domingo, 24 de maio de 2020

Jesus conforme o Mormonismo

Introdução

Muitos acreditam que os Mórmons sejam de fato, um grupo cristão comum, que vivam de acordo com os preceitos Bíblicos e que vivam suas vidas á serviço do Reino de Deus, servindo á Jesus, como outros grupos o fazem. Todavia, poucos sabem o que realmente esta seita ensina, que embora falem de um Jesus aos homens, aos abordarem para “evangelizar”, estão proclamando um Jesus totalmente oposto ao que as Escrituras revelam, numa simples consulta fica notório o quanto os mórmons distorcem à verdade, levando desta forma muitas vidas para longe do conhecimento do verdadeiro Deus. Nem sempre determinado grupo que possui uma Bíblia em mãos, estará fazendo a utilização correta dela, alguns se enganam com isso. Por esse motivo, analise os pontos aqui destacados, conheça o Jesus do Mormonismo, após a leitura, poderemos refutar qualquer ensino Herético deste grupo, que tem ganhado terreno em nosso país. O propósito deste documento é de lhe fazer conhecer o Jesus mórmon, que em nada se parece com o das Escrituras.

Um Jesus que nasceu de forma natural

Um dos pré requisitos relatados no Antigo Testamento quanto ao nascimento do Messias, conforme a profecia do profeta Isaías, era que seria necessário que ele nascesse por meio de uma virgem, isto seria um sinal da parte de Deus para o seu povo, vejamos: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14), o cumprimento deste prenuncio era de vital importância, para a nação de Israel, atestando desta maneira a fidelidade de Deus em cumprir na integra sua palavra. Para que isso viesse acontecer, seria necessário uma ação sobrenatural da parte de Deus, uma vez que não haveria qualquer cooperação por parte do homem, ou seja, seria uma ação exclusivamente divina e assim foi.
 Todavia, esta realidade é desprezada no mormonismo, de maneira que na compreensão mórmon, Jesus não nasceu por meio de uma operação por parte do Espirito Santo, conforme o relato: “Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai tinha gerado, á sua própria semelhança, Jesus não foi gerado pelo Espirito Santo” (“Journal of Discourses” vol.1, april 9, 1852-p. 50, Brigham Young – “Were does it say that?”, edição 1982, bob White). E não parou por aí, ainda dentro desta temática, Young declarou o seguinte: “O nascimento do Salvador foi tão natural quanto o dos nossos filhos, foi o resultado de uma ação natural. Ele participou da carne e sangue-e foi gerado por seu Pai, assim como nós somos gerados por nossos pais” (“Journal of Discourses” vol.8, edição 1860-p. 115, Brigham Young – “Were does it sap that?”, edição 1982, p. 4-4, bob White). Esta insanidade só ocorre pelo fato de os mórmons acreditarem que o Pai possui um corpo físico de carne e osso, o que contraria o ensino de Jesus, de que Deus é Espirito (Jo 4.24). Este pensamento não é de particular interpretação de Young, longe disso, outros apóstolos mórmons ensinaram esta doutrina, assim falou certa vez um apóstolo chamado Bruce McConkie: “Cristo foi gerado pelo Pai Imortal, do mesmo modo que os homens mortais são gerados por seus pais” (“Mormon doctrine”, edição 1979-p.547. Editora bookcraft, Bruce R. McConkie). De acordo com um dos livros considerados no mormonismo como inspirados, a saber, o livro de Mórmon, o local do nascimento de Jesus deveria ocorrer em Jerusalém, pois seria o local dos antepassados (Alma 7.10), tal ensino demonstra-se desprovido de conhecimento Bíblico, pois a profecia apontava a cidade de Belém de Judá, como o local escolhido: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2). Este cumprimento ocorre integralmente no nascimento de Jesus: “E tendo Jesus nascido em Belém de Judeia, nos dias do rei Herodes” (Mt 2.1).
Ora, evidentemente que esta doutrina não passa de uma heresia, pois posiciona-se de maneira contrária á Palavra de Deus, pois nela vemos que: Jesus cumpriu a profecia de Isaías (Mt 1.22,23), Maria era virgem (Mt 1.25), não houve conjunção carnal nesta ação, mas sim uma obra do Espírito Santo (Mt 1.20). Portanto, diante das evidências, registradas nas páginas das Escrituras é inquestionável tal verdade, de que Jesus nasceu duma virgem, através de uma obra do Espirito Santo. Apesar de que no Mormonismo tal ensino não tenha espaço, ainda assim esta é uma doutrina Bíblica que expõe o quão herética é a Seita Mórmon, que ensina um Jesus falso e tenta denegrir a autenticidade da Palavra de Deus.

