Por Gleason L. Acher Jr
Yom [palavra para dia em hebraico que aparece em Gn 1]representa um dia na revelação. Isto é, em seis dias literais, ou possivelmente numa visão representativa a Moisés o drama inteiro da criação em seus dias visionários, Deus descreveu ao seu profeta o mistério de como fizera a criação, e as etapas pelas quais cumpriu a obra. Estes estágios não representam necessariamente uma sequência estritamente cronológica (sendo que a narrativa da criação dos corpos celestes é adiada até o quarto dia, depois da criação da vegetação que precisa da luz do sol para sua subsistência). Em parte, são cronológicos, e em parte, tópicos. Isto quer dizer, as várias etapas ou fases de criação são representadas segundo uma ordem lógica, em relação ao observador humano na terra. É, portanto, mais lógico descrever em primeiro lugar a superfície da terra na qual o observador ficaria em pé, antes de apresentar o sol e a lua que brilham sobre a terra e regulam as estações.
Esta interpretação é talvez sustentável sem abrir mão da infalibilidade da narrativa bíblica. Mas, se confronta com uma dificuldade séria (entre outras), que não há a mínima sugestão no texto de Gênesis 1 que seja uma visão que está sendo descrita; Lê-se como uma narrativa singela e direta: No princípio Deus criou os céus e a terra; no primeiro “dia” criou a luz; no segundo dia, separou as águas em superiores e inferiores, e assim por diante. Sendo que a criação inicial mencionada em Gn 1:1 aparece que não é incluída no primeiro “dia” da revelação, pergunta-se se esta parte foi concluída na suposta visão concebida por Moisés, ou se isto foi concebido de maneira não-visional. De qualquer maneira, se Gênesis cap. 1 foi apenas uma visão (representando, naturalmente, os verdadeiros fatos da história original) então quase qualquer outra visão – especialmente se se refere a algo que não seria naturalmente passível de observação a um investigador humano ou historiador humano.
Merece Confiança o Antigo Testamento?
Compilado por Rafael Félix.
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