A) Considerando a Jesus
Hebreus 12.3 (ARC) “Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos”.
Quando o autor sagrado usa a palavra “considerai”, é empregada a palavra grega “analogidzomai”, que significa “considerar para fazer uma comparação”. Meditemos sobre o caso de Jesus, ao mesmo tempo em que comparamos a sua vida, o tempo todo, com a nossa própria experiência. Devemos considerar a Jesus valorizando o seu exemplo de triunfante sofrimento, e resistência contra o mal para nos conduzir a perfeição espiritual. Por causa disto devemos sofrer também por Ele. Temos que seguir o exemplo e sermos companheiro daquele que por nós sofreu. Ele não nos mostra outro caminho: “...No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo”. João 16.33 (ARC).
O Senhor deseja ser nesta pista espiritual o nosso companheiro, por isso é necessário considerá-lo e compartilharmos dos seus sofrimentos, seguindo as suas pisadas. Veja 1 Pedro 2.21 (ARC) “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”. Siga em frente, avançando sempre, considerando a Jesus com amor, expressando a mais sincera adoração do fundo da tua alma.
B) Levantando as mãos cansadas
Hebreus 12.12 (ARC) “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas...”.
O verbo grego que aparece aqui é “anorthoo”, que significa “reconstruir”, “erigir”. Nos autores médicos esse verbo era usado com frequência com o sentido de “fortalecer”. Ou então no caso de ossos quebrados ou deslocados, com o sentido de “ajustar”. As mãos aparecem decaídas porque a pessoa envolvida foi de tal maneira dominada pela fraqueza que não é capaz de erguer os braços. A metáfora baseada na fisiologia foi empregada pelo autor para pintar um corpo dominado por uma tremenda fraqueza.
Mãos falam de trabalho, ação e autoridade. Mas mãos cansadas representam relaxamento espiritual, desânimo e fracassos. O desejo de Deus é que levantemos as mãos para fazermos a sua vontade na pista espiritual. Devemos levantar as mãos para pegar no arado de Deus, veja Lucas 9.62 (ARC) “...Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”. Em que estás usando as tuas mãos? Para praticar o mal? Para tocar nos ungidos de Deus? O apóstolo Paulo disse: “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando as mãos santas, sem iras, sem contendas”. 2 Timóteo 2.8 (ARC)
Na pista espiritual devemos levantar as nossas mãos para orarmos, para abençoarmos, para semearmos a semente de Deus, para exaltarmos e louvarmos ao Senhor Jesus.
C) Levantando os joelhos desconjuntados
Hebreus 12.12 (ARC) “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados”.
O vocábulo grego “anorthoo” usado para “mãos cansadas”, também é o mesmo usado para “joelhos desconjuntados”, o que significa que tem o mesmo significado. Quando a Bíblia fala de joelhos, geralmente esta palavra vem associada com a palavra sacrifício, ou seja, joelhos simbolizam sacrifícios. Da mesma forma que os paralíticos não podem naturalmente correr em uma competição, os paralíticos espirituais não podem correr na pista de Deus. O que faz o crente ter os joelhos desconjuntados, vacilantes e enfraquecidos, é a falta de fé, falta de amor para com Deus e com o próximo, haja vista de que o grande causador da paralisia é o pecado. Convém que ergamos os joelhos paralisados e desconjuntados para poder em fim corrermos sem dificuldade alguma. O segredo para a tua paralisia é o poder renovador de Deus para a tua vida. Recorra a Ele e ele te dará forças para chegar até o final da pista espiritual.
D) Correndo com perseverança
Hebreus 12.1 (ARA) “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”.
Perseverança é o ato de persistir, conservar-se firme e constante. Muitos iniciam a carreira e logo param, não foram perseverantes. Perseverança se adquire com esforço próprio. Na corrida para o céu encontramos inúmeros obstáculos a fim de impedir nossa carreira. Por esta razão devemos ser perseverantes em meio às tribulações.
Nas olimpíadas de Atenas, em 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima mostrou ao mundo inteiro o valor da perseverança. Ele liderava a maratona que encerraria os jogos olímpicos, e estava a poucos quilômetros a linha de chegada, sendo acompanhado por muitos torcedores durante o trajeto e pelos que estavam no estádio, lotado, e os que o acompanhavam pelo telão. O que ninguém esperava é que ele fosse brutalmente interrompido por um padre irlandês, que, no afã de aparecer o empurrou para fora da pista. Foram perdidos alguns segundos preciosos, que lhe custaram a medalha de ouro, mas mesmo assim Vanderlei não desistiu. Ajudado por um anônimo grego, retomou sua corrida, ainda mantendo-se à frente, sendo depois ultrapassado por dois atletas. Mas continuou sua carreira e chegou em terceiro lugar, sendo aplaudido de pé por todos, durante muitos minutos. Recebeu muitos prêmios e homenagens pela garra que mostrou durante a competição, a despeito do acidente que sofreu.
Foi uma grande lição para todos, da qual podemos extrair lições para nossa corrida espiritual, pois jamais devemos desistir, mesmo quando isso pareça ser a atitude mais esperada por todos. Devemos correr com perseverança, pois na corrida espiritual o importante não é chegar em primeiro lugar, é sim chegar atém fim da pista, conquistando o prêmio celestial. Daniel 12.13a. (ARC) “Tu, porém, vai até o fim...”.
E) Olhando firmemente para Jesus
Hebreus 12.2 (ECA) “Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé...”.
O estádio está repleto de espectadores, sentados em intermináveis fileiras nas arquibancadas, de modo a formarem uma grande nuvem; porem na linha de chegada, esperando por nós, está aquele que é o Autor da nossa fé, no grego “archegos” e significa “Pioneiro ou líder de fila. Ele é Pioneiro do caminho, aquele que leva a nossa fé à perfeição. Ele acima de todos, é a inspiração de nossa carreira, o poder que está por detrás de nossos esforços.
O alvo final da carreira é Jesus. Muitos estão parados na pista espiritual porque estão olhando para o mundo, estão olhando para trás, estão olhando para o seu próximo falível e errado, por esta razão não conseguem chegar até o final da pista. A Bíblia nos dá exemplo de vários olhares negativos: A queda de Adão e Eva começou com um olhar apetitoso para o fruto proibido. O olhar carnal de Davi o levou a cometer um terrível pecado de adultério, o que posteriormente causou também um assassinato. O olhar para trás da mulher de Ló, a levou a ser transformada em uma estátua de sal.
Não sei ao certo, mas talvez você se recorde da triste história de Zequinha Barbosa, velocista brasileiro que participou de várias competições internacionais no atletismo, pagou caro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, ao desviar a sua atenção da linha de chegada, preferindo preocupar-se com os outros atletas que estavam atrás dele. Zequinha, que vencera todas as prévias dos 800 metro rasos, chegou na competição final como o grande favorito à medalha de ouro. Ele começou bem a prova e logo passou a correr com bons metros de vantagem em relação aos seus concorrentes. Foi assim em quase todo o percurso. Porém, nos metros finais, quando já se podia avistar a linha de chegada, olhou para trás ao perceber que alguns atletas do Quênia estavam se aproximando dele e, ao olhar para trás, desequilibrou-se, permitindo que os atletas o alcançassem e, por fim, o ultrapassassem. Zequinha, por um descuido, ficou sem medalha, terminando a prova em quarto lugar. Disto podemos tirar uma grande lição para a nossa carreira espiritual. Se não quisermos colocar a nossa corrida espiritual em risco teremos, que fixar os nossos olhos em Jesus.
Por Nivaldo Gomes.
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