POR LEONARDO MELO
INTRODUCÃO
É notório que a intenção do adversário das nossas almas[Satanás, diabo] é desfazer do Cristo de DEUS como seu Messias e Salvador da humanidade. A grande jogada do inimigo é desconstruir a verdade em torno de Jesus Cristo e seu nome. Seu desejo é apagar, riscar o nome de Jesus do mundo, da mente e dos corações dos homens como o Filho de Deus e Deus. Se o inimigo pudesse, Jesus nunca que teria existido como homem que pisou esta terra e revolucionou e abalou as estruturas de poder de sua época[império romano] e as influências helenísticas, cravando seu nome na história da humanidade.
O adversário fez de tudo para impedir a célebre promessa dado pelo Eterno a fim de resgatar o homem do pecado e das suas próprias garras, cf. Gn. 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”! Foi debalde o esforço do adversário usando seus meios[políticos, religiosos, científicos] em todos os séculos afim de aniquilar a pessoa de Jesus e consequentemente sua influência no mudo. Ele começou a agir para desfazer dos planos de Deus já na fonte, na essência, na raiz, Isto é, se ele conseguisse extinguir a nação judaica, exterminá-la literalmente e definitivamente, ele tornaria Deus um mentiroso e fanfarrão, que não exerce poder algum sobre alguma coisa e muito menos era o Deus verdadeiro e único.
A história da nação israelense, é a história de Cristo. Os fundamentos teológicos para a libertação do homem e o aparecimento do Messias de Deus, começa com Abrão. Apesar de suas investidas para aniquilar a nação judaica não derem certo, e não ter conseguido tal intento, o adversário volta sua força contra o Rei do universo e de toda a terra: Jesus Cristo e a sua Igreja, através de perseguições verificadas ao longo da existência da verdadeira Igreja de Cristo. Debalde, pois, jamais a criatura vai sobrepujar seu Criador, Gn. 1.1-2, 2.4; Dt. 10.14; Is.42.5, 45.18; Cl. 1.16; Hb. 11.3, ss. Quem criou todas as coisas foi o Eterno em seu conselho divino na eternidade, juntos, a Tri-Unidade elaborou o plano para resgatar o homem caído pela desobediência e consequentemente pecado. Cf. Lc. 24.47; At. 10.43; Rm. 3.23; 5.12; I Jo. 2.1-2, ss. Como a tática da destruição da nação judaica não funcionou nem a morte de Jesus causou nenhum impacto, pois, Jesus ressuscitou, então o adversário começa agora a usar aqueles que estão aparentemente servindo a Jesus dentro das Igrejas, e começa a disseminar heresias, e consequentemente também aparecem os apóstatas. Também não foram poucos os ataques exteriores através dos intelectuais pagãos. Surgem inúmeros sistemas religiosos ou idéias religiosas que tentam perverter o verdadeiro caminho da Verdade e do Evangelho. Vamos perceber as evidências dessas heresias nos ensinos que negam a divindade de Cristo. Vários movimentos heréticos disseminaram suas heresias, entre eles: Os apolinarista, nestoriano, monofisita, monotelita, Henotikón, Teopasquismo, docetismo, etc., que vem apenas demonstrar e denotar a cegueira espiritual dos hereges e das pessoas que recepcionaram tais ensinos mentirosos em relação á eterna Palavra de Deus, que afirma ser Cristo Divino. Dentre aqueles religiosos que negavam a divindade de Cristo estar principalmente o bispo egípcio, Ário[250-336 d.C] que com seu engano religioso influenciou em certa medida sua época e decisivamente influenciou o sistema doutrinário da seita Testemunhas de Jeová como veremos.
ÁRIO E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – CRISTIANISMO SEM DEUS: JESUS CRISTO.
