Introdução
Muitos
acreditam que os Mórmons sejam de fato, um grupo cristão comum, que vivam de
acordo com os preceitos Bíblicos e que vivam suas vidas á serviço do Reino de
Deus, servindo á Jesus, como outros grupos o fazem. Todavia, poucos sabem o que
realmente esta seita ensina, que embora falem de um Jesus aos homens, aos
abordarem para “evangelizar”, estão proclamando um Jesus totalmente oposto ao
que as Escrituras revelam, numa simples consulta fica notório o quanto os mórmons
distorcem à verdade, levando desta forma muitas vidas para longe do
conhecimento do verdadeiro Deus. Nem sempre determinado grupo que possui uma
Bíblia em mãos, estará fazendo a utilização correta dela, alguns se enganam com
isso. Por esse motivo, analise os pontos aqui destacados, conheça o Jesus do
Mormonismo, após a leitura, poderemos refutar qualquer ensino Herético deste
grupo, que tem ganhado terreno em nosso país. O propósito deste documento é de
lhe fazer conhecer o Jesus mórmon, que em nada se parece com o das Escrituras.
Um Jesus que nasceu de
forma natural
Um
dos pré requisitos relatados no Antigo Testamento quanto ao nascimento do
Messias, conforme a profecia do profeta Isaías, era que seria necessário que
ele nascesse por meio de uma virgem, isto seria um sinal da parte de Deus para
o seu povo, vejamos: “Portanto
o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um
filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14), o cumprimento deste prenuncio
era de vital importância, para a nação de Israel, atestando desta maneira a
fidelidade de Deus em cumprir na integra sua palavra. Para que isso viesse
acontecer, seria necessário uma ação sobrenatural da parte de Deus, uma vez que
não haveria qualquer cooperação por parte do homem, ou seja, seria uma ação
exclusivamente divina e assim foi.
Todavia, esta realidade é desprezada no
mormonismo, de maneira que na compreensão mórmon, Jesus não nasceu por meio de
uma operação por parte do Espirito Santo, conforme o relato: “Quando a virgem
Maria concebeu o menino Jesus, o Pai tinha gerado, á sua própria semelhança, Jesus não foi gerado pelo Espirito Santo”
(“Journal of Discourses” vol.1, april 9, 1852-p. 50, Brigham Young – “Were does
it say that?”, edição 1982, bob White). E não parou por aí, ainda dentro desta
temática, Young declarou o seguinte: “O nascimento do Salvador foi tão natural
quanto o dos nossos filhos, foi o resultado de uma ação natural. Ele participou
da carne e sangue-e foi gerado por seu Pai, assim como nós somos gerados por
nossos pais” (“Journal of Discourses” vol.8, edição 1860-p. 115, Brigham Young
– “Were does it sap that?”, edição 1982, p. 4-4, bob White). Esta insanidade só
ocorre pelo fato de os mórmons acreditarem que o Pai possui um corpo físico de
carne e osso, o que contraria o ensino de Jesus, de que Deus é Espirito (Jo 4.24).
Este pensamento não é de particular interpretação de Young, longe disso, outros
apóstolos mórmons ensinaram esta doutrina, assim falou certa vez um apóstolo
chamado Bruce McConkie: “Cristo foi gerado pelo Pai Imortal, do mesmo modo que
os homens mortais são gerados por seus pais” (“Mormon doctrine”, edição
1979-p.547. Editora bookcraft, Bruce R. McConkie). De acordo com um dos livros
considerados no mormonismo como inspirados, a saber, o livro de Mórmon, o local
do nascimento de Jesus deveria ocorrer em Jerusalém, pois seria o local dos
antepassados (Alma 7.10), tal ensino demonstra-se desprovido de conhecimento
Bíblico, pois a profecia apontava a cidade de Belém de Judá, como o local
escolhido: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de
ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos
antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Este cumprimento ocorre
integralmente no nascimento de Jesus: “E tendo Jesus nascido em Belém de
Judeia, nos dias do rei Herodes” (Mt 2.1).
