domingo, 12 de janeiro de 2020

A pregação da cosmovisão cristã e a pós- modernidade

A Escritura Sagrada  adverte  que a atitude de escusar-se de Deus  leva o individuo a uma espécie de cegueira espiritual e conseguinte, intelectual.  Nos é revelado em Romanos 1.21  que o coração torna-se obscurecido.
Essa menção de uma mente atrofiada, em nossos dias,  é muito  vociferada pelo pós-modernismo, afirmando que não  existe verdade fora da mente  e que  a mesma é produto de  construções sociais. 
Todavia, sabemos  que o Cristianismo oferece uma verdade transcendente, ou seja, uma visão que não está vinculada apenas a mentalidade social da época.  Sobre isso, objetivamente discorre  Nancy Pearcey: 


"O pós- modernismo absolutiza  as forças da cultura ou da comunidade. Dooyeweerde chama isso de ideologia da comunidade". A verdade tem sido redefinida como uma construção social, de modo que cada uma delas tem sua própria visão da verdade, baseada em sua experiência e pespectiva, que não pode ser julgada por ninguém fora da comunidade. 
Na vida cotidiana, nos deparamos com os tentáculos do pós- modernismo sob a forma de correção política, multiculturalismo, politicas de identidade, códigos de discursos. Regras para o discurso politicamente correto tornaram-se obrigatório na maioria das instituições  sociais: escolas, jornais, fóruns, câmaras. E essas regras definem as formas aceitas para falar sobre raça, gênero, etnia, identidade sexual e assim por diante. O pós - modernismo praticamente define a identidade de uma pessoa em termos dos grupos a que ela ou ele pertence e nega que haja uma verdade objetiva e universal. Então, qualquer alegação de posse da verdade objetiva, será tratada como nada além de uma comunidade interpretativa de impor a sua perspectiva limitada e subjetiva a todos os demais. Um ato de opressão, uma tomada de poder.

Certa vez fui convidada a um programa de rádio para debater com um professor de seminário que se  descreveu como pós - moderno. A minha pergunta era por que um cristão iria querer adotar o pós- modernismo, se ele esvazia as reivindicações modernistas de verdade universal, mostrando que o próprio modernismo  é um ponto de vista limitado e historicamente condicionado. Como cristã, por que eu  gostaria de me comprometer com qualquer ideia que é apenas uma construção social?  Por que os  cristãos iriam querer construir suas vidas sobre qualquer  ideia que seja produto do pensamento humano - " a sabedoria do mundo"( 1 Co 1.20)? 
O coração humano anseia por uma verdade que é transcendente e eterna. Deus " pôs a eternidade no coração do homem" ( Ec 3.11). E é exatamente essa tremenda afirmação que o Cristianismo faz:  que a Escritura é a comunicação de Deus, dando informações sobre si mesmo, o cosmos e a história. 

Os cristãos, não estamos presos em  mentes individuais, como estavam os pensadores do Iluminismo, ou presos em uma mente comunal, como os pensadores do pós-modernismo estão por "filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens"(Cl 2.8).
Contrapondo-se ao relativismo pós- moderno, a pregação da cosmovisão cristã faz a libertadora afirmação  de que os seres humanos têm acesso a verdades trans-históricas, porque o próprio Deus tem falado. A Palavra de Deus na Escritura nos dá acesso a verdades que "não são de origem humana" (Gl 1.11).


Resumo Extraído do livro A Busca da Verdade/ Nancy Pearcey
Por Fabiana Ribeiro.

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