Ário foi um bispo egípcio que viveu entre os segundo e terceiros séculos da Igreja. Formulou uma teoria acerca de Jesus Cristo afirmando que Jesus não era Deus, e que não era da mesma substância do Pai. Ele defendia que Jesus era a mais excelente das criaturas, superior a toda a criação de Deus, todavia, não era Deus. Ele utilizou a palavra grega homoousios
[ομοόσιος], contudo, modificando-a e inseriu no meio da palavra um iota[Ι], [ομοιόσιος] que passou esta palavra a significar semelhante, porém não da mesma substância. Essa ideia foi absorvida ao longo do tempo por vários sistemas religiosos, tais como: Testemunhas de Jeová, Cristadelfianos, Estudantes da Bíblia Livres, Associação dos Estudantes da Bíblia Aurora, dentre outros grupos heréticos menores.
A Testemunha de Jeová que tem como a liderança máxima da seita, O Corpo Governante, e que usa como representante legal a entidade jurídica Sociedade Torre de Vigia, que é órgão colegial de anciãos presbíteros com amplo poder deliberativo e executivo e que dita as regras doutrinarias da seita e que são os verdadeiros responsáveis pela doutrinação de seus membros. Os líderes atuais: Antnony Morris III, Geoffrey Jackson, Davis H. Splane, dentre outros membros, são os responsáveis por manter a doutrina da seita e o pensamento passado de Russel, J. Rutheford, N. Knorr, Frederick W. Franz, dentre outros. Eles declaradamente são uma seita que negam a doutrina da Tri-Unidade. Para eles, Jesus não é, e nunca foi Deus. A doutrina deles está impregnada da visão arianista do bispo egípcio, Ário. Como defender um Cristianismo autêntico quando seu criador não faz parte desse sistema religioso? É pura falácia religiosa e um engodo teológico terrível que essa seita herética tem semeado mundo afora.
A teologia do bispo Ário não previa um Cristianismo onde Jesus fosse reconhecido como sendo também Deus e fazendo parte indivisível da Tri-Unidade. Em todos os seus escritos Ário alijou Jesus de sua própria religião aponto de ele afirmar: “havia um tempo em que [Jesus] não era” , na existência. Esse princípio teve implicações teológicas, pois se Jesus e o seu Pai não eram coeternos, concluía-se que Jesus havia sido criado pelo Pai, e portanto teria de ser inferior a Deus. Mesmo se Jesus fosse superior a todos os outros seres humanos, ele não seria divino, a menos que tivesse adotado por Deus-Pai, mas mesmo nesse caso a natureza divina de Jesus não se equipararia á de seu Pai. Por extensão o Espírito Santo teria de ser ainda menos divino que Jesus. A teologia ariana ainda acarretava uma outra conclusão perturbadora: se apenas Deus pode salvar os seres humanos. Logo Jesus não havia salvado nenhum ser humano”, [BELLITO. 2014]. Ário também mostrou-se influenciado pelo adocionismo e pelo subordinacionismo de seu mestre Luciano de Antioquia. A heresia que começou a se propagar no seio da Igreja, precipitou ou deu origem ao Primeiro Concílio Doutrinário-Cristológico da Igreja em Nicéia, entre os anos de 324 e 325 d.C ., tendo o Concílio sendo convocado por ordem expressa do imperador romano, Constantino, e tendo como presidente do Concílio, Alexandre, de Alexandria ou ósio, bispo de Córdoba.
