sábado, 3 de agosto de 2019

A AMEAÇA DO PLURALISMO RELIGIOSO A VERDADEIRA RELIGIÃO – em direção ao ECUMENISMO

Por Leonardo Melo
INTRODUÇÃO.
Com a desculpa de que algumas Religiões ou segmentos religiosos são intolerantes, uma parcela considerável de líderes religiosos tem se reunidos e proposto uma convivência pacífica entre as religiões. Se denunciar o pecado do homem é ser intolerante, então os crentes do verdadeiro Evangelho de Cristo são intolerantes e fundamentalistas. Se o agente motivador fosse essa convivência de paz entre as várias religiões era perfeitamente louvável a postura, pois, é óbvio que precisamos respeitar a crença alheia, porém, o que está de fato por trás dessa proposta de pacificação entre os líderes religiosos é a busca por uma amálgama religiosa e que tem como objetivo fim frear o avanço do verdadeiro Evangelho que liberta o homem das amarras do pecado. É colocar no comum com todas as religiões o Cristianismo histórico e verdadeiro. A Bíblia afirma que não comunhão entre a luz e as trevas, e o Eterno sempre alertou seu povo através dos profetas no A.T. para que não se misturassem com as nações pagãs, seus vizinhos, assim como há essa recomendação nos Escritos Neo-Testamaentários, cf. Êx. 23.32; 34.12; Dt.7.2; Is. 5.20; Jo. 12.35; Rm. 13.12; II Co. 6.14,16; Ef. 5.3,11; I Ts. 5.5; I Jo.1.5, ss.
Não há como estamos em comunhão com por exemplo, as propostas doutrinárias do Catolicismo Romano, das Igrejas Neo-Pentecostais que são adeptas da Teologia da Prosperidade e que foram influenciados pela teologia Neo-Pentecostal propagada por Benny Hinn, ou do baixo espiritismo, das religiões de matriz Afro, ou ter comunhão doutrinária com as religiões orientais, ou os adeptos da Nova Era ou com os maçons, ou o Islã, como se todo culto e caminho leva-se ao Deus que criou os céus e a terra. O verdadeiro Cristianismo é incompatível e irreconciliável com qualquer outra religião que não tenha como centro de adoração a pessoa bendita de Jesus e como regra de fé a Bíblia Sagrada, cf. Mc. 10.52; Jo. 1.12; 14.6; At. 8.12; 15.11; 20.21; II Co.4.5; I Tm. 1.1; 2.5; II Tm. 1.1; Hb. 9.15; 12.24;ss. Na realidade, isso é um grande engodo de satanás para minar o Evangelho de Cristo, na realidade a questão é direcionar as Igrejas para o Ecumenismo, como prega o CMI(Conselho Mundial das Igrejas); é ocupar o mesmo púlpito, qualquer clérigo de qualquer Religião como ensina por exemplo LBV(Legião da Boa Vontade). A Bíblia afirma categoricamente que não há comunhão entre a luz e as trevas, entre o profano e o santo, entre os adoradores de Baal e o Deus de Israel, o Deus vivo, o Deus encarnado, Jesus Cristo, nosso Senhor, cf. Êx. 8.23; Lv. 19.4; Dt. 4.3; 18.14; I Rs. 18.21; II Rs. 1.3; Sl. 81.9; Ne. 13.26; Ml. 3.18; Mt. 5.13-16; II Co. 6.14; I Pe. 1.15-16; Tg. 4.4, ss.
O PLURALISMO RELIGIOSO E O DIÁLOGO ENTRE AS RELIGIÕES.
Um dos assuntos que tem dominado a mente de muitos chefes religiosos atualmente é a possibilidade de unificar todas as religiões, se não sob a direção de um único guia ou dirigente, mas, pelo menos que haja uma trégua entre as muitas correntes religiosas e se viva em harmonia, e que essa possibilidade real venha através do diálogo, pois, a diversidade religiosa é uma realidade latente.