Um Jesus casado e Polígamo

Que os mórmons são doutores em distorcer as Escrituras já ficou evidente diante do que já foi exposto, em suas tentativas de realizar uma exegese Bíblica, cometem comentários chocantes, não sendo o caso de má interpretação, mas sim verdadeiras blasfêmias, insultos que soam como tentativa de macular o caráter de Jesus, lhe atribuindo pecados, uma verdadeira agressão á Sua Santidade.
Brigham Young, sucessor de Smith, fazendo uma analise no texto de João capítulo 2 no episódio, em que de acordo com o Texto, Jesus fora convidado para um casamento, junto com seus discípulos e sua mãe, realizando alí o primeiro registro de seus muitos milagres, este homem teve o atrevimento de asseverar que aquele casamento era do próprio Jesus, na verdade, este seria um dos muitos casamentos que Jesus tinha. Ainda de acordo com Young, as duas irmãs de Lázaro, a saber, Marta e Maria também eram esposas de Jesus, assim como Maria Madalena, observe: “Jesus Cristo foi polígamo: Marta e Maria, as irmãs de Lázaro eram pluralistas, e Maria Madalena era outra. Também a festa nupcial de cana da Galiléia, onde Jesus transformou a água em vinho, realizou-se por ocasião de um dos seus casamentos” (Brigham Young, Wife, nº19, 384).
Este pronunciamento de Young além de herético é também diabólico, pois somente uma pessoa usada por Satanás intentaria imputar em Jesus algum pecado. Não há nenhum cabimento supor que as bodas de Caná, seria o matrimônio de Jesus, pois o Texto diz:”E ao terceiro dia, fizeram-se uma bodas em Caná da Galiléia; e estava alí a mãe de Jesus. E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas” (Jo 2.1,2), ora o noivo teria sido convidado para seu casamento? Não faz qualquer sentido. Além disso seria um desvairamento imaginar que Marta e Maria de Betânia fossem esposas de Jesus, não há nenhuma menção disto nas Escrituras, o mesmo ocorre com relação a Maria Madalena, que foi uma seguidora de Jesus, após o Senhor ter expulso sete demônios dela (Lc 8.2;Mc 16.9).
O que se percebe nesta infeliz doutrina mórmon, é uma tentativa de desqualificar a pessoa de Jesus, rebaixando-o a um deus de segunda categoria, indigno de receber adoração. Por outro lado, a Bíblia deixa claro a integridade moral de Jesus, Sua Santidade e Sua Divindade.
Dizer que Jesus era polígamo e adúltero, por possuir muitas mulheres, é afirmar que Ele pecou, mas não é isso que lemos nas Escrituras:
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15);
“Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele fossemos feitos justiça de Deus” (Hb 5.21).

