domingo, 24 de maio de 2020

Um mundo não civilizado

Ao buscar na história padrões de moralidade entre os povos antigos que sirva de base para ao que conhecemos por moralidade hoje, não se terá êxito Kenned e Newcombe vai dizer: “Os antigos judeus eram cercados por sociedades pagãs que adoravam os deuses Moloque, Baal, Astarote (esposa de Baal) Anate e outros” (2003, p. 207). Os sacrifícios oferecidos a esses deuses eram seus próprios filhos, homens e mulheres se prostituíam em seus templos em adoração, a depravação fazia parte do dia dia desses povos pagãos. 
As atitudes civilizadas que temos em nossa sociedade são objetos da herança judaico-cristã.

Sob vários aspectos, seria justo dizer que o cristianismo não inventou uma visão de moralidade; em vez disso elevou a visão do antigo testamento. O código moral do cristianismo é baseado no judaísmo e nos Dez Mandamentos, os quais nos deram o credito de retidão até hoje. Como Abraham Lincoin disse, a Bíblia é a maior dadiva de Deus concedeu ao homem; Sem levá-la em conta, não saberíamos diferenciar o certo do errado. O judaísmo deu ao mundo uma visão muito mais elevada da moralidade, do que se conhecia anteriormente Jesus Cristo pegou essa base judaica, expandiu-a, e mandou-a por todo o mundo. (KENNED, 2003, p.206).

A contribuição dos gregos para a sociedade foi muito positiva em vários aspectos, porém, no que se diz respeito à moralidade não se pode afirmar que ouve contribuição. Na época de Jesus a filosofia grega havia mergulhado em um abismo sem fim Kenned e Newcombe vai dizer: “O epicurismo, a filosofia do momento era simplesmente uma deliberada cultura de sensações, o pleno desfrutar de todos os estímulos que podiam ser experimentados” (2003, p. 206). 
O código de ética ensinado pelos mestres filósofos é repulsivo para a sociedade atual, perversões sexuais, infanticídio, aborto, escravidão. Roma era caracterizada por sua crueldade e tirania um exemplo um de seus imperadores Nero.
Vejamos então:

 Ele havia recebido o que havia de melhor na educação filosófica pagã e, ainda assim, degenerou para torna-se um dos piores homens que a mente poderia conceber. Muitas vezes frequentava bordeis disfarçado. Praticava, como diz um historiador “indecências em garotos [...] batendo, ferindo, assassinado.  Ele   teve uma amante com a qual queria ter um romance, mas sua esposa se opôs. O que fazer em caso como esse (interrogação) Bem, isso deveria ser óbvio para qualquer pessoa: você simplesmente mata sua esposa – e foi o que ele fez. Mas sua mãe se opôs. Portanto você mata sua mãe [...] A seguir, casou-se com sua amante. Mas um dia está cometeu o triste erro por ter chegado tarde das corridas. Estava nos últimos meses de gravidez e Nero a chutou no estomago, matando-a com a criança. (KENNED, 2003, p.209).

Dentro dessa realidade que Jesus Cristo aparece em um mundo lascivo e imoral. O impacto do cristianismo nos primeiros cristão foi profundo seu padrão moral era muito elevado no que se diz respeito à dos pagãos.

O quadro geral da moral cristã neste período é de piedade, lealdade mútua, fidelidade conjugal, além de uma enorme felicidade na posse de uma fé confiante. O jovem Plínio [um pagão] foi obrigado a relatar a Trajano [outro pagão imperador] que os cristãos levavam vidas pacificas e exemplares. Galeno [ainda outro pagão] os descreveu como “tão desenvolvidos na autodisciplina e [...] no intenso desejo de alcançar excelência moral, que não são de forma alguma inferiores aos verdadeiros filósofos. (KENNED 2003, p. 211).

O cristianismo fez pelo mundo mais do que qual quer outra religião ou ideologia. O cristianismo se discriminou na sociedade greco-romana e expandiu alcançado tribos bárbaras  humanizando esses povos.
Vejamos então:

Nos séculos IX e X, os vikings, que eram saqueadores e aventureiros, aterrorizaram grande parte da costa da Europa em busca por pilhagem. Plantavam suas safras na primavera, a seguir saíam em incursões, invadindo territórios inimigos, e retornavam para a colheita. Os cristãos, nas terras saqueadas, oravam: “Deus, salve-nos dos noruegueses [vikings]”. Instituições religiosas (por exemplo, monastérios) foram alvos especialmente favoritos dos vikings, por que muitas vezes guardavam tesouros e eram defendidos de forma precária. Os vikings pilhavam, estupravam e matavam, homens, mulheres e até mesmo crianças; e. de forma metódica incendiavam o que restava. Seus guerreiros, os “berserkers”, eram tão ferozes na batalha, que nossa palavra “berserk” [ furioso] originou-se deles. O que transformou esse grande flagelo da humanidade?  Jesus Cristo. (KENNEDY 2003, p.214).

 Muitas tribos canibais foram alcançadas pelo cristianismo e suas atitudes foram mudadas. O trabalho de milhares de missionários no mundo todo ao longo das décadas tem socializado muitas pessoas. O empenho de homens e mulheres que dedicaram suas vidas a levar Cristo revolucionou o mundo: “Se Jesus não tivesse vindo?” (KENNEDY, 2003, p. 221).
Como seria o nível de moralidade existente? Provavelmente nenhum. Infelizmente atualmente principalmente no ocidente onde a influência cristã tem sido forçada a recuar, percebe-se um retorno à realidade do mundo como era antes do cristianismo.  Noticiários anunciam a todo instantes assassinos invadindo escolas, pais e mães matando seus filhos e vice e vessa, o posicionamento quanto ao aborto como algo normal e correto a ser feito, roubar, enganar, mentir etc.
O padrão moral para ser seguido que permeia é uma moralidade individual onde o que importa são, seus desejos e vontades pessoais o que é certo ou errado não precisa passar pelo crivo de alguém tudo isso produto do distanciamento do homem de Deus e a recusa de viver a moralidade estabelecida por ele.

Por Ruanna Pereira

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