A Escritura Sagrada adverte que a atitude de escusar-se de Deus leva o individuo a uma espécie de cegueira espiritual e conseguinte, intelectual. Nos é revelado em Romanos 1.21 que o coração torna-se obscurecido.
Essa menção de uma mente atrofiada, em nossos dias, é muito vociferada pelo pós-modernismo, afirmando que não existe verdade fora da mente e que a mesma é produto de construções sociais.
Todavia, sabemos que o Cristianismo oferece uma verdade transcendente, ou seja, uma visão que não está vinculada apenas a mentalidade social da época. Sobre isso, objetivamente discorre Nancy Pearcey:
"O pós- modernismo absolutiza as forças da cultura ou da comunidade. Dooyeweerde chama isso de ideologia da comunidade". A verdade tem sido redefinida como uma construção social, de modo que cada uma delas tem sua própria visão da verdade, baseada em sua experiência e pespectiva, que não pode ser julgada por ninguém fora da comunidade.
Na vida cotidiana, nos deparamos com os tentáculos do pós- modernismo sob a forma de correção política, multiculturalismo, politicas de identidade, códigos de discursos. Regras para o discurso politicamente correto tornaram-se obrigatório na maioria das instituições sociais: escolas, jornais, fóruns, câmaras. E essas regras definem as formas aceitas para falar sobre raça, gênero, etnia, identidade sexual e assim por diante. O pós - modernismo praticamente define a identidade de uma pessoa em termos dos grupos a que ela ou ele pertence e nega que haja uma verdade objetiva e universal. Então, qualquer alegação de posse da verdade objetiva, será tratada como nada além de uma comunidade interpretativa de impor a sua perspectiva limitada e subjetiva a todos os demais. Um ato de opressão, uma tomada de poder.
Certa vez fui convidada a um programa de rádio para debater com um professor de seminário que se descreveu como pós - moderno. A minha pergunta era por que um cristão iria querer adotar o pós- modernismo, se ele esvazia as reivindicações modernistas de verdade universal, mostrando que o próprio modernismo é um ponto de vista limitado e historicamente condicionado. Como cristã, por que eu gostaria de me comprometer com qualquer ideia que é apenas uma construção social? Por que os cristãos iriam querer construir suas vidas sobre qualquer ideia que seja produto do pensamento humano - " a sabedoria do mundo"( 1 Co 1.20)?
O coração humano anseia por uma verdade que é transcendente e eterna. Deus " pôs a eternidade no coração do homem" ( Ec 3.11). E é exatamente essa tremenda afirmação que o Cristianismo faz: que a Escritura é a comunicação de Deus, dando informações sobre si mesmo, o cosmos e a história.
Os cristãos, não estamos presos em mentes individuais, como estavam os pensadores do Iluminismo, ou presos em uma mente comunal, como os pensadores do pós-modernismo estão por "filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens"(Cl 2.8).
Contrapondo-se ao relativismo pós- moderno, a pregação da cosmovisão cristã faz a libertadora afirmação de que os seres humanos têm acesso a verdades trans-históricas, porque o próprio Deus tem falado. A Palavra de Deus na Escritura nos dá acesso a verdades que "não são de origem humana" (Gl 1.11).
Resumo Extraído do livro A Busca da Verdade/ Nancy Pearcey
Por Fabiana Ribeiro.
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