“O pluralismo religioso é um fenômeno, da sociedade moderna que desafia o ser humano á viver de forma respeitosa com o diferente. É um novo paradigma que abre espaço ás diversões cosmovisões religiosas, que por meio do diálogo e alteridade busca o entendimento a paz e a tolerância entre os indivíduos. Pluralismo religioso representa a liberdade religiosa dos homens e a valorização de todas as manifestações religiosas. Assim, configura nosso tempo, marcado pela diversidade religiosa manifestando a multiplicidade de ideias e pensamentos entre os homens em diversas culturas. “onde houver liberdade de expressão, liberdade religiosa, existirá pluralismo religioso”. Na modernidade a expansão do pluralismo religioso origina-se em decorrência do secularismo e a laicização do estado. Se o estado é laico o pluralismo religioso será aceito na sociedade sem restrição, nessa sociedade haverá abertura para escolha sem interferências externas, pois o secularismo visa um estado democrático e livre. Neste aspecto não existe mais um monopólio religioso, mas uma abertura a um novo paradigma que valoriza a pluralidade religiosa e a liberdade do indivíduo”,(GOMES & SOUZA. 2013. Pg. 1 e 4).
Entendemos claramente através dos conceitos exposto anteriormente, que o objetivo real, não só é uma aproximação entre as religiões, mas, a finalidade principal ainda que sutilmente exposta é a implantação do ecumenismo. Isso é fato. É esta a luta da CMI- Conselho Mundial de Igrejas que nada mais é que um mosaico religioso, onde todos se reúnem em torno de um só propósito: promover o Ecumenismo, como afirma o lema do Conselho “O Conselho Mundial de Igrejas é uma comunhão global que busca a unidade, o testemunho comum e o serviço”. Retirado do site oficial do CMI: https://www.oikoumene.org./pt.
Observe essa afirmação de (QUEIRUGA. 2009. pg. 61) ”O diálogo entre as religiões é, assim, decidida e sinceramente real, pois enlaça com essa busca a partir de dentro de cada uma. Então desaparece o espírito de competitividade para exercitar-se somente o de acolhida e oferecimento. A inquietude da busca deixa a descoberto a necessidade de compreendê-los em sí mesmos,...,Deus sempre maior e perenemente diante de nós: e todos, buscando-o como o Uno comum e, por isso, ajudando-nos mutuamente”.
Sempre houve na história da humanidade, após a queda do homem por causa do seu pecado, essa inquietude religiosa por o homem não querer reconhecer o Deus Criador e Vivo, O Senhor da Igreja como o Único digno de toda adoração, culto e louvor. É notório observarmos que um verdadeiro panteão religioso brotou das nações já desde a época primeva e que se perpetuou ao longo da história da humanidade e atingiu nossos dias!
Na realidade há uma miscigenação entre os objetivos da CMI e o CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs-Brasil, que traz como seus membros entre outras as Igrejas Católica Apostólica Romana, Cristã Reformada, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Metodista, dentre outras. Embora que os membros desses Conselhos nunca irá admitir o propósito fim”: uma Igreja única, e por fim a implantação e cooperação religiosa com a religião do Governo mundial anticristão.
A palavra Ecumenismo origina-se do termo grego “oikoumene” que significa “mundo habitado” ou ainda “aquilo que pertence ao mundo”. Trata-se de uma palavra usada mais no âmbito cristão. Sendo também empregada para denotar o diálogo entre todas as religiões, neste caso o nome apropriado seria “diálogo inter-religioso ou apenas diálogo religioso”. A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação , a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes Igrejas cristãs. Atualmente, o termo tem um significado estritamente religioso, apesar do seu contexto histórico abranger os aspectos geográficos, cultural e político.
A verdadeira Igreja de Cristo Jesus não pode aliar-se a esse movimento ou a proposta do “diálogo inter-religioso” promovido por Igrejas apóstatas que deixaram os rudimentos da fé genuína em Cristo e na inerrante Palavra de Deus. Indiscutivelmente essa proposta de aproximação entre os diversos credos religiosos tem sua origem e concepção nas trevas. Deus exige daqueles que lhe servem separação e isto desde a antiguidade e que hoje permanece o mesmo preceito “separação”, o apóstolo Paulo afirma “Que concórdia há entre Cristo e belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?, cf. II Co. 6.15. o profeta Miquéias é claro quando afirma profeticamente que os povos buscarão os ensinamentos da Palavra de Deus, e que esses ensinos viram do próprio Deus, sairá de Sião e não de conceitos e visões meramente humanistas. É o Eterno que nos fará conhecer o verdadeiro caminho e nos ensinará, cf. Mq. 4.2.
