POR LEONARDO MELO
INTRODUÇÃO.
Em seus ensinamentos doutrinário, os adeptos da seita Testemunha de Jeová atestam que a salvação advém para aqueles que sevem á Jeová, crer em Jesus e seguem os ensinamentos ministrados pelo seu corpo governante sobre a pessoa bendita de Jesus e Deus. Em sua Teologia Cristológica, eles apresentam diversos argumentos acerca de Jesus, que se o cristão não conhecer as Sagradas Escrituras, é enganado, pois, as perspectivas deles sobre a pessoa de Jesus Cristo é totalmente anti-Bíblica, eles simplesmente negam a divindade de Jesus Cristo. Eles não negam que o Senhor Jesus é o Salvador da humanidade, contudo negam a sua divindade e Tri-Unidade. Porém, se Jesus Cristo não é Deus como o corpo governante das T. J. afirmam, simplesmente Jesus não pode salvar o homem, isso é factual. Em uma perspectiva Bíblica , o apóstolo João vai afirmar que aqueles que negam que Jesus veio em Carne são enganadores e tem o espírito do anti-cristo, cf. III Jo. 7 “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus veio em carne. Este tal é o enganador e o anti-cristo”. OBS.; Esta palavra anti-cristo, tem duplo significado, e neste texto de João significa alguém que é opositor á Cristo e suas obras. Então podemos afirmar que as Testemunhas de Jeová pregam mentiras acerca da Pessoa de Jesus, e são influenciados por espíritos enganadores e doutrina de demônios, como o apóstolo Paulo lembra á Timóteo, cf. I Tm. 4.1.
Paulo afirma na sua carta á Igreja na Galácia que ainda que por ele mesmo ou um anjo seja anunciado outro evangelho diferente ao ensinado por ele, seja maldito, cf. Gl. 1.8., é o caso das T.J., como pregam a Jesus se lhes negam a divindade? Negam o autor do Cristianismo, a essência da religião cristã, o seu pilar e fundamento. Não há cristianismo sem crer que Jesus é Deus. Reiteradas vezes Jesus afirmou ser Deus, cf. “Eu e o Pai somos Um”, Jo. 10.30; I Jo.2.23; Jo. 14.10; I Jo. 5.20; o Evangelho de Cristo, escrito por João é exatamente para combater os agnósticos e os judeus que tinham uma visão distorcida da pessoa de Jesus.
As mentiras, heresias e seduções da Teologia das Testemunhas de Jeová sobre Jesus Cristo e a salvação.
As heresias surgem a partir “de escolhas” no sentido de proferir ideias teológicas especulativas (como aquela cujo surgimento foi observado pelos escritores do N.T.) em lugar do pensamento da Igreja Cristã como um todo. Foi isto que as T.J. fizeram, escolheram se deixar influenciar pelo pensamento de Ário, um Bispo egípcio que negava veementemente a divindade do Salvador, conhecida esta heresia como “Arianismo”, que foi combatida vigorosamente por Atanásio e enterrada parcialmente no primeiro Concílio da Igreja, em Nicéia, (325 a.C.). infelizmente, conforme, (MCGRATH. 2014. Pg.. 49)”As ideias morrem quando deixam de ser úteis. A heresia continua a existir – quer como uma noção teológica, quer como uma noção secular” e o tempo que nós vivemos tem se mostrado um terreno fértil para a proliferação de movimentos apóstatas e heréticos, porém as Sagradas Escrituras já tinham essa previsão da multiplicidade destes movimentos e seu crescimento com marca ou sinal para a volta de Jesus, cf. Mt. 24.4,11, 24-25; I Tm. 4.1-2; II Pe. 2.1-3, ss.
É no alicerce da mentira e do engano que as T.J. constroem seu sistema doutrinário, principalmente sobre Jesus. Esta construção teológica faz parte dos dogmas defendidos pela seita em seu site oficial. Reproduzimos fielmente, conforme seus ensinamentos heréticos disponibilizado em seu site: https://www.jw.org/pt/biblioteca/livros/boas-noticias-de-deus-para-voce/quem-e-jesus-cristo/ . acessado em 29/01/2020, as 12h10. LICÃO 4:
*1. QUEM É JESUS CRISTO? SERÁ QUE JESUS SEMPRE EXISTIU?“*Não. Jesus foi a primeira pessoa que Deus criou. Ele era um anjo e morava no céu antes de vir à Terra. (João 8.23) Jesus ajudou seu Pai a criar todas as outras coisas. Na Bíblia ele é chamado de “unigênito”. Isso quer dizer que ele foi a única pessoa criada só por Deus. (João 1.14) Jesus também é chamado na Bíblia de “a Palavra”, porque ele passava as orientações de Deus para os outros. — Leia Provérbios 8.22-23,30; Colossenses 1.15-16.
