Ao buscar na história padrões de moralidade entre os povos antigos que sirva de base para ao que conhecemos por moralidade hoje, não se terá êxito Kenned e Newcombe vai dizer: “Os antigos judeus eram cercados por sociedades pagãs que adoravam os deuses Moloque, Baal, Astarote (esposa de Baal) Anate e outros” (2003, p. 207). Os sacrifícios oferecidos a esses deuses eram seus próprios filhos, homens e mulheres se prostituíam em seus templos em adoração, a depravação fazia parte do dia dia desses povos pagãos.
As atitudes civilizadas que temos em nossa sociedade são objetos da herança judaico-cristã.
Sob vários aspectos, seria justo dizer que o cristianismo não inventou uma visão de moralidade; em vez disso elevou a visão do antigo testamento. O código moral do cristianismo é baseado no judaísmo e nos Dez Mandamentos, os quais nos deram o credito de retidão até hoje. Como Abraham Lincoin disse, a Bíblia é a maior dadiva de Deus concedeu ao homem; Sem levá-la em conta, não saberíamos diferenciar o certo do errado. O judaísmo deu ao mundo uma visão muito mais elevada da moralidade, do que se conhecia anteriormente Jesus Cristo pegou essa base judaica, expandiu-a, e mandou-a por todo o mundo. (KENNED, 2003, p.206).
A contribuição dos gregos para a sociedade foi muito positiva em vários aspectos, porém, no que se diz respeito à moralidade não se pode afirmar que ouve contribuição. Na época de Jesus a filosofia grega havia mergulhado em um abismo sem fim Kenned e Newcombe vai dizer: “O epicurismo, a filosofia do momento era simplesmente uma deliberada cultura de sensações, o pleno desfrutar de todos os estímulos que podiam ser experimentados” (2003, p. 206).
O código de ética ensinado pelos mestres filósofos é repulsivo para a sociedade atual, perversões sexuais, infanticídio, aborto, escravidão. Roma era caracterizada por sua crueldade e tirania um exemplo um de seus imperadores Nero.
Vejamos então:
Ele havia recebido o que havia de melhor na educação filosófica pagã e, ainda assim, degenerou para torna-se um dos piores homens que a mente poderia conceber. Muitas vezes frequentava bordeis disfarçado. Praticava, como diz um historiador “indecências em garotos [...] batendo, ferindo, assassinado. Ele teve uma amante com a qual queria ter um romance, mas sua esposa se opôs. O que fazer em caso como esse (interrogação) Bem, isso deveria ser óbvio para qualquer pessoa: você simplesmente mata sua esposa – e foi o que ele fez. Mas sua mãe se opôs. Portanto você mata sua mãe [...] A seguir, casou-se com sua amante. Mas um dia está cometeu o triste erro por ter chegado tarde das corridas. Estava nos últimos meses de gravidez e Nero a chutou no estomago, matando-a com a criança. (KENNED, 2003, p.209).
Dentro dessa realidade que Jesus Cristo aparece em um mundo lascivo e imoral. O impacto do cristianismo nos primeiros cristão foi profundo seu padrão moral era muito elevado no que se diz respeito à dos pagãos.
O quadro geral da moral cristã neste período é de piedade, lealdade mútua, fidelidade conjugal, além de uma enorme felicidade na posse de uma fé confiante. O jovem Plínio [um pagão] foi obrigado a relatar a Trajano [outro pagão imperador] que os cristãos levavam vidas pacificas e exemplares. Galeno [ainda outro pagão] os descreveu como “tão desenvolvidos na autodisciplina e [...] no intenso desejo de alcançar excelência moral, que não são de forma alguma inferiores aos verdadeiros filósofos. (KENNED 2003, p. 211).
O cristianismo fez pelo mundo mais do que qual quer outra religião ou ideologia. O cristianismo se discriminou na sociedade greco-romana e expandiu alcançado tribos bárbaras humanizando esses povos.
Vejamos então:
Nos séculos IX e X, os vikings, que eram saqueadores e aventureiros, aterrorizaram grande parte da costa da Europa em busca por pilhagem. Plantavam suas safras na primavera, a seguir saíam em incursões, invadindo territórios inimigos, e retornavam para a colheita. Os cristãos, nas terras saqueadas, oravam: “Deus, salve-nos dos noruegueses [vikings]”. Instituições religiosas (por exemplo, monastérios) foram alvos especialmente favoritos dos vikings, por que muitas vezes guardavam tesouros e eram defendidos de forma precária. Os vikings pilhavam, estupravam e matavam, homens, mulheres e até mesmo crianças; e. de forma metódica incendiavam o que restava. Seus guerreiros, os “berserkers”, eram tão ferozes na batalha, que nossa palavra “berserk” [ furioso] originou-se deles. O que transformou esse grande flagelo da humanidade? Jesus Cristo. (KENNEDY 2003, p.214).
Muitas tribos canibais foram alcançadas pelo cristianismo e suas atitudes foram mudadas. O trabalho de milhares de missionários no mundo todo ao longo das décadas tem socializado muitas pessoas. O empenho de homens e mulheres que dedicaram suas vidas a levar Cristo revolucionou o mundo: “Se Jesus não tivesse vindo?” (KENNEDY, 2003, p. 221).
Como seria o nível de moralidade existente? Provavelmente nenhum. Infelizmente atualmente principalmente no ocidente onde a influência cristã tem sido forçada a recuar, percebe-se um retorno à realidade do mundo como era antes do cristianismo. Noticiários anunciam a todo instantes assassinos invadindo escolas, pais e mães matando seus filhos e vice e vessa, o posicionamento quanto ao aborto como algo normal e correto a ser feito, roubar, enganar, mentir etc.
O padrão moral para ser seguido que permeia é uma moralidade individual onde o que importa são, seus desejos e vontades pessoais o que é certo ou errado não precisa passar pelo crivo de alguém tudo isso produto do distanciamento do homem de Deus e a recusa de viver a moralidade estabelecida por ele.
Por Ruanna Pereira
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