É justamente fiado nesta visão teológica que as Testemunhas de Jeová construiu seu sistema teológico-doutrinário. É na concepção arianista que Jesus não é Deus, que os T.J. defendem suas crenças, negando não só a filiação divina e a mesma substância para Jesus, assim como, desprezam o Espírito Santo, negando desta forma a eficácia da salvação que há em Cristo através da ação salvífica do Espírito de Deus. Pois, em relação a terceira pessoa da Tri-Unidade, eles afirmam que o Espírito Santo é uma força ativa que emana de Deus, nunca uma pessoa que faz parte do ser TriÚno. Os T. J. simplesmente não crêem em Jesus Cristo nem no Espírito Santo. Por esta razão, ser esse sistema religioso considerado uma seita; Pois, eles negam de maneira veemente o principal alicerce doutrinário do Cristianismo que justamente é Cristo como sendo o próprio Deus, por isso essa ojeriza em relação a Cristo que eles nutrem. Eles estão mergulhados na realidade em uma confusão doutrinária e fortemente influenciada por doutrinas de demônios, como afirmou o apóstolo Paulo ao jovem Timóteo: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônio”; “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”, cf. I Tm. 4.1-2. Nosso Senhor Jesus também em seu ministério já alertava sobre os falsos mestres e doutores: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”, Mateus 24.11, Assim como, Jesus, Lucas, ao escrever o livro de Atos dos Apóstolos também expressou sua preocupação com o destino da Igreja quanto aos líderes que surgiriam, ao escrever sobre aquilo que o apóstolo Paulo também receava.: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho”; Atos 20.29.
Como considerar as T.J. uma religião cristã, se eles negam o criador do Cristianismo? Eles simplesmente são de uma neo-ortodoxia [não no sentido daquela defendida por Karl Barth], inconfundível, pois eles trazem em seus ensinos uma visão estereotipada da pessoa de Cristo e do Espírito Santo, que beira o absurdo doutrinário e teológico, quando negam a divindade de Jesus Cristo e rejeitam e negam o Espírito de Deus como a terceira pessoa da TriUnidade.
CONCLUSÃO.
As Testemunhas de Jeová é uma seita religiosa que em seus primórdios trouxeram muitos prejuízo teológico para a verdadeira Igreja e para aqueles que creem nas Sagradas Escrituras e querem ser salvos na pessoa bendita de Jesus. Com seu proselitismo descomunal e engano teológico, os adeptos desta seita vai semeando a mentira e o engano com seus falsos ensinamentos. Ancorada em uma rede bastante arquitetada e com uma capacidade de distribuição fenomenal das suas literaturas, a seita T.J. vai ampliando seu espaço no mundo ao difundir sua literatura perniciosa entre as populações do mundo. Só com o um evangelismo eficiente e uma exposição doutrinária consistente podemos barrar um pouco o avanço desse sistema religioso de engano. Precisamos de fato, mostrar em quem de fato as T. J. creem. Se nos cremos na Bíblia Sagrada como inerrante Palavra de Deus, então vamos concluir sem dúvida que o espírito que estar por trás de toda estrutura administrativa e teológica das Testemunhas de Jeová não é o espírito de Deus, e consequentemente quem os conduz é o espírito do erro e da mentira influenciado por Satanás.
Então, se eles não creem em Jesus como diz as Sagradas Escrituras, não creem no Espírito Santo como uma Pessoa divina[a terceira da TrinUnidade],então quem os estar iluminando para produzir suas literaturas? Se não é Deus, são os espíritos malignos que tem agido na própria consciência deles cauterizando assim suas mentes e entendimentos, conduzindo-os a formular doutrinas pseudo-cristãs. A Bíblia afirma que é o Espírito de Deus quem revela as profundezas de Deus: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”, cf. I Co. 2.10. O apóstolo Paulo afirma essa verdade de maneira bem objetiva.
Então, se eu falo em nome de Deus, eu preciso crer que Ele existe e que tudo que o cerca é a mais pura verdade, inclusive que Ele é um ser TriÚno.
Se eu não creio na atuação e operação do Espírito Santo e nego que Ele faz parte da Tri-Unidade e não creio na divindade de Cristo, e prego mesmo assim á Cristo e a sua Palavra, então, quem de fato estar atuando na mente e no coração daqueles que dizem pregar o verdadeiro Evangelho? Quem, de fato conduz espiritualmente o Corpo Governante afim de elaborar seus conceitos religiosos e doutrinas? Quem estar iluminando eles para produzir as literaturas para a seita? Com certeza não é nem o Espírito Santo de Deus, nem muito menos Jesus que eles não creem como o Filho de Deus, sendo o próprio Deus em uma relação teantrópica da divindade-homem.
