controle da revelação nem poderia deturpá-la como fizeram com a Revelação Geral; o Apostolo João diz:
Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. (Apocalipse 22.18-19. ARA).
Portanto a parte divina na produção das Escrituras, que é a Revelação Especial de Deus para a humanidade, está na inspiração, infalibilidade e atualidade da Bíblia Sagrada, pois estes confirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas é importante ressaltarmos uma informação: “Não devemos confundir inspiração da Bíblia com inspiração poética. A inspiração que se atribui à Bíblia diz respeito à autoridade dada por Deus quanto a seus ensinos, os quais hão de formar o pensamento e a vida do crente” (GEISLER, 2006, p.51), ainda de acordo com Heber vemos que “A Escritura que temos conosco não é o resultado de nenhuma interpretação ou especulação humana; é produto da ação do Espírito de Deus sobre seus autores” (2017, p.272).
Ainda segundo Heber a expressão “inspirada por Deus”, significa literalmente, “soprada por Deus”. (2017, p.270), isso quer dizer que A Revelação Especial, que é a Bíblia Sagrada, saiu literalmente da boca de Deus. Esta inspiração não se resume a uma parte, mas a inspiração foi plena, ou seja, na Bíblia Sagrada não existe parte mais inspirada que a outra.
A Bíblia não contém erros e este ensino é uma doutrina que corrobora com a inspiração divina, e esta ausência de erros está presente tanto nos propósitos quanto nas informações dadas ao seu leitor, portanto, “Sua inerrância é plena e absoluta. Isenta de erros doutrinários culturais e científicos, inspira-nos ela confiança plena em seu conteúdo (Sl 19.7).” (ANDRADE, 2006, p.30). Por conta de sua inerrância a Bíblia também é infalível, ou seja, ela nunca falhou e jamais falhará.
Ainda podemos observar que a própria Bíblia em vários trechos reivindicando para si autoridade e infalibilidade o que realmente comprova que ela é a Palavra de Deus, as principais expressões que requerem esta autoridade são: “Disse o Senhor a Moisés” (Ex 14.1; Lv 1.1; Nm 4.1; Dt 32.48); “O Senhor é quem fala” (Is 1.2); “Assim diz o Senhor” (Is 43.1); “A Palavra do Senhor veio a Jeremias” (Jr 11.1); “Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel” (Ez 1.3), etc. No Novo Testamento também encontramos estas mesmas reivindicações de sua autoridade (1Co 14.37; 1Ts 2.13; 1Jo 5.10; 2Pe 3.2).
Diferentemente de outros livros sagrados, somente a Bíblia tem sido, de maneira sobrenatural, confirmada ser a Palavra de Deus. Pois apenas as Escrituras foram escritas por profetas que foram confirmados, de maneira sobrenatural, por sinais e maravilhas [...] O escritor aos Hebreus afirma que “Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas e diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade” (Hebreus 2.4) [...] Nenhum outro livro no mundo possui autores que foram confirmado desta maneira milagrosa. (ZACHARIAS; GEISLER, 2016, pp. 142-143).
Estes milagres também validam que a Bíblia Sagrada é um livro de origem divina, a sua persistência de sua existência, tendo em vista a quantidade de pessoas que quiseram por um fim neste livro e não conseguiram, sua mensagem e universalidade, sua atualidade, tudo isto também endossam a autoria divina deste livro. Além disso podemos citar ainda algumas profecias que foram cumpridas sobre Jesus Cristo escritas na Bíblia Sagrada muito tempo antes de se cumprir e que testificam que Ela seja mesmo a Palavra de Deus, vejamos:
a. Jesus nasceria de uma mulher (Gn 3.15)
b. Jesus seria da descendência de Abraão (Gn 12.1-3)
c. Jesus nasceria da linhagem de Judá (Gn 49.10)
d. Jesus seria conhecido como o Filho de Davi (2Sm 7.12,13)
e. Nasceria na cidade de Belém (Mq 5.2)
f. Nasceria de uma virgem (Is 7.14)
Nem mesmos os maiores críticos da Bíblia, nem mesmo do cristianismo poderia admitir que estas profecias, ditas centenas de anos antes de seu cumprimento. (ZACHARIAS; GEISLER, 2014, pp. 143-144).
ANDRADE, Claudionor de. As verdades Centrais da Fé Cristã, Rio de Janeiro, CPAD, 2006
BERGSTÉIN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática, Rio de Janeiro, CPAD, 1999.
CAMPOS, Heber Carlos de. Eu Sou: A Doutrina da Revelação Verbal de Deus. Volume 01, São Paulo, Fiel, 2017.
GEILER, Norman; NIX, William; Ramos, Oswaldo (Trad.). Introdução Bíblica: Como a bíblia chegou até nós. São Paulo, Editora Vida, 2006.
GILBERTO, Antônio; ANDRADE, Claudionor de; ZIBORDI, Ciro Sanches; CABRAL, Elienai; et al. Teologia Sistemática Pentecostal, Rio de Janeiro, CPAD, 2008.
ZACHARIAS, Rav; GEISLER, Norman. Quem Criou Deus? E Respostas a Mais de 100 Perguntas Difíceis Sobre Questões de Fé. São Paulo, Editora Reflexão, 2014.
Por Rafael Félix.
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