Ao levantar
informações sobre homens que marcaram a história humana a lista será extensa e
diversificada em várias áreas, porém nenhum dos nomes que possa ser citado será
tão falado, ensinado e copiado quanto o de Jesus Cristo tem sido desde seu
advento ao mundo. Sua história escrita a mais de 2.000 anos, de existência
continua impactando pessoas em todo o mundo.
O
nascimento do Messias (o Redentor prometido por Deus aos Israelitas para
redimi-los) fazia parte do plano da promessa salvadora redigido por Deus para
redimir não só Israel, mas todo o mundo, plano este que ao longo da história
foi sendo discorrido e revelado cumprindo-se a promessa edênica feita a Eva:
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu
descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15.
ARA ).
Walter C. Kaiser Jr em seu livro
“O plano da promessa de Deus” relata com clareza essa verdade:
O plano da
promessa é a palavra declarada por Deus, primeiramente a Eva e depois ao longo
de toda história, principalmente aos patriarcas e a linhagem de Davi, de que
Deus estaria continuamente, por meio de sua pessoa e em seus feitos e obras (em
Israel e através de Israel e, mais tarde, na igreja), realizando seu plano
redentor como meio de manter aquela palavra prometida viva para Israel e, dessa
forma, para todos os que viessem a crer subsequentemente. Todos os que
pertenciam àquela semente da promessa foram chamados a ser luz de todas as
nações, para que todas as famílias da terra chegassem à fé e nova vida pelo
Messias (2011, p. 16).
O cristianismo
não existiria sem O Cristo. Mas quem é esse protagonista cuja história mudou
para sempre o mundo? James Rochford
escreve em seu artigo Jesus existiu?
“exemplos de céticos como, Christopher Hitchens que escreveu sobre a
“existência altamente questionável de Jesus” [2007, p. 114] e Bertrand Russell”
[1957, p. 16] que escreveu: “Historicamente é bastante duvidoso se Cristo
existiu alguma vez, e se ele não soubesse nada sobre ele”. Seguindo seus passos, muitos ateístas
sustentam o mito - a noção de que Jesus era apenas um mito criado pela igreja
primitiva. Mas qual é a evidência da existência de Jesus de Nazaré? O mundo foi
mudado por um homem ou por um mito? Os céticos estão corretos? Quem é Jesus?
O
Novo Testamento faz o relato dessa existência, porém questionada pelos céticos
por ser de fonte religiosa, o uso de relatos de testemunhas hostis de fora do
Novo Testamento serve de respostas a essas perguntas. Ainda em seu artigo James
Rochford cita Van Voorst onde afirma que Tácito é “geralmente considerado o
maior historiador romano” (2000, p. 39). No livro 15 e no capítulo 44 de seus
Anais, ele relata a perseguição do imperador Nero aos cristãos em Roma (64 d.C.).
Consequentemente,
para se livrar do relatório, Nero prendeu a culpa e infligiu as torturas mais
requintadas em uma classe odiada por suas abominações, chamadas cristãos pela
população. Christus, de quem o nome teve sua origem, sofreu a penalidade extrema
durante o reinado de Tibério nas mãos de um dos nossos procuradores, Pôncio
Pilatos, e uma superstição muito travessa, assim verificada por enquanto,
estourou novamente não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas mesmo em
Roma, onde todas as coisas hediondas e vergonhosas de todas as partes do mundo
encontram seu centro e se tornam populares. Assim, foi feita uma prisão de
todos os que se declararam culpados; então, após sua informação, uma multidão
imensa foi condenada, não tanto pelo crime de demitir a cidade quanto de ódio
contra a humanidade. Zombarias de todo tipo foram adicionadas às suas mortes.
Cobertos com peles de animais, eles foram rasgados por cachorros e morreram, ou
foram pregados em cruzes, ou foram condenados às chamas e queimados, para
servir como uma iluminação noturna quando a luz do dia tinha expirado. Nero
ofereceu seus jardins para o espetáculo e estava exibindo um espetáculo no
circo enquanto ele se misturava com as pessoas com o vestido de um cocheiro ou
ficava no alto de um carro. Assim, mesmo para os criminosos que mereciam
punição extrema e exemplar, surgiu um sentimento de compaixão; pois não foi, ao
que parece, para o bem público, mas sim para o excesso da crueldade de um homem
que eles estavam sendo destruídos (ROCHFORD. Recuperado de:
http://christianapologeticsalliance.com/…/did-jesus-exist-…/.
Acessado em: 22/09/2019).
Outra fonte onde a relatos sobre
Jesus está registrada é em uma carta enviada ao Imperador Trajano pelo
Governador Plínio o jovem, da Bitínia, Josh McDowelI em seu livro Evidencias
que exige um veredito, descreve:
Plinio
Governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.) Plínio escreveu ao imperador
Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos. Na carta ele
explicava que vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas. Eram tantos
os que estavam sendo mortos que tinha dúvidas se deveria continuar matando
todos os que se descobrisse serem cristãos ou apenas determinados cristãos. Ele
explicou que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano.
