sábado, 3 de agosto de 2019

A Vida Embrionária Inviolável e a Questão do Aborto

Feticídio
Quem já não ouviu o jargão: "Meu corpo, minhas regras"?
Em 2015 um vídeo pró-aborto com este título foi vinculado na internet. Nele, um grupo de atores tratam dessa temática satiricamente, mencionando inclusive de maneira irresponsável e debochada o nascimento virginal de Jesus.
Alegou -se, que o vídeo foi feito em resposta as "agressões verbais" ao discurso da diretora Petra Costa, na ocasião em que foi premiada pelo filme " Olmo e a Gaivota", cujo objetivo, segundo ela mesma, foi de conscientizar as pessoas de que a mulher tem soberania sobre o próprio corpo, inclusive para rejeitar uma gravidez através do aborto, e ainda sim ter todos os direitos para fazer isso da melhor forma possível, sem sofrer qualquer tipo de retaliação.
Teatros a parte, a realidade sobre essa importante questão necessita ser vista pela sociedade com responsável consciência em defesa do pequeno ser. Os posicionamentos precisam ser formulados com base na realidade da origem da vida e nos reais desdobramentos advindos da legalização do aborto, e nao se deixando levar pela hipocrisia de atores que emprestam suas imagens para campanhas publicitárias, ora defendendo o aborto, ora solicitando arrecadações para a " proteção da infância", como é o caso de alguns programas conhecidos em nosso país.
Reflitamos no que elenca Hans Ulrich Reifler em seu livro A Ética dos Dez Mandamentos:
"O mesmo mundo que condena ações bélicas não se pronuncia sobre o fato de morrerem 70 milhões de criaturas inocentes e indefesas. A Organização Mundial de Saúde calculou em 1987 a realização de 5 milhões de abortos no Brasil. Hitler assassinou 12 milhões de inocentes, Stálin, 18 milhões, e a Suprema Corte dos Estados Unidos foi responsável por 22 milhões de mortes. Em 1983, 16.000 fetos abortados foram encontrados nas lixeiras dos EUA. Na Alemanha e na Suíça, órgãos de embriões abortados são comercializados clandestinamente e usados em experimentos clínicos. Uma pesquisa no Instituto Gallup do Brasil revelou que: 58%
da população brasileira é favorável a liberação do aborto apenas em casos especiais - quando significa prejuízo a carreira da mãe ou da família; quando existe possibilidade de a criança nascer deficiente; quando a gravidez for resultado de estupro; ou quando a gravidez representa um grave risco á vida da mulher.
[...] Num seminário realizado em 12 de março de 1988 na Universidade Federal de Zurique, médicos, cientistas e juristas solicitaram das autoridades suíças uma melhor definição quanto à honra da pessoa embrionária. Argumentaram que o embrião é uma vida, e que, com a fecundação, é dada toda disposição genética do ser humano. O Dr. Samuel Stutz, autor do best-seller Embriohandel ( "Comércio de Embriões"), Berna, 1987, enfatizou que " hoje o embrião humano se tornou mero objeto, arrancado do útero feminino, isolado do cordão umbilical psicológico de seus pais, vítima de nosso tempo destrutivo".
[...] Numa época em que o homem é autônomo distanciado de Deus e dos seus santos princípios revelados na Bíblia, é preciso salientar com persistência cristã, clareza e firmeza da palavra eterna: "Não matarás"( Êx 20.13) e " não matarás o inocente"( Êx 23.7).
A Palavra de Deus não só se manifesta incondicionalmente contra o aborto, como também vemos no A.T. a exigência de indenização no caso de aborto acidental." Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, será obrigado a indenizar" ( Êx 21.22). O fato de a Bíblia exigir " apenas indenização" e não a pena máxima não prova que o feto, sendo vida em formação ou vida em desenvolvimento, deva ser considerado de qualidade inferior e valor menor. A indenização comprova o contrário: até pela morte acidental de um embrião se exige reparação, porque a vida é santa e Inviolável.
Lucas relata que o feto de 6 meses que Isabel carregava ( João Batista) estremeceu de alegria com a saudação de Maria, que tinha Jesus no ventre ( Lc 1.41). Aí está um ser com todas suas potencialidades.
Outro argumento neotestamentário que sustenta a validade e a inviolabilidade da vida embrionária é fornecido pelo médico e evangelista Lucas ao afirmar que Jesus " será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre materno" ( Lc 1.15).
Do ponto de vista bíblico, evidentemente, é impossível diferenciar entre vida em formação ( situação pré- natal) e vida pós - natal. Deus considera que a vida é um dom inviolável e não diferencia entre a que merece ser favorecida e a que deve ser menos valorizada. Mas se Deus não faz acepção de pessoas, seus direitos como criaturas divinas são iguais ( Gl 3.28). A Bíblia considera o embrião como um ser humano, com identidade própria, formada e planejada sabiamente.
oncluímos que a vida começa com a fecundação ( Sl 51.5; Mt 1.20; Sl 139.13-16), e portanto, merece nossa proteção, amor e respeito".

(REIFLER,1992, p.130,134,135,136)
Por Fabiana Ribeiro.

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