Jesus, que segundo eles, antes de encarnar-se era o espírito-irmão de Lúcifer, fora polígamo, tendo sido casado com as Marias e com Marta. Por sua fidelidade, recebera o prêmio de governar esta terra.
Em sua epístola aos Gálatas, Paulo afirma que "Deus é um'* (3.20). Além disso, há inúmeras passagens no Velho Testamento, que demonstram como é falsa a idéia da multiplicidade de deuses, bem como a de que o homem possa aspirar alcançar qualquer grau de divindade. Quanto à teoria de que Jesus fosse polígamo e irmão de Lúcifer, não precisamos tecer maiores comentários sobre o assunto.
Existem muitas razões por que precisamos ter estudos como este, mas vamos buscar na Bíblia os motivos básicos. Acreditamos que, na Palavra de Deus, que é a fonte da nossa crença, encontraremos as evidências de que é da vontade do Senhor que façamos a defesa dessa fé.
Vamos começar lembrando que Jesus Cristo e seus apóstolos estavam sempre advertindo seus ouvintes e leitores com relação a falsos profetas e mestres. Evangelho de Mateus,
capítulo 7, Cristo faz uma advertência bem definida (vv. 15-23). Nesse texto, ele fez revelações muito importantes. Ele nos advertiu de que haveria falsos profetas, que se apresentariam vestidos com pele de ovelhas, mas com um espírito, uma natureza interior de lobos (v. 15). Ensinou também que poderíamos reconhecê-los por seus frutos. Revelou-nos ainda que eles profetizariam, expeliriam demônios e fariam milagres; tudo em nome de Jesus (v. 16,22). E sabendo que eles
fariam todas essas coisas, o Senhor conclui: "Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci... os que praticais a iniqüidade". (V. 23.)
Mais adiante, no capítulo 24 de Mateus, o Senhor completa sua informação acerca deles quando fala de sua segunda vinda. Diz ele: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios escolhidos". (V. 24.) Portanto, são bem claras as razões por que devemos responder a essas pessoas
e mesmo evangelizá-las. A igreja tem de fazê-lo porque o Senhor e seus apóstolos o ordenaram. Embora essa prática seja impopular, todo cristão verdadeiro precisa estar seriamente envolvido nela, se não por outra razão, pelo menos por obediência ao Senhor.
Não há dúvida de que se nossa mãe, esposa, filhos, ou mesmo nossa pátria
fossem atacados ou difamado, procuraríamos defendê-los a qualquer custo, impelido pelo nosso amor por eles. Quanto mais, então, o amor que temos por nosso Redentor deve inspirar-nos a defender a ele e ao evangelho!
O Jesus das seitas é uma caricatura do Deus encarnado apresentado no Novo
Testamento. Além do imperativo de evangelizar os que se acham envolvidos pelas seitas, temos a necessidade de responder a "todo aquele que vos pedir razão da
esperança que há em vós" (1 Pe 3.15). Essa esperança é o Jesus da teologia e da história bíblicas. Assim que enxergamos claramente a verdadeira natureza do Jesus das seitas, será fácil desempenhamos nosso dever com fidelidade, e, contrastando-o com a Bíblia, desmascarar, perante todos, não somente a ele, mas ao seu inventor.
Podemos resumir tudo citando a grave advertência de Jesus, que disse incisivamente:
"Vede que vo-lo tenho predito". (Mt 24.25.)
O império das Seitas
Walter Martin
Acréscimos e adaptações
Eziel Ferreira
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