Um Jesus irmão de Satanás

De acordo com o ensino praticado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, Jesus tem um irmão, denominado Lúcifer. Isto mesmo, os mórmons ensinam que Lúcifer é irmão de Jesus e que ele tentou ser o redentor da Humanidade, analise: “A posição de Cristo como Salvador do mundo, por um dos outros filhos de Deus. Ele era chamado Lúcifer...Este espírito irmão de Jesus tentou inutilmente tornar-se o salvador da humanidade (“The Gospel Throught the ages”, edição 1945 – p.15). De acordo com os mórmons, esta parentela ocorre pelo fato de Jesus possuir uma mãe celestial e assim ser irmão de Lúcifer (APOLOGÉTICA, 2015, p.150).

Esta doutrina não passa de um devaneio por parte do homem, pois não existe nenhuma evidencia Bíblica de que Jesus possua alguma mãe espiritual e que seja irmão de Satanás. Não há nenhuma possibilidade de isso acontecer, pois Jesus é criador e Satanás é criatura, como poderia a criatura ser irmão daquele que o criou? Sem sentido. As escrituras nos mostram que em Jesus todas as coisas foram criadas: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17). Podemos destacar ainda as palavras registradas pelo evangelista de João: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).  Se tudo foi Criado nele, isto inclui o próprio Lúcifer.

Diversas citações Bíblicas fazem referência a Jesus como o Unigênito filho de Deus, vejamos::
“E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14);
“Deus nunca foi visto por alguém. O filho unigênito, que está no seio do Pai, o fez conhecer” (Jo 1.18);
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquê não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.16,18);
“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9).
Diante dos textos expostos, aniquila-se qualquer hipótese de que Deus tenha outro filho além de Jesus, muito menos o diabo.
É necessário ainda frisar que em nenhuma passagem vemos o próprio Deus referindo-se á Lúcifer como seu filho e sim com Jesus (Mt 3.17; Mc 1.11; 9.7 ; Lc 9.35).  Quanto a idéia de que Lúcifer intentou ser o redentor do homem é uma blasfêmia, pois a Palavra nos diz que: “O cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).

Um Jesus que é perigoso ter comunhão

De acordo com o ensino mórmon, possuir algum tipo de intimidade com Jesus, pode ser algo perigoso, de modo, que o homem não deve envolver-se a ponto de o adorá-lo ou dirigir sua oração a Ele, pois pode levar o homem á depressão: “Um relacionamento pessoal especial com Cristo, além de impróprio é perigoso. Por que este curso, particularmente na vida de pessoas espiritualmente imaturas é um passatempo religioso que leva a atividade prejudicial de santidade. Em outros casos, conduz a depressão. Outro perigo é esses envolvidos muitas vezes começarem a orar diretamente a Cristo por sentirem uma amizade toda especial por eles” (“Vinde a Cristo”, edição 1984-p.47). Ora, para o mórmon aproximar-se de Cristo, com o propósito de possuir um relacionamento pessoal é algo danoso, inclusive a saúde física, podendo causar inclusive depressão, no candidato. 
            O ensino mórmon mais uma vez demonstra-se divergente às Escrituras, pois elas nos estimulam á buscarmos um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Paulo disse: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. (Gl 2.20).
Aproximar-se de Jesus não é perigoso, o que faz mal é aproximar-se do pecado, é algo que está inevitavelmente interligado, quanto mais próximo o homem estiver de Jesus mais distante estará do pecado, e quanto mais próximo do pecado permanecer, mas longe estará de Jesus.
Quanto á oração dirigida à Jesus, o próprio Mestre deixou este ensino aos seus discípulos: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13,14).

Conclusão  

Portanto o Jesus ensinado no Mormonismo é totalmente oposto ao das Escrituras, afirmar que os mórmons servem a Jesus é uma falsidade, pois sua perspectiva quanto à pessoa de Cristo é duvidosa, um  Jesus que não pode ser considerado o mesmo dos cristãos. Quanto a isso o apóstolo já havia deixado a igreja de Corinto de sobreaviso, e este conselho de rompe a barreira dos anos e ecoa para nossos dias como um alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim sejam também de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes com razão o sofrereis” (2Co 11.3,4).  

 Por 
Edson Moraes


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