quinta-feira, 11 de junho de 2020

Os Seis Dias da Criação e a Idade do Mundo (Pt 01)

Por Gleason L. Acher Jr

Uma leitura superficial de Gênesis cap. 1 deixa a impressão que o processo inteiro da criação levou seis dias de vinte e quatro horas cada. Se esta tivesse verdadeira intenção do autor hebreu (dedução questionável, conforme está demonstrado a seguir), estaria em contradição com a pesquisa científica moderna, que indica que o planeta terra foi criado há vários bilhões de anos. No século dezenove, a evidencia principal em favor desta extrema antiguidade (que, era, porém, computada como sendo muito menos do que é atualmente) achava-se no ritmo pelo qual a sedimentação de água depositada em tempos modernos. No Golfo do México, a sedimentação se deposita na medida de alguns poucos centímetros ao ano; mas camadas sedimentadas chegando até 9.000 metros foram achadas, indicando uma passagem de bem mais do que 100.000 anos. Isto seria válido como argumento só pela hipótese uniformitatiana, ou seja, que as forças naturais de erosão, sedimentação e ação magmática (ou vulcânica) tem operado nas eras antigas exatamente da mesma maneira que hoje se verifica. (Uniformitarianismo tem sido vigorosamente desafiado por algumas autoridades, por causa da evidência dada pelo metamorfismo termodinâmico com violentas inclinações e torções que aparecem em muitas montanhas, e em regiões que são ou eram montanhosas. A aparição de fosseis, muitos deles deixados por espécies de animais que não sobrevivem, nestes extratos sedimentados, servia como um tipo de relógio de tempo, fortalecendo-se assim a impressão de a terra der bastante antiga. A maioria dos fosseis representava gêneros que tinham desaparecido muito tempo antes da acumulação de extratos mais recentes, e, portanto, não poderiam ter sido destruídos por uma catástrofe única como era o dilúvio de Noé. (As espécies numerosas de plantas e animais que viviam nos mares, e que foram achadas em forma fossilizada, estas especialmente teriam resistido aos eleitos do Dilúvio, a não ser que a súbita mistura de água salgada cm água fresca explicaria a extinção).

O conhecimento de física nuclear, cuja expansão recente trouxe à lume um novo tipo de evidencia, isto e, o processo de decomposição dos minerais radioativos, parece confirmar a grande antiguidade da terra. Segundo os cálculos dos físicos, o urânio 238 passará, no decurso de quatro bilhões e meio de anos, por 16 estágios intermediários de decomposição (tório 234 etc.), até chegar ao chumbo 206, que é um mineral estável e não mais passível de decomposição através da radioatividade. O rubídio 87 demora sessenta bilhões de anos até se transformar pela decomposição em estrôncio 87. Fazendo um calculo da proporção do produto derivado à proporção do depósito radioativo original, é possível estimar a idade de amostra examinada.

Os geocronologistas mais recentes aperfeiçoaram as técnicas que eliminaram, em grande parte, os fatores possíveis de erro (tais como a presença do mineral derivado já na época na qual o próprio isótopo radioativo foi depositado, ou também o derrame em porções da amostra por causa da atuação aquática subterrestre). Preferem utilizar dois ou três isótopos radioativos diferentes, quando se podem achar no mesmo depósito, para assim averiguar a exatidão dos resultados computados de cada amostra em decomposição. O método Carbono 14 (um produto da decomposição do nitrogênio sob o impacto dos raios cósmicos da atmosfera superior). Depois da morte da planta ou do animal, não pode absorver mais deste Carbono 14, e aquele tanto que já tem no seu sistema paulatinamente se decompõe pela radioatividade, até formar nitrogênio 14. Este processo se desenvolve mais rapidamente, porém, num período de apenas 5.580 anos, e por este motivo é inútil datar depósitos de 30.000 anos ou mais idade.

Merece Confiança o Antigo Testamento?
Compilado por Rafael Félix.

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