Prossegue dizendo que ele também "os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não
se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer". Na mesma carta ele
fala das pessoas que estavam sendo julgadas: "Eles afirmavam, no entanto, que
sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do
amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsiva mente os
versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns
aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não
adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a
fazê-lo" (Epístolas X.96). (MCDOWELL, 1996, p.80).
Mais uma fonte a ser citada é o historiador
Judeu Flávio Josefo (37-100 d.C), um fariseu judeu e comandante militar que
havia sido capturado pelos romanos antes da queda do Templo em 70 d.C. depois
de ser feito prisioneiro, ele começou a trabalhar como historiador da corte
para o imperador Vespasiano. James Rochford em seu artigo Jesus exitiu cita
escritos do historiador Flavio Josefo
dando informações importantes acerca de
Jesus.
Os juízes do
sinédrio trouxeram diante deles um homem chamado Tiago, o irmão de Jesus que
foi chamado de Cristo, e alguns outros. Ele os acusou de transgredirem a lei e
os entregou para serem apedrejados. Aqueles dos habitantes da cidade que foram
considerados os mais justos e que eram rigorosos na observância da lei ficaram
ofendidos com isso. (ROCHFORD,
recuperado de: http://christianapologeticsalliance.com/…/did-jesus-exist-
Acessado em: 22/09/2019).
James Rochford
ainda em seu artigo faz observações quanto ao escritos de Josefo o quanto ele
demonstra que Tiago era o irmão de Jesus e que Tiago foi para a morte por
acreditar em seu irmão Jesus. Ao verificar os escritos bíblicos no Novo
Testamento é comprovado a não aceitação de Tiago á seu irmão Jesus e
posteriormente sua decisão em acreditar que seu irmão era quem dizia ser, os
relatos bíblicos e os relatos do historiador Josefo se unem para afirmar acerca
de Jesus Cristo. O artigo de James Rochford traz mais acréscimos com seus
relatos acerca de Jesus por Flavio Josefo.
Agora, havia
nessa época Jesus, um homem sábio, se é lícito chamá-lo de homem. Pois ele era
alguém que fez feitos surpreendentes... Ele era o Cristo... Ele apareceu para
eles novamente vivo no terceiro dia, como os profetas divinos haviam predito
estas e outras dez mil coisas maravilhosas a respeito dele. (ROCHFORD
recuperado de:
http://christianapologeticsalliance.com/…/did-jesus-exist- Acessado em:
22/09/2019).
Essas são
algumas das muitas fontes que comprovam historicamente a existência de Jesus
Cristo. Em seu livro: “A existência de Deus e os ateus: uma apologética com
diálogo” o teólogo Walson Sales (2016, p. 119) faz citação do historiador Paul
L. Maier que menciona que; “existem mais evidências de que Jesus de Nazaré
certamente existiu do que para a maioria das figuras famosa do passado antigo”.
Ele diz que “as evidências são de dois tipos: interna bíblica e externa cristã,
judaica, secular, arqueológica e histórica”. O teólogo Walson Sales continua
dizendo que em ambos os casos, segundo Paul L. Maier, que as evidências são tão
avassaladoras, tão absolutas que somente um raso intelecto ousaria negar a
existência de Jesus.
Walson Sales ainda continua a
citar o historiador Paul L. Maier dizendo:
Só para termos
uma ideia das evidências internas, ele diz que, ao lado das muitas predições
messiânicas no Antigo Testamento, nenhum dos quatro evangelhos ou dos outros
vinte e três documentos do Novo Testamento fariam um pingo de sentido se Jesus
nunca tinha existido. (SALES 2016, p. 119)
O nome Jesus é
derivado da forma grega “Yeshua” ou Josué, que significa “Jeová Salva” ou “o
Senhor Salva”. O título Cristo é derivado da palavra grega para Messias (do
hebraico Meshiach, conforme Dn 9.26), que significa o “o Ungido”. O único que
possui tal autoridade é Deus, Jesus é Deus e para muitos essa verdade é
absurda. Josh McDowell em seu livro “Mais que um carpinteiro” relata o quanto
as pessoas se irritam quando se menciona o nome de Jesus e por que os nomes de
Buda, Maomé ou Confúcio não ofendem tanto quanto o nome de Jesus:
Creio que isso
acontece porque esse outro lidere religioso não alegaram ser Deus. Essa é a
grande diferença entre Jesus e os demais. Não demorou muito para as pessoas que
conheceram Jesus perceberem que aquele carpinteiro de Nazaré fazia declarações
surpreendentes sobre si mesmo. Ficou patente que tais reivindicações o
identificavam como muito mais que um simples profeta ou mestre. Era óbvio que
ele afirmava ser Deus. Ele se apresentava como o único caminho para a salvação
e a única fonte de perdão dos pecados- coisas que aquelas pessoas sabiam que só
Deus podia afirmar (MCDOWELL, 2012 pp. 18,19).
Em seu livro
“Evidência que exige um veredito” Josh McDowelI escreve que Jesus considerou de
fundamental importância quem as pessoas acreditavam que Ele era. Ele cita C. S.
Lewis, que foi professor na Universidade de Cambridge e, outrora, um agnóstico,
que escreveu:
Estou aqui tentando evitar que alguém diga
aquela grande tolice que frequentemente se diz a respeito dEle: 'Estou pronto a
aceitar Jesus como um grande mestre de ensinos éticos, mas não aceito a
afirmação que fez de que era Deus'. Isso é o que não devemos dizer. Um homem
que fosse um simples homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não
seria um grande mestre de ensinos éticos. Seria um lunático — estando em pé de
igualdade com o homem que diz o mesmo de Napoleão ou, então, seria o Diabo
vindo do inferno. Você precisa tomar uma decisão. Ou esse homem era e é o Filho
de Deus, ou, então, era um louco ou algo pior". (MCDOWELL, 1996, p. 96).
Josh McDowelI também cita F. J.
A. Hort que escreveu:
Suas palavras
eram de tal forma pronunciamentos e parte integrante de Si mesmo que não fariam
qualquer sentido se fossem tomadas como afirmações abstratas de verdade ditas
por Ele na qualidade de um oráculo ou profeta divino. Faça com que Ele deixe de
ser o assunto fundamental (embora possa ser o derradeiro) de cada afirmação e
todas elas caem por terra (MCDOWELL, 1996, p. 96).
A crença de
que Jesus Cristo existiu, e em sua mensagem não é algo fantasioso ou criado é
verdadeiramente comprovado pelos relatos bíblicos e extra bíblico, Ele não é um mito.
Muitos céticos
negam, porém, os relatos bíblicos, a história, a arqueologia afirmam sua
existência. Ele tem influenciado a humanidade em todos os seus aspectos, moral,
ético, social e espiritual.
Ainda em seu
livro “Evidência que exige um veredito” Josh McDowelI cita William Lecky, que
segundo Josh McDowelI é um dos mais renomados historiadores da Grã-Bretanha e
um esforçado opositor do cristianismo organizado, que escreveu no livro
“History of European Morais from Augustas to Charlemagne” (História da Moral
Européia de Augusto a Carlos Magno):
Ao
cristianismo esteve reservado o papel de apresentar ao mundo uma ideia sublime,
a qual, através de todas as mudanças de dezoito séculos, tem inspirado os
corações dos homens com um amor dominador; tem demonstrado capacidade de agir
em todas as épocas, em todas as nações, em todos os temperamentos e em todas as
condições; tem sido não apenas o mais elevado padrão de virtude, mas também o
mais forte incentivo à prática desse padrão... O simples registro desses três breves
anos de vida ativa tem feito mais para regenerar e enternecer a humanidade do
que todos os discursos dos filósofos e todos os sermões dos moralistas
(MCDOWELL, 1996, p. 98).
Jesus tem sido o nome mais falado do mundo
suas mensagens tem sido a regra e estilo de vida para muitas pessoas ele tem
sido a fonte de inspiração para muitos escritores a quantidades de livros
escritos no que se diz respeito a sua pessoa é espantoso, Ele é a fonte
inspiradora para compositores e artistas, é o motivo de construções de milhares
de igrejas em sua honra.
Estima-se que
existam entre setenta e cem milhões de pessoas só nos EUA que acreditam nessa
história, e quase mais de dois bilhões em todo o mundo. A maioria dessas
pessoas não só está convencida de que ela é verdadeira, mas chegam a ponto de
apostar seus destinos eternos nela, entre as estimadas mais de 13 bilhões de
pessoas que viveram na terra desde os primeiros registros da história, por que
um com o nome de Jesus Cristo chamou tanto a atenção – mais atenção
inquestionável que qualquer outra pessoa? O mundo sempre foi, é e será
fascinado por Jesus. Mas por quê? Antes de tentarmos responder a essa questão,
vamos considerar os fatos: ele serviu como a inspiração para mais livros, mais
músicas e mais obras de artes do que qualquer outra pessoa na história. Milhões
de igrejas em todo mundo foram construídas em sua honra. Nosso calendário foi
determinado de acordo com seu nascimento. Os dois maiores feriados celebrados
em todo mundo a cada ano, Natal e Páscoa, comemoram seu nascimento e
ressurreição. Quase todo mundo que já viveu neste planeta durante os dois
últimos milênios ouviu falar dele. Pode-se falar o mesmo de alguma outra
pessoa? (LAHAYE, 2009, pp. 9,10 apud MCDOWELL).
É possível
observar que Jesus Cristo se sobressai na história e assim sua influência é
notória, ele é o centro e o âmago da Bíblia, centro e âmago da história, ele é
o tema central das Escrituras.
No Antigo
Testamento Deus preparou todo o cenário para sua vinda, no Novo testamento essa
vinda se cumpre, mostrando o impacto da sua vida e das suas ações sobre a
sociedade da época e sobre os séculos posteriores e continua atualmente.
Por Ruanna Pereira
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