quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

O destino após a morte, sob a perspectiva Mórmon

A morte representa o final de nossa história?  Após a morte tudo se encerra? Existe uma eternidade para onde nós iremos? Estas são perguntas cruciais que norteiam a humanidade, desde que o homem foi criado, elas são questões que o impulsiona á irem busca de respostas aos seus questionamentos. Devido a isso, muitas filosofias e religiões foram criadas, numa tentativa de elucidar as incógnitas e trazerem esclarecimentos, no tocante ao local onde o homem passará a eternidade após a morte. Alguns acreditam que após a morte, o homem poderá reencarnar, num processo continuo, até chegar ao nível de perfeição, conhecido como Nirvana, esta é a perspectiva encontrada no budismo, sua tentativa de oferecer ao homem uma exposição daquilo que o aguarda após a morte. Existe ainda aqueles que acreditam que existe um local, onde há 72 virgens o aguardando após a morte, esta é a crença dos muçulmanos. Evidentemente que todas estas idéias não passam de fantasias da mete humana, sem qualquer fundamento, segundo a vontade de Deus revelada por meio das Escrituras. Estas são algumas das muitas idéias pagãs, em meio aos diversos grupos religiosos. Entretanto, a Bíblia Sagrada na deixa duvida quanto ao destino do homem após a morte, porém alguns grupos que se denominam cristãos possuem uma visão totalmente oposta ao ensino Bíblico, daí surge o questionamento, seria este grupo de fato cristão ou uma seita camuflada?  A resposta é nítida, é uma seita e em nada ter parte com o Cristianismo! Este grupo heterodoxo é o Mormonismo, que possuem algumas peculiaridades em sua doutrina, no tocante ao ensinamento do destino do homem após a morte, diferente de todos os grupos pseudo-cristãos. Seu ensinamento é de que há quatro locais onde o homem será conduzido após a morte, sendo eles três reinos e um local de sofrimento, a saber: Reino de glória celeste, Reino de glória terrestre, Reino de glória teleste e trevas exteriores. Veremos cada uma delas a seguir.

Reino de glória celeste

Para este reino, que é o mais cobiçado entre os homens, são conduzidos aqueles que deram credibilidade ao evangelho, abraçaram a mensagem de salvação e dessa forma puderam ser batizados. Sendo assim considerados homens que, por meio da fé, se sobressaíram sobre os demais homens, sendo “os justos e puros aos quais o Espírito Santo pôde selar com suas bênçãos” (Doutrinas e convênios 76.51-53). 
O premiado que conseguir chegar a este reino e atingirem o seu mais alto nível, poderão se tornar deuses e ainda se casarão para a eternidade, conforme seu ensino: “Os que herdarem o grau mais alto do reino celestial, e que se tornarão deuses, deverão ser também casados para a eternidade no templo” (Doutrinas e convênios 131: 1-4). Diante do exposto, ao homem que for contemplado alcançar este reino, muitos benefícios o aguardam, além de poderem viver para sempre com Deus e Jesus: “Todos os que herdarem o reino celestial viverão com nosso Pai Celestial e Jesus Cristo para sempre (Doutrinas e Convênios 76.62). 
Em suma, neste reino o homem, poderá casar para a eternidade e com a possibilidade de tornar-se deus, vivendo de forma harmônica com Deus e Jesus.

Reino de glória terrestre

Este reino é uma espécie de segunda oportunidade para o ser humano, pois para ele são conduzidos os homens que, em vida, não deram credibilidade ao evangelho, recusaram ao chamado de Deus, menosprezaram o sacrifício de Jesus, mas após a morte ao adentrarem no mundo espiritual receberam o evangelho. Para se encaixar neste perfil há algumas características que precisam ser observadas, como por exemplo, os tais homens em terra, viviam uma vida honrada, mas foram impedidos de se entregarem a Cristo, por conta das armadilhas que os homens maus lhe impuseram. Todavia, graças a esta segunda oportunidade, puderam escapar da condenação, entretanto  não poderão passar a eternidade ao lado do Pai: “Eles serão visitados por Jesus Cristo, mas não pelo Pai Celestial” (Doutrinas e Convênios 76.73-79). 

Devido a não terem alcançado o reino de gloria celeste, não poderão casar, constituindo assim uma família eterna, nem ainda tornarem-se deuses: “ Não serão parte de uma família eterna; viverão separadamente e como solteiros para sempre” (Doutrinas e convênios 131.1-4).

Em suma, sob a compreensão deste reino entende-se que é possível morrer sem Jesus e alcançar ainda assim a salvação, graças à uma segunda chance concedida ao chegar no mundo espiritual, escapando dessa forma da condenação, porém viverá sem a companhia de Deus Pai, sem um casamento eterno, sem a constituição de uma família.

Reino de glória celeste

Para este reino são levados os homens que não deram crédito ao sacrifício de Jesus, tampouco responderam ao seu chamado para a salvação em vida, nem no mundo espiritual. Como punições por serem obstinados padeceram por seus pecados no inferno até depois do milênio. Por este tempo serão ressuscitados. O perfil destes homens são os que viveram uma vida de mentira, prostituição, adultério, entre outras atrocidades.

Devido a sua regressa, não terão contato com o Pai, nem com Jesus. Todavia o Espírito Santo irá visitá-los: “Serão visitados pelo Espirito Santo, mas não o serão nem pelo Pai, nem pelo filho Jesus Cristo” (Princípios do Evangelho, Ed. 1988, P.286).

Trevas exteriores ou inferno 

Este lugar é ainda pior que o reino teleste, pois neste ainda há a visitação do Espírito Santo, mas nesse não existe a visitação de nenhum ser divino. Este local, (que soa mais como uma tentativa de amedrontamento, do que outra coisa) é o destino dos mórmons que apostataram de sua crença, dessa forma, sua eternidade será ao lado de Satanás, como punição por haver saído de seu lugar, virando as costas ao mormonismo, tornando-se assim um apóstata.

Refutação

Após analisarmos o conceito adotado pelos mórmons no tocante ao local onde o homem será conduzido após a morte, percebe-se que tal doutrina não passa de uma invenção do coração do homem, não há nenhuma possibilidade de que este ensino esteja correto, não há base alguma nem no próprio acervo mórmon, muito menos nas Escrituras. Todavia o texto utilizado, numa tentativa de embasar este desvario, está nas duas epístolas aos Coríntios, que estudaremos agora: 

“E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela” (1Co 15:40,41). 

A outra passagem utilizada é 2Co 11.2-4: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar” 

A interpretação Bíblica mórmon é tendenciosa, manipuladora e sem qualquer sentido, os textos acima citados em nada dão apoio, aos reinos de glória, pregado no Mormonismo. O primeiro Texto fala da glória dos seres celestes, sendo estes mencionados: Sol, lua e estrelas. Daí surge a estupenda interpretação de que os astros representam os reinos: Celeste, terrestre e teleste. Com relação ao Texto da segunda epístola, o apóstolo Paulo está falando de uma revelação que lhe foi concedida de contemplar o terceiro céu onde irão os salvos.

Portanto mais uma doutrina mórmon se mostra ineficaz, ao ser confrontada com as Escrituras, não existem os reinos mencionados pelos mórmons, da forma como são apresentados, eles só ganham vida na mente fantasiosa de quem lhes dá ouvidos.

Por 
Edson Moraes.

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