sexta-feira, 13 de março de 2020

A existência de Deus - As evidências das Escrituras e da Natureza

Parte 1

De uma certa maneira, todo ser humano possui uma intuição inata em seu ser quanto á existência de Deus, é algo natural, intrínseco onde não se faz necessário ensinar esta existência, nem mesmo na escola se ensina a crer em Deus, simplesmente este sentimento está dentro do homem, e não há como fugir dessa verdade, embora existam meios filosóficos, no campo das idéias e ainda meios científicos, no campo da ciência, que tentam elaborar suas teorias, com o intuito de provar a inexistência de Deus, no entanto todas elas se mostram incapazes de invalidar uma verdade inquestionável, que é a existência de Deus. 

Na própria Bíblia Sagrada, que é a revelação escrita de Deus, não há nenhuma tentativa de provar a existência de Deus, até porque isso não é necessário, pois o homem sabe que esta realidade é inegável, embora haja alguns que vivam de forma dissoluta como se o Senhor não existisse, acerca desses escreveu o apóstolo Paulo: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Rm 1.21). Os que de tal forma vivem, possuem o conhecimento de Sua existência, pois o próprio Deus se fez conhecer, sobre isso Paulo diz que o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, Porque Deus lhes manifestou (Rm 1.19). Devido a isso alguns de maneira imprudente tentam sufocar a intuição da existência de Deus em seu ser e professam com seus lábios dizendo que não há Deus, todavia as Escrituras nomeiam os tais como insensatos, cujo significado é: insano, louco, delirante. Vejamos o Texto: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (Sl 53.1). Na realidade, quem se posiciona dessa forma, está dominado pelo pecado, que tem por objetivo conduzir as pessoas a pensar de forma irracional, logo afirmar a inexistência de Deus é um reflexo de uma mente insana e desprovida de razão. No entanto tal situação não confere ao homem a absolvição, como se fosse inocente, ou ainda incapaz de responder por seus atos, muito pelo contrário, pois as Escrituras afirmam que os que procederem dessa maneira são indesculpáveis diante de Deus: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis” (Rm 1.20)

Em contrapartida, para aquele que serve a Deus, o fato de possuir um conhecimento natural, e agora muito mais por estar em Cristo, lhe permite desfrutar muito mais fervorosamente dos mistérios de Deus. 

A intensidade dessa consciência num cristão é tal que, mesmo sem jamais termos visto nosso senhor Jesus Cristo, de fato o amamos (1Pe 1.8) (GRUDEN, p.98).

Evidentemente que existem mais evidências da existência de Deus, além da intuição inata no homem, podemos constatar tal realidade através das Escrituras, que registram diversas provas desta existência. De fato, na Bíblia existe a pressuposição da existência de Deus, onde em seu primeiro versículo já direciona o leitor á pessoa de Deus em ação, quando diz: “No principio criou Deus, os céus e a terra” (Gn 1.1). Logo podemos enxergar um Deus atuante, trazendo a existência todas as coisas que agora são conhecidas.  

Não são apenas as Escrituras que revelam a existência de Deus, o mundo que é a Sua criação também aponta para tal existência, revelando Seu poder ao homem, diante da infinidade e complexidade da natureza, bem como todo seu ecossistema. Por essa razão o salmista se expressou: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite” (Sl 19.1,2). Este pensamento é reforçado pelo apóstolo Paulo quando escreve aos Romanos, mencionando que a Divindade e a natureza de Deus podem ser percebidas por meio das coisas que foram criadas (Rm 1.20). Sobretudo o ser que mais dá testemunho acerca da existência de Deus é o próprio homem, que em sua estrutura genética por si só já é de uma complexidade inimaginável, além das habilidades que lhe são naturais, apontam para um Ser extremamente Poderoso e Onisciente.

Ora, todos estes testemunhos atestam a veracidade da existência de Deus, pois todas as coisas criadas nos mostram a Sua glória. Os astros responsáveis para governar dia e noite, criados para estações e tempos, este simples exemplo, nos dá uma dimensão da profundidade da complexidade da criação desses seres e isto não pode ser atribuído ao acaso, nem ainda como resultado de diversas explosões que culminaram em sua criação, mas sim a existência de um Deus, Todo-Poderoso que por meio de sua palavra todas as coisas passaram a existir.

Por 
Edson Moraes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário