Os últimos dias de Maomé
Maomé fez sua última visita a Meca no ano 632, neste tempo Maomé já era o rei de toda a Arábia derrubando todos aqueles que se opuseram à ele, onde incentivou mais uma vez a Jihad pedindo para que os fiéis combatessem a todos os homens até que dissessem: Só há um Deus. Maomé morreu em 8 de junho de 632 “enquanto se preparava para uma guerra contra os chamados hereges (principalmente judeus e cristãos), foi vitimado de uma febre” (SALEM, 2012, p.23), não deixou nenhum descendente masculino vivo, assim, não houve quem pudesse o substituir de forma direta, nem indicou quem pudesse assumir o seu lugar como sucessor. Foi assim que surgiram os califas ortodoxos, assim foram chamados os primeiros 3 sucessores de Maomé.
A sucessão de Maomé foi conturbada, cheio de assassinatos em busca do poder, tanto que após a morte o grupo se dividiu em duas partes, os Sunitas que após a morte do profeta após uma reunião tida como democrática, Abur Bakr, um dos sogros de Maomé, pai de Aisha, sua terceira mulher, assumiu o movimento entre 632 e 634 d. C, logo após indicado como sucessor de Abur Bakr, Omar, genro de Maomé assumiu a liderança do movimento, este por sua vez, é um dos maiores vultos da história do Islamismo, sendo considerado o fundador do império árabe, Omar, sendo mais organizado, antes de sua morte designou um conselho composto por seis membros para escolher o novo califa antes de sua morte, ele liderou o movimento entre 634-644, quando o conselho elegeu Otmã, mais um genro de Maomé, foi ele que promulgou o último texto do Alcorão, foi assassinado em casa no dia 17 de Julho de 656; assumindo assim Ali, seu primo, que posteriormente foi acusado de ter matado seu primo para assumir seu lugar, segundo Esequias, este foi durante a liderança de Ali que surgiu a primeira divisão na religião que Maomé fundou; “os kharidjitas, ‘os que saem’, pois abandonaram seu líder espiritual por discordar em continuar uma guerra.” (SOARES, 2011, p. 143). Ali liderou o grupo até janeiro de 661, quando foi assassinado em uma mesquita, no Iraque. Já o grupo dos Xiitas acreditam que Maomé declarou como seu sucessor Ali ibn Abu Talib em um discurso público em um lugar chamado Ghadir Khom.
Maomé, o paradigma do Islã
O islamismo traz ensinamentos estranhos ao Ocidente, tanto ao cristianismo quanto ao judaísmo, o Alcorão ensina que, as mulheres são inferiores aos homens, o Islã é a única religião do mundo que ensina que se deve perseguir e matar aos infiéis, e isto não é somente o ensino como também o exemplo do “homem perfeito”, Maomé.
Mas será que a jihad é algo que seja apenas a opinião, ou até mesmo uma reação por parte dos muçulmanos tendo em vista que a mensagem de Maomé havia sido rejeitada? Vejamos o que diz Robert Spencer:
O dissabor dessa questão é que a jihad contra os infiéis não é parte de uma doutrina sustentada por uma minoria de extremistas, mas um elemento permanente da principal vertente da teologia islâmica. O islã está preocupado com questões legislativas; na verdade, a lei islâmica contém instruções relativas aos mínimos detalhes da conduta individual, assim como regulações sobre a estrutura de governo e as relações entre os Estados. Também contém declarações inequívocas acerca do papel central da jihad contra os infiéis. Isto é válido para as quatro principais escolas de jurisprudência muçulmana: a Maliqui, a Hanafi, a Hanbalí e a Shafi'i, as quais pertencem a maior parte dos muçulmanos do mundo inteiro. (2007, p.44).
Falamos inicialmente da Jihad pois é o fator que mais atinge o mundo nos dias atuais, mas podemos abordar assuntos como: estupros, escravidão (sexual ou serviçal) casamentos infantis, desvalorização da mulher na sociedade, limitações da liberdade religiosa, moral e social, Maomé deixou seus exemplos para que seus seguidores o copiassem, portanto, o que um muçulmano faz hoje, pode ser visto na história de Maomé.
Concluímos sobre a história da Maomé afirmando que ele é o paradigma do Islã Como afirma Jay Smith “Maomé é o paradigma do Islã, não fundador, mas certamente o paradigma, o modelo para todos os muçulmanos. Para eles é importante seguir cada Maomé em cada detalhe [...] (SMITH, apud SALES, 2016, p. 185). Ou seja, Maomé é o Islã e o Islã é Maomé, não há como separar os dois, ser um muçulmano pressupõe crer que Maomé é um homem perfeito. Portanto, a Jihad não é algo isolado por parte dos muçulmanos, mas algo que torna-se uma obrigação dos seguidores de Alá. Pois não só o Alcorão incentiva a prática abominável do terrorismo, como também dá legalidade.
Por Rafael Félix
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