Ora,
evidentemente que esta doutrina não passa de uma heresia, pois posiciona-se de
maneira contrária á Palavra de Deus, pois nela vemos que: Jesus cumpriu a
profecia de Isaías (Mt 1.22,23), Maria era virgem (Mt 1.25), não houve
conjunção carnal nesta ação, mas sim uma obra do Espírito Santo (Mt 1.20).
Portanto, diante das evidências, registradas nas páginas das Escrituras é
inquestionável tal verdade, de que Jesus nasceu duma virgem, através de uma
obra do Espirito Santo. Apesar de que no Mormonismo tal ensino não tenha
espaço, ainda assim esta é uma doutrina Bíblica que expõe o quão herética é a
Seita Mórmon, que ensina um Jesus falso e tenta denegrir a autenticidade da
Palavra de Deus.
Um Jesus casado e
Polígamo
Que
os mórmons são doutores em distorcer as Escrituras já ficou evidente diante do
que já foi exposto, em suas tentativas de realizar uma exegese Bíblica, cometem
comentários chocantes, não sendo o caso de má interpretação, mas sim
verdadeiras blasfêmias, insultos que soam como tentativa de macular o caráter
de Jesus, lhe atribuindo pecados, uma verdadeira agressão á Sua Santidade.
Brigham
Young, sucessor de Smith, fazendo uma analise no texto de João capítulo 2 no
episódio, em que de acordo com o Texto, Jesus fora convidado para um casamento,
junto com seus discípulos e sua mãe, realizando alí o primeiro registro de seus
muitos milagres, este homem teve o atrevimento de asseverar que aquele
casamento era do próprio Jesus, na verdade, este seria um dos muitos casamentos
que Jesus tinha. Ainda de acordo com Young, as duas irmãs de Lázaro, a saber,
Marta e Maria também eram esposas de Jesus, assim como Maria Madalena, observe:
“Jesus Cristo foi polígamo: Marta e Maria, as irmãs de Lázaro eram pluralistas,
e Maria Madalena era outra. Também a festa nupcial de cana da Galiléia, onde
Jesus transformou a água em vinho, realizou-se por ocasião de um dos seus
casamentos” (Brigham Young, Wife, nº19, 384).
Este
pronunciamento de Young além de herético é também diabólico, pois somente uma
pessoa usada por Satanás intentaria imputar em Jesus algum pecado. Não há
nenhum cabimento supor que as bodas de Caná, seria o matrimônio de Jesus, pois
o Texto diz:”E ao terceiro dia, fizeram-se uma bodas em Caná da Galiléia; e
estava alí a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos
para as bodas” (Jo 2.1,2), ora o noivo teria sido convidado para seu casamento?
Não faz qualquer sentido. Além disso seria um desvairamento imaginar que Marta
e Maria de Betânia fossem esposas de Jesus, não há nenhuma menção disto nas
Escrituras, o mesmo ocorre com relação a Maria Madalena, que foi uma seguidora
de Jesus, após o Senhor ter expulso sete demônios dela (Lc 8.2;Mc 16.9).
O
que se percebe nesta infeliz doutrina mórmon, é uma tentativa de desqualificar
a pessoa de Jesus, rebaixando-o a um deus de segunda categoria, indigno de
receber adoração. Por outro lado, a Bíblia deixa claro a integridade moral de
Jesus, Sua Santidade e Sua Divindade.
Dizer
que Jesus era polígamo e adúltero, por possuir muitas mulheres, é afirmar que
Ele pecou, mas não é isso que lemos nas Escrituras:
“Porque
não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;
porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15);
“Aquele
que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele fossemos feitos
justiça de Deus” (Hb 5.21).
Um Jesus irmão de
Satanás
De
acordo com o ensino praticado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos dias, Jesus tem um irmão, denominado Lúcifer. Isto mesmo, os mórmons
ensinam que Lúcifer é irmão de Jesus e que ele tentou ser o redentor da
Humanidade, analise: “A posição de Cristo como Salvador do mundo, por um dos
outros filhos de Deus. Ele era chamado Lúcifer...Este espírito irmão de Jesus
tentou inutilmente tornar-se o salvador da humanidade (“The Gospel Throught the
ages”, edição 1945 – p.15). De acordo com os mórmons, esta parentela ocorre
pelo fato de Jesus possuir uma mãe celestial e assim ser irmão de Lúcifer
(APOLOGÉTICA, 2015, p.150).
Esta
doutrina não passa de um devaneio por parte do homem, pois não existe nenhuma
evidencia Bíblica de que Jesus possua alguma mãe espiritual e que seja irmão de
Satanás. Não há nenhuma possibilidade de isso acontecer, pois Jesus é criador e
Satanás é criatura, como poderia a criatura ser irmão daquele que o criou? Sem
sentido. As escrituras nos mostram que em Jesus todas as coisas foram criadas: “Porque nele foram criadas todas as
coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam
dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para
ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl
1.16,17). Podemos destacar ainda as palavras registradas pelo evangelista de
João: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se
fez” (Jo 1.3). Se tudo foi Criado nele,
isto inclui o próprio Lúcifer.
Diversas citações Bíblicas fazem
referência a Jesus como o Unigênito filho de Deus, vejamos::
“E o verbo se fez carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e
de verdade” (Jo 1.14);
“Deus nunca foi visto por alguém. O filho
unigênito, que está no seio do Pai, o fez conhecer” (Jo 1.18);
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está
condenado, porquê não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.16,18);
“Nisto se manifestou o amor de Deus para
conosco: que Deus enviou seu filho unigênito ao mundo, para que por ele
vivamos” (1 Jo 4.9).
Diante dos textos expostos, aniquila-se
qualquer hipótese de que Deus tenha outro filho além de Jesus, muito menos o
diabo.
É
necessário ainda frisar que em nenhuma passagem vemos o próprio Deus
referindo-se á Lúcifer como seu filho e sim com Jesus (Mt 3.17; Mc 1.11; 9.7 ;
Lc 9.35). Quanto a idéia de que Lúcifer
intentou ser o redentor do homem é uma blasfêmia, pois a Palavra nos diz que:
“O cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).
Um Jesus que é perigoso ter
comunhão
De
acordo com o ensino mórmon, possuir algum tipo de intimidade com Jesus, pode
ser algo perigoso, de modo, que o homem não deve envolver-se a ponto de o
adorá-lo ou dirigir sua oração a Ele, pois pode levar o homem á depressão: “Um
relacionamento pessoal especial com Cristo, além de impróprio é perigoso. Por
que este curso, particularmente na vida de pessoas espiritualmente imaturas é
um passatempo religioso que leva a atividade prejudicial de santidade. Em
outros casos, conduz a depressão. Outro perigo é esses envolvidos muitas vezes
começarem a orar diretamente a Cristo por sentirem uma amizade toda especial
por eles” (“Vinde a Cristo”, edição 1984-p.47). Ora, para o mórmon aproximar-se
de Cristo, com o propósito de possuir um relacionamento pessoal é algo danoso,
inclusive a saúde física, podendo causar inclusive depressão, no
candidato.
O ensino mórmon mais uma vez
demonstra-se divergente às Escrituras, pois elas nos estimulam á buscarmos um
relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Paulo disse: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas
Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de
Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. (Gl 2.20).
Aproximar-se
de Jesus não é perigoso, o que faz mal é aproximar-se do pecado, é algo que
está inevitavelmente interligado, quanto mais próximo o homem estiver de Jesus
mais distante estará do pecado, e quanto mais próximo do pecado permanecer, mas
longe estará de Jesus.
Quanto
á oração dirigida à Jesus, o próprio Mestre deixou este ensino aos seus
discípulos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai
seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”
(Jo 14.13,14).
Conclusão
Portanto
o Jesus ensinado no Mormonismo é totalmente oposto ao das Escrituras, afirmar
que os mórmons servem a Jesus é uma falsidade, pois sua perspectiva quanto à
pessoa de Cristo é duvidosa, um Jesus
que não pode ser considerado o mesmo dos cristãos. Quanto a isso o apóstolo já
havia deixado a igreja de Corinto de sobreaviso, e este conselho de rompe a
barreira dos anos e ecoa para nossos dias como um alerta: “Mas temo que, assim
como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim sejam também de alguma
sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em
Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado,
ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes
com razão o sofrereis” (2Co 11.3,4).
Nenhum comentário:
Postar um comentário