Por Walson Sales
Pouco
tempo depois, Charles estava perdendo o rumo novamente. Sua falta de objetivos
se agravava por ver seu irmão vivendo bem, com a fortuna da família. Seu primo
Fox também já não estava por perto para o incitar a entrar em forma e para
convencê-lo a submeter-se às ordenações sagradas. Os primeiros sinais do
problema apareceram no verão anterior. Em conversa informal, Darwin perguntara
a Herbert, colega de estudos, se ele realmente se sentia compelido
interiormente pelo Espírito Santo a entrar para a igreja. O que este
responderia quando o bispo lhe dirigisse a pergunta no ritual de ordenação? A
resposta de Herbert foi “não”. Darwin o interrompeu e disse “eu também não e, portanto, não posso
me ordenar”. O que inflamava seu coração era o naturalismo (DESMOND &
MOORE, 2001, p. 85).
Algo
assombrava Darwin de forma muito real naqueles dias. Eram as lições morais
aplicadas pelo estado. Cerca de duas centenas de crimes diferentes acarretavam
pena de morte em 1829. Os acusados eram julgados na dministração do Condado e
tinham as sentenças executadas em Castle Hill. O enforcamento público era o
dissuador final deste mundo, assim como o fogo do inferno era do próximo. O
medo da lei e o medo do Senhor eram um só em Cambridge. Em 11 de abril, um
clérigo evangélico, em carta aberta, convidara todo o condado a comparecer e
oferecer preces “para que o arrependimento e a fé, e portanto, o perdão dos
pecados possam lhe ser concedidos”. Então, pelo crime de assaltar nas estradas,
William Osborne foi enforcado em um patíbulo (DESMOND & MOORE, 2001, p.
88).
Fontes citadas:
DESMOND, Adrian; MOORE, James. Darwin:
A Vida de um Evolucionista Atormentado (Tradução Cyntia Azevedo). 4ª edição revisada e ampliada. São Paulo: Geração Editorial, 2001
Próximos textos:
ü A Teoria da Evolução sob Escrutínio -
Parte 9 - Darwin Seguindo Para o Encerramento do Curso
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