(Nazismo / Marxismo)
Uma das formas mais poderosas de confrontar os céticos é ajuda-los a identificar seus próprios ídolos. E os ídolos desses, são fáceis de reconhecer quando estão incorporados nas politicas públicas. Por hora, vamos nos deter a duas teorias politicas - O Nazismo e o Comunismo. Ambos ilustram o poder obscuro e destrutivo dos ídolos.
A história ocidental é frequentemente recontada sob a forma de uma epopeia religiosa, diz o antropólogo Richard Schweder: " A história do Iluminismo tem sua própria versão do Gênesis, e os temas são bem conhecidos: o mundo despertou do sono da "idade das trevas", finalmente entrou em contato com a verdade e tornou-se bom cerca de 300 anos atrás, ao norte e oeste da Europa.
Mas será mesmo?
Essa chamada fé secular oferece sua própria versão da salvação: "Enquanto as pessoas abriram seus olhos, a religião ( equiparada com ignorância e superstição) deu lugar a ciência (equiparada com verdade e razão)".
Durante séculos, esse mito iluminista foi tido como modelo para o progresso para e a liberdade. Todavia, "como uma teoria da História", comenta Schedwer secamente, a "narrativa tem tido uma utilidade de previsão de aproximadamente zero". A ascensão do secularismo não levou a uma crescente liberdade. Pelo contrário, transformou o século XX em um banho de sangue, morte e destruição. A maior parte das atrocidades foi perpetrada por regimes dedicados a ideologias politicas, tais como o Nacional -Socialismo (Nazismo) e o Marxismo (Comunismo).
Os historiadores espantosamente tem se perguntado com frequência como tamanha espantosa barbárie ,poderia emergir da moderna Europa civilizada. A resposta é , no poder dos ídolos.
A doutrina nazista foi organizada em torno do ídolo da raça. Acreditava-se que a raça de um individuo ( ariano, judeu ou eslavo) determinava seu ponto de vista, o caráter e até mesmo o valor da pessoa. Já a ideologia comunista foi organizada ao redor do ídolo da classe econômica . A posição de uma pessoa ( capitalista ou proletariado) era considerado o valor que determinava tudo.
Como temos visto, em todas as visões humanas baseadas em ídolos, algumas partes da criação não caberão em sua caixa. Quando cosmovisões centradas em ídolos ,são aplicadas no âmbito politico, haverá algumas pessoas que não se encaixam na caixa estabelecida pelo Estado - que serão literalmente detidas ou mortas. Sob o Nazismo , não se encaixavam a caixa de raças aceitas os judeus, ciganos, eslavos, sérvios, poloneses ucranianos e outros. Estes foram transportado para o campo de concentração, onde cerca de vinte e cinco milhões de pessoas morreram, ou foram mortas a tiros. Sob o Comunismo, não se encaixavam na caixa fixa da classe econômica os capitalistas, cúlaques ( fazendeiros russos prósperos no século 19) e outros. Estes eram submetidos a privação de alimentos, ou enviados para campos de trabalho forçado, onde estima-se que oitenta e cinco e cem milhões de pessoas morreram, ou foram mortas a tiros ( ambos os regimes detinham cristãos dissidentes).
Na Segunda Guerra Mundial, esses mesmos falsos absolutos resultaram em um conflito global. Milhões de homens morreram de fome, sangrando até a morte porque duas ou três (...) abstrações divinizadas estiveram em guerra. Pois quando deuses lutam entre si, homens têm de morrer.
A lição é que as ideologias baseadas em ídolos são invariavelmente desumanizantes, e se não forem controladas, levam a repressão, coação, opressão, guerra e violência. Somente no século 20, elas, sozinhas, tomaram muito mais vidas e causaram muito mais estragos do que os eventos de motivação religiosa como as caças as bruxas, inquisições, e guerras dos séculos anteriores.
"Os materialistas estão prontos para adorar suas próprias criações do mal, construídas como se fossem o Absoluto", escreve Adous Huxley. Isso torna possível que eles satisfaçam suas mais feias paixões com a consciência tranquila e com a certeza de que estão trabalhando para o Bem Maior. Os campos de destruição e morte produzidos por ideologias idolatras não eram uma violação de seus princípios ( como guerras religiosas eram violações dos princípios cristãos).
O filosofo John Gray, embora ele mesmo seja um ateu, escreve que "quando o ateísmo se torna projeto politico, o resultado invariável é uma religião substituta que so pode ser mantida por meios tirânicos- por meio da policia secreta e campos de extermínio.
Livro: A Busca da Verdade/ Nancy Pearcey.
Via Fabiana Ribeiro.
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