Como salvo que somos precisamos denunciar esses movimentos ecumênicos que só visam transtornar a Igreja do Senhor, que tem um apelo não alicerçado na Palavra de Deus, a Bíblia serve para eles apenas como um mero Livro, para trazer ao povo uma idéia de religiosidade, porém, o alicerce que está arraigada suas doutrinas é a visão marxista e da Teologia da libertação proposta por Leonardo Boff e os demais defensores desta visão de Evangelho social, onde o verdadeiro Evangelho está eivado pela visão dessses falsos mestres e apóstolos, não se preocupando eles que a mensagem principal dos Evangelhos é a salvação dos homens, e que Deus é quem prover o sustento dos seus seervos quando estes se portam de maneira fiel, cf. Dt. 28.1-14; I Cr. 22.13; Sl. 23; Mt. 6.25-34; Fl. 4.11-13; I Pe. 5.7; Tt. 2.11;
A unidade que os defensores do ecumenismo prega é de uma falácia sem precedentes, pois, a unidade que Jesus exorta na sua oração sacerdotal em benefício dos apóstolos e daqueles que o aceitariam pela fé ao longo dos séculos no Evangelho escrito por João, cf. Jo. 17. 6-26 é de cunho “espiritual”, isto é, a unidade espiritual e não institucional. Jesus afirma em sua oração que quer todos os crentes unidos no amor e na graça, assim como, Ele, Jesus é com o Pai(Deus) e o desejo de Jesus é que o mundo veja a visibilidade do amor e a Koynonia que há entre os membros da sua Igreja, unidos pelo vínculo do amor, que é a expressão maior daqueles que servem á Jesus, cf. Rm. 12.10; II Co. 8.7; Cl. 1.4, 2.2; I Jo. 4.16; I Co. 1.10; 13. Ef.4.2,15; Fp. 1.9; I Jo. 4.12; II Jo.2; II Pe. 1.7, ss..
Há um princípio ecumênico onde eles afirmam que: ”Doutrina divide, mas o espírito une”, e essa é uma visão também do pseudo-movimento pentecostal carismático católico. Onde está fincadas as raízes doutrinárias do movimento ecumênico se não é ensinada as grandes doutrinas da Palavra de Deus? A Bíblia ensina que as corrupções do povo de Deus se manifestaram porque causa da ausência dos ensinamentos da Palavra, e onde não há o ensinamento da Bíblia Sagrada há corrupção religiosa; os fatos atestam por sí só essa nossa assertiva, cf. Os. 4.1, 6; Jr. 17.23; 23.22; Jó. 38.2; Sl. 78.1; Mt. 22.29; Mc. 12.24; II PE. 2.12, ss.
As grandes heresias, os falsos mestres, os falsos pastores, as falsas igrejas cristãs surgiram em consequência de um falso ensino acerca da Palavra de Deus, surgiram por não atentarem a voz do Espírito Santo de Deus, por dá ouvidos a demônios e assim se corromperam e vão corrompendo os incautos, cf. I Tm.. 4.1-2,7; II Tm. 3.1-10; Jd. 4, 8, 9-10, 12-13; 16-19; II Pe. 2.1-3; 3.1-4, 17; ss. “É mister citar que, o Senhor Jesus Cristo não aceitou nem minimizou a divergências como sendo insignificantes, mas, condeno-as explicitamente, cf. Mt. 23.1-3, 23-24, 33; Jesus recusou-se a reconhecer os líderes religiosos como irmãos, embora também eles fossem judeus, cf. Jo. 8.42-44; Jesus não aceitou a mistura de doutrinas, assim como, o Eterno não aceitava qualquer animal para o sacríficio, Ml. 1.6-14; Lv. 22.22; 23.18; 27.11; Lc. 5.33-39; Mt. 15.14; 16.6-12; Gl.9-10”, cf. (https://www.jesussite.com.br/acervo.asp?id, acesso em 23/09/2009.
Amém.

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