Negar a Jesus Cristo como Deus é negar a própria essência, o cerne do Cristianismo. Além das evidências internas que comprovam o homem-Deus Jesus como divino, há também as evidências externas, não só da existência do Jesus histórico[homem], assim como, da sua divindade[Deus]. Por exemplo; no A.T. há vários textos que comparados com textos do N.T. evidenciam e destacam de maneira que não produzem dúvidas que Jesus Cristo é divino, é Deus: no Livro do Êxodo, cap. 3 quando naquela Teofania, Deus aparece a Moisés de dentro deum arbusto[sarça] envolvido no fogo, porém, sem o consumir, e declara a Moisés: “E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe”. “E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia”, Êx. 3.1-2, e no versículo 14 do mesmo capítulo, Deus se revela a Moisés através do seu nome: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”. Deus estava querendo dizer á Moisés acerca do seu Grande Nome[HaShem]: Deus estava dizendo: ”Eu Era, Eu Sou e sempre serei o que Sou! O mesmo ontem, e hoje, e para sempre”. Jesus pronunciou sobre sí mesmo semelhante palavra no Evangelho escrito por João, 4.26 e 6.48 e avocou para sí ser o Deus dos hebreus, de Abraão, Isaque e Jacó: “Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”, e “Eu sou o pão da vida”. Ainda Jesus afirmou como homem e Deus: “Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou”, João 8.18.
A Bíblia Sagrada retrata em diversos livros Neo-Testamentário a divindade do homem Cristo e sua natureza divina em uma teantropia que entendemos ser sua filiação divina incontestável. É razoável compreendermos que o A.T. corrobora com essa analogia intrínseca entre o Pai e o Filho, assim como, a Pessoa do Espírito Santo em uma relação harmônica da deidade. É justamente o credo Niceno[325 d.C.], o primeiro Credo da Igreja do Senhor Jesus, que vai ressaltar a divindade de Cristo, e expurgar do seio da Igreja a heresia ariana que foi recepcionada pelas Testemunhas de Jeová: E, Atanásio, foi o grande baluarte usado por Deus para defender a sã doutrina. Eis trechos do Credo Atanaziano:
1. Cremos em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis;
2. Ε, em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado unigênito do Pai, isto é, da substância do Pai;
3. Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial ao Pai;
4. por quem foram feitas todas as coisas que estão no céu ou na terra.
5. O qual por nós homens e para nossa salvação, desceu, se encarnou e se fez homem.
Enfim, como Jesus Cristo é Deus, é divino, é da mesma substância que o Pai, e o ser TriÚno de Deus é uma realidade absoluta e concreta e as Escrituras Sagradas de maneira cristalina atestam esta verdade através de seus textos, então, isso implica que a negação da divindade de Cristo compromete todo o sistema e construção teológica usados pelo Corpo Governante das T.J. para doutrinar seus adeptos e seguidores, e nos evidencia que é uma farsa Bíblico-Teológica, e nos leva a uma conclusão óbvia e lógica: as testemunhas de Jeová é uma seita e a crença em Jesus Cristo como Deus anula seus conceitos doutrinários e teológicos acerca da salvação, condenação e estado perfeito na eternidade, expondo seus enganos e mentiras.
FONTE.
1. BELLITO, Christopher M. História dos 21 Concílios da Igreja – De Nicéia ao Vaticano II. Trad. Carlos Q. de Godoy. S. Paulo. 2014. Edições Loyola. 212 pg.
2. FRANGIOTTI, Roque. História das Heresias. [séculos I ao VII] – Conflitos ideológicos dentro do Cristianismo. S. Paulo. 2013. Paulus. 168 pg.
3. Bortolini, José. Raízes