*2. POR QUE JESUS VEIO PARA A TERRA? * Jesus veio para a Terra por três motivos. (1) Ensinar a verdade sobre Deus, (2) mostrar como fazer a vontade de Deus mesmo em situações difíceis e (3) dar a vida perfeita dele para nos libertar, como um “resgate”. Como Jesus veio para a Terra? Deus fez um milagre, e uma virgem chamada Maria ficou grávida. O bebê era Jesus. — Lucas 1.30-35 – leia Mateus 20.28.
3. POR QUE PRECISAMOS SER LIBERTADOS? Precisamos ser libertados porque pecamos e morremos. Quando Deus criou Adão, ele não queria que as pessoas ficassem velhas nem que morressem. Ele queria que Adão fosse obediente e vivesse para sempre. Mas Adão não foi obediente. (Gênesis 2.16-17, 5.5) E todos os que vieram de Adão ficaram presos ao pecado e à morte. Era necessário um resgate para nos libertar. Resgate é um valor que alguém paga para libertar uma pessoa que corre risco de vida. — Êxodo 21.29-30 – leia Romanos 5.12, 6.23, então, quem poderia pagar esse resgate e nos libertar da morte? Teria que ser alguém sem pecado. — leia Salmos 49.7-9.
4. POR QUE JESUS MORREU?
Jesus morreu porque amava as pessoas. Ele não merecia morrer porque era perfeito. Mesmo assim ele obedeceu ao Pai dele e morreu para nos libertar do pecado. Por causa do que Jesus fez, Deus perdoa os pecados das pessoas. Deus mostrou seu amor quando mandou seu Filho para nos libertar. — Leia João 3.16; Romanos 5.18-19.
E, mais, em um de seus periódicos muito conhecido e divulgado, A Revista “A Sentinela” em sua edição deste ano, nº 01/2020, na pg. de nº 10 e 11, mentindo de forma absurda, o corpo governante da Seita nega peremptoriamente que Jesus é Deus “Qual a diferença entre Deus e Jesus? Eles afirmam: JESUS NÃO É DEUS. Jesus é muito especial porque ele foi o único criado diretamente por Deus. É por isso que a Bíblia chama ele de filho de Deus, e citam Jo.20.31. depois de criar Jesus, Jeová o usou como trabalhador perito, para criar todas as outras pessoas e todas as outras coisas, e eles citam para corroborar com o entendimento deles, Pv. 8.30-31; Cl.1.15-16 sem nenhum cuidado exegético do texto. Na pg. 11 do mesmo periódico, eles afirmam que “JESUS NUNCA DISSE QUE ERA DEUS”, em vez disso, ele explicou, sou representante de Deus, e citam o texto que encontra-se no Evangelho escrito por João, 7.29, e Jo.20.17, sem se preocupar com o contexto. Uma mentira sem precedentes o corpo governante da seita comete contra Jesus, que é o próprio Deus.
REFUTAÇÃO.
Observem que nessas quatro argumentações doutrinárias defendidas por eles, como eles são evasivos, em momento algum eles se reportam á Jesus Cristo como o Filho de DEUS enviado, como o Messias, mas simplesmente como filho humano que satisfez a vontade de seu Pai. Contrariamente, Jesus testificou de si mesmo como Filho de Deus e o próprio Deus usando as Sagradas Escrituras. É razoável citar a opinião de (BORCHERT. 1985. Pg. 179) “As atitudes de Jesus para com a Bíblia pode ser aplicado a nós diretamente. Mas, há algo mais a ser dito. Nenhum homem jamais colocou-se, nem pode se colocar ao mesmo nível de relacionamento que Jesus. Há duas razões para isto: a primeira é, Jesus reconhecia que Ele era o alvo, o objetivo e o fim das Escrituras. Ele tinha a convicção que elas testificavam somente dele, cf. Lc. 24.27, 44; Jo. 5.39, 46, ss. Logo no início da sua carreira na sinagoga de Nazaré, Ele reconheceu que Ele próprio era o cumprimento do Antigo Testamento, cf. Lc.4.21. Segundo, Ele se conduzia como Senhor das Escrituras, sendo que Ele mesmo as moldava, transformava e continuava, levando-as a consumação. Ele tinha fontes independentes de conhecimento religioso, e nisto que Ele havia obtido por sí próprio, possuía a verdadeira chave do entendimento do Antigo Testamento. É difícil calcular até que ponto as Sagradas Escrituras formaram esse homem, ou eram para Ele uma fonte de conhecimento”. Não há como negar que Jeová do Antigo Testamento, é o Senhor Jesus, o Cristo de Deus do Novo Testamento. Os mesmos nomes, as mesmas qualidades e os mesmos ofícios divinos são atribuídos a ambos, e o mesmo culto é prestado aos dois. Afirmar que Jeová, o Senhor Deus do Antigo Testamento, não é o Senhor Jesus do N. T., ou vice e versa, é afirmar que temos dois deuses, e isto é blasfêmia, cf. cf. 42.8 “Eu Sou O Senhor, este é meu nome; a minha glória não darei a outrem”. Em Dt. 6.4, “Escuta, Israel! O Eterno é nosso Deus, o Eterno é Um”, que é conhecida como a profissão de fé dos israelita, a “Shemá”. Por esse motivo afirmamos, baseados na autoridade das Sagradas Escrituras, que o cânon Bíblico nos apresentam um único Deus, vivo e verdadeiro”.
