Atualmente praticamente todas as críticas a qualquer que seja um comportamento, quer seja social, religioso ou pessoal é taxado como algo-fobia. São tantas fobias que daqui a pouco será impossível se realizar uma crítica sem que alguém leve o nome de pessoa-fóbica. Hoje eu gostaria de falar sobre o perigo de se discordar com a cosmovisão do Islã.
Quando escrevo algo, ou digo algo sobre o Islã, eu não estou falando dos muçulmanos, mas do sistema em si e isso, por incrível que pareça é muito mais perigoso, observe uma experiencia pessoal:
Certo dia estava num debate com um muçulmano e ele começou a acusar cristãos de comportamentos que são inaceitáveis em qualquer sociedade, inclusive na sociedade muçulmana, como perseguição, assassinatos, estupros e pedofilia (o que foi um tiro no pé), então argumentei que esse tipo de comportamento também é condenável na sociedade cristã, mas há uma diferença entre o comportamento desse tipo de “cristãos” com o comportamento que alguns muçulmanos. Enquanto para o cristianismo (“sistema” onde os cristãos fazem parte) é errado matar qualquer pessoa que seja, para o muçulmano isso é relativo, observe a ordem de Jesus e de Maomé:
“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus, pois que Ele faz raiar o seu sol sobre justos e injustos” Mateus 5.44-45 (Jesus Cristo)
E, preparai, para combater com eles, tudo o que puderdes: força e cavalos vigilantes, para, com isso, intimidardes o inimigo de Allah e vosso inimigo, e outros além desses, que não conheceis, mas Allah os conhece. E o que quer que despendais, no caminho de Allah, ser-vos-ão compensado, e não sofrereis injustiça. (Alcorão 8.60).
Quando um suposto cristão pratica a violência, qualquer que seja a natureza, ele não está agindo conforme os ensinamentos de Jesus, ou seja, não pode ser considerado um cristão verdadeiro. Já quando um muçulmano pratica violência contra um infiel, aquele que não recebeu a mensagem de Allah, ele está sendo parecido com Maomé, o que significa que, se comportando desta forma (violentamente) ele é o mais muçulmano possível.
Após essa breve explicação, fui taxado de ISLAMOFÓBICO.
O Dr. Harry Richardson nos explica que uma das bases para uma sociedade livre é a liberdade de expressão, e ele cita um caso que aconteceu na Austrália, observe:
Dois pastores cristãos, Daniel Scott e Danny Nalia foram condenados de acordo com a legislação do estado de Vitória por insultos ao Islã. O Tribunal Supremo de Vitória respaldou a sentença apesar de que aceitou que nada do que haviam dito era mentira. Por sorte puderam levar o caso ao Tribunal Supremo da Commonwealth na Austrália, cuja falha em dizer a verdade não era ilegal e que o juiz de Vitória havia cometido mais de 100 erros na sentença original. Mesmo sendo absolvidos, sofreram cinco anos de pesadelo jurídico com um custo considerável para limpar seus nomes. Estes são alguns dos pontos a destacar destas sentenças:
1) Podem condená-lo por expressar uma opinião ou constatar um feito.
2) A veracidade ou a falsidade destas declarações não parece ser relevante.
3) As sentenças dependem de alguém se «sentir ofendido ou não».
4) O governo decide quem tem direito a se ofender.
5) Até agora só os muçulmanos desfrutam desse direito.
6) As denúncias são admitidas para trâmites inclusive quando os autores não levam o processo a cabo.
Todos estes pontos de vista violam os princípios jurídicos em que se baseia nossa sociedade e, ainda assim, juízes supostamente bem preparados e independentes não têm reparos ao pronunciar sentenças condenatórias sem a mínima vergonha.
Portanto, podemos observar que apesar de não mentir sobre a realidade do Islã, alguém pode até ser processado ou taxado como ISLAMOFÓBICO. Ainda bem que vivemos em um país onde a liberdade de expressão é defendida e lutaremos até o meu ultimo suspiro para que continue assim, como afirmou certa filosofa retratando o pensamento de Voltaire:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las” (Evelyn Beatrice Hall)
Por Rafael Felix.
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