O famoso argumento de Anselmo foi reformulado e defendido por Alvin Plantinga, Robert Maydole, Brian Leftow e outros. Deus, observa Anselmo, é por definição o maior ser concebível. Se você pudesse conceber algo maior do que Deus, então isso seria Deus. Portanto, Deus é o maior ser concebível, um ser maximamente grande. Então, como seria tal ser? Ele seria todo-poderoso, onisciente e todo bondoso, e iria existir em todos os mundos logicamente possíveis. Então, pode-se argumentar:
1. É possível que um ser maximamente grande (Deus) exista.
2.Se é possível que um ser maximamente grande exista, então um ser maximamente grande existe em algum mundo possível.
3. Se um ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então ele existe em todos os mundos possíveis.
4. Se um ser maximamente grande existe em todos os mundos possíveis, então ele existe no mundo real.
5. Logo, um ser maximamente grande existe no mundo real.
6. Logo, um ser maximamente grande existe.
7. Logo, Deus existe.
Pode ser uma surpresa saber que os passos 2-7 deste argumento são relativamente incontroversos. A maioria dos filósofos concordaria que se a existência de Deus é até mesmo possível, então ele deve existir.
Então a única questão é: a existência de Deus é possível? O ateu deve sustentar a impossibilidade da existência de Deus. Ele deve dizer que o conceito de Deus é incoerente, como o conceito de um solteiro casado ou um quadrado redondo. Mas o problema é que o conceito de Deus não parece ser incoerente desta maneira. A idéia de um ser que é todo-poderoso, onisciente e todo-bondoso em qualquer mundo possível parece perfeitamente coerente. E na medida em que a existência de Deus é até mesmo possível, conclui-se que Deus deve existir.
Neste artigo de capa para a revista Christianity Today, o Dr. Craig descreve o renascimento, entre os filósofos contemporâneos, dos argumentos a favor da existência de Deus. Conclui com alguns provocantes comentários sobre a relevância dos argumentos, explodindo o mito de que vivemos em uma cultura pós-moderna.
Originalmente publicado como: "God Is Not Dead Yet." InChristianity Today, Julho, 2008, pp.22-27. Texto reproduzido na íntegra em http://www.reasonablefaith.org/god-is-not-dead-yet.
Traduzido por Wagner Kaba. Revisado por Djair Dias Filho.
Enviado por Sandro Nascimento.
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