(STROBEL. 2019. Pg. 206-207), traz uma assertiva fundamental para atestar a divindade de Cristo que é a questão do pecado “A única pessoa que pode dizer eu lhe perdoo com propriedade é o próprio Deus, pois, ele(o pecado) é um desafio a Deus e as suas leis [...] , então, Jesus não só afirmava que não tinha pecados, mas que perdoava os pecados. Certamente a ausência de pecados é um atributo da divindade”, por isso que Jesus é Deus, cf. Sl. 86.5; Is. 55.7; Mc. 2.7,10; Lc. 5.21, 7.48; I Jo. 1.9, 3.5, ss.
Analisando o cap. 3.16 do Evangelho escrito por João e o cap. 1.15 da carta paulina aos Colossenses, ambos muito utilizados pelas T.J., e, conforme, D. A.
CARLSON, citado por STROBEL, pg. 211 e 212, Em João 3.16, a versão K.J. é que traduz o grego como “Filho Unigênito”, e quem acha correto, interpreta esse versículo como associado a encarnação, e ao nascimento virginal de Jesus, porém, o termo significa “Único”. No primeiro século usavam a expressão para Jesus: “Único e amado”. Portanto, Jo. 3.16, quer dizer que Jesus é o Filho Único e amado de Deus, em vez de classificá-lo ontologicamente nascido no tempo. Já Colossenses 1.15 tem que ser analisado no mesmo contexto de Cl. 2.9 “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”, portanto, o termo primogênito não pode excluir a eternidade de Jesus, já que isso é parte do que significa possuir a plenitude da divindade”.
CONCLUSÃO.
Jesus é Deus. Como bem se debateu sobre a pessoa de Jesus Cristo no Concílio da Calcedônia(451 d.C.) e chegou-se a seguinte conclusão: “Jesus é Verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem”. Na verdade Jesus É uma união hipostática, 100% homem e 100% Deus. A natureza teantrópica de Cristo é uma realidade absoluta (Teantropia: Vem da união de duas palavras gregas: Theos (Θεοσ = Deus) e, com a inicial maiúscula faz referência ao Deus Jeová de Israel + Antropos (ανθρωποσ = homem ou ser humano). Isso significa falar de Jesus substância única, ou seja, “aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.
Biblicamente, o princípio teantrópico se assenta no fato de que essa natureza (divino-humana) é orgânica e indissoluvelmente unida na pessoa de Cristo, cf. Rm. 1.3-4; I Tm. 2.5; Hb. 1.2-4, ss. Por isso, pode-se afirmar que, tendo duas naturezas imbricadas, possuía apenas uma personalidade (hipóstase); ou seja, o divino-humano não sofria fragmentação ou variação no seu ser. A isso se dá, também, o nome de Unipersonalidade de Cristo. Concluimos, segundo (JAROSLAV PELIKAN. 2015. Pg. 104-105) ”com o princípio Calcedônio “de que as naturezas que se juntaram(HIPÓSTASES) permanecem imutáveis, com suas propriedades e características distintivas preservadas”, isto é, o nome Cristo não é indicativo de uma natureza, mas de uma hipóstase composta”, Cristo é homem, mas também é Deus.
FONTE.
1. BORCHERT, Otto. O Jesus Histórico. Trad. Adiel A. de Oliveira. S. Paulo. Ed. Vida Nova. 1990. 362 pg.
2. https://eziquielnato.blogspot.com/2019/06/a-natureza-teantropica-de-cristo-serie_1.html
3. McGRATH, Alister. Heresia – Uma história em defesa da verdade. Trad. José Carlos Siqueira. S. Paulo. Ed. Hagnos. 2014. 292 pg.
4. JR. SHELTON, L. R. A Divindade de Cristo. S. Paulo. Ed. Fiel. s/d. 31 pg.
5. Periódico: Revista A Sentinela. VOL. 141. Nº 01. Ed. Watchtower Bible and Tract Society of New York. Edição Janeiro/Fevereiro/ Ano 2020.
6. STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo – Trad. Maurício B. S. Silva. R. de Janeiro. Ed. Thomas Nelson Brasil. 2019. 366 pg.
7. Site oficial da Org. Religiosa Testemunhas de Jeová: https://www.jw.org/pt/biblioteca/livros/boas-noticias-de-deus-para-voce/quem-e-jesus-cristo/. Acessado em 29/01/2020.
8. PELIKAN, Jaroslav. Tradição Cristã – Uma história do desenvolvimento da doutrina. Trad. Lena Aranha & Regina Aranha. Vol 2. S. Paulo. Edições Shedd. 2015. 332 pg.
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