domingo, 31 de maio de 2020
Propósitos e características dos anjos
Os anjos são seres criados por Deus, estando à Seu serviço, para cumprir seus propósitos, possuindo ainda a incumbência de servir aos servos do Senhor, pois de acordo com as Escrituras são eles “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação” (Hb 1.14). Embora a etimologia de seu nome remeta a mensageiro, os anjos são enviados por Deus com outras finalidades, visto que encontramos na Bíblia sua ação para: dar livramento ao servo de Deus (Sl 34.7); executar um juízo divino (Is 37.36) e obviamente, trazer uma mensagem da parte do Senhor (Dn 10.12). Vemos uma boa exposição das ações dos anjos em diversas oportunidades: “Outros exemplos incluem os anjos diante do túmulo de Jesus (Mt 28.2-7; Mc 16.5-7; Lc 24.4-7; Jo 20.11-13), e o livramentos dos apóstolos pelos anjos (At 5.18-20; 12.7-10; 27.23-26). Um anjo também deu orientação a Felipe, por que Deus vira a fé e o desejo do eunuco etíope, e queria que este se tornasse herdeiro da salvação (at 8.26). Foi também um anjo que levou a mensagem de Deus a Cornélio, para que este fosse salvo (At 10.3-6). Tais intervenções são ministérios da palavra de Deus” (HORTON, 2015, p. 198-199).
Muitas são as especulações que no curso da história foram criadas acerca destes seres, a genialidade humana traça aspectos belíssimos, tais como: seres de olhos azuis, cabelos encaracolados, trajando armadura de guerreiro, entre outras características. Alem de diversos nomes, a saber: Ariel, Rafael, Hazael, Raniel, Miguel, Gabriel e assim por diante. Apenas os dois últimos são mencionados nas Escrituras, quanto aos demais não passam de conjecturas humanas.
Não sabemos a quantidade dos anjos na esfera celestial, a certeza que temos é que são muitíssimos, uma vez que em Hebreus lemos “muitos milhares” (Hb 12.22) e em Apocalipse “milhões de milhões e milhares de milhares” (Ap 5.11), além disso ao ser preso pelos seus algozes, Jesus apóia a idéia de um número mui grande de anjos no céu “Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53). De acordo com alguns interpretes, a idéia de legião neste Texto está associada à legião romana, onde uma legião equivale á seis mil soldados, logo doze legiões seriam setenta e dois mil anjos, na fala de Jesus.
Diante do exposto, podemos entender a funcionalidade dos anjos, no tocante á submissão de cumprir os propósitos de Deus. Vejamos agora algumas características destes seres:
1 – Os anjos são superiores aos homens. Sua natureza está muito acima da natureza do homem (Sl 8.5), entretanto os anjos são inferiores á Jesus, por esta razão lhe prestam adoração (Hb 1.6).
2 - Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis.Sabemos que os anjos são espíritos (Sl 104.4; Hb 1.7), mas em determinadas situações que se faz necessário, Deus lhes concede visibilidade. Vemos nas Escrituras em que a presença de um anjo estava no lugar onde os humanos não viam-no (Nm 22.21-35), em contrapartida há situações em que será possível vê-los (Jz 2.1-4; Mt 1.20-25; Mc 16.5; Lc 24.4-6; At 5.19). Ademais é possível que os anjos sejam vistos sem serem reconhecidos (Hb 13.2).
3 - Os anjos adoram, mas não devem e não aceitam ser adorados (Ap 19.10). Embora sendo seres superiores aos homens, os anjos não aceitam adoração, na realidade seu desejo é adorar a Deus, por essa razão eles correspondem com adoração e louvor a Deus (SI 148.2; Is 6.1-3; Lc 2.13-15; Ap 4-6-11; 5.1-14) e a Cristo (Hb 1.6).
4 - Os anjos servem, mas não devem ser servidos. Como vimos suas ações estão sob o direcionamento de Deus, que os envia para auxiliar os humanos, sobretudo aos fieis (Êx 14.19; 23.23; 32.34; 33.2-3; Nm 20.16; 22.22-35; Jz 6.11-22; 1 Rs 19.5-8; SI 34.7; 91.11; Is 63.9; Dn 3.28; At 12.7-12; 27.23-25; Hb 13.2). O fato primordial para sabermos que eles não devem ser adorados é que se assemelham aos cristãos num aspecto muito importante: são também servos de Deus (Ap 22.9).
5 - Os anjos acompanham a revelação, mas não a substituem total ou parcialmente. Deus os emprega, mas não são o alvo da revelação divina (Hb 2.2ss.). No inicio da igreja primitiva Paulo combateu uma heresia que se levantou num "pretexto de humildade e culto dos anjos" (Cl 2.18). Este ensino errôneo defendia a superioridade angelical em detrimento ao homem, dessa forma o ser celestial intercederia pelo homem diante de Deus. Paulo respondeu a essa heresia com um hino que glorifica a Cristo que é a fonte da nossa glória futura (Cl 3.1-4).
Embora nos dias hodiernos, um grupo heterodoxo, que alega ter recebido um complemento a revelação, encaixa-se perfeitamente ao grupo combatido por Paulo em Colossos, estamos falando do mormonismo.
6 - Os anjos sabem muitas coisas, mas não tudo. O conhecimento e compreensão que possuem não é algo intrínseco, natural ou inerente, mas sim algo concedido por Deus. Mesmo possuindo uma sabedoria vasta (2 Sm 14.20), ainda assim é limitado, algumas coisas pertencentes aos mistérios de Deus, não são do conhecimento dos anjos: Não sabem o dia da segunda vinda de nosso Senhor (Mt 24-36) nem a plena magnitude da salvação dos seres humanos (1 Pe 1.12).
7 - O poder angelical é superior, mas não supremo. O poder exercido pelos anjos também são conferidos por Deus. Por essa razão, os anjos são frequentemente usados em poderosos livramentos (Dn 3.28; 6.22; At 12.7-11) e curas (Jo 5.4). E um anjo sozinho lançará o principal e mais poderoso inimigo dos cristãos no abismo, e o trancará ali durante mil anos (Ap 20.1-3).
Portanto estes seres incríveis, criados por Deus estão sob seu comando para cumprir com seus desígnios, beneficiando os que hão de herdar a salvação.
Por
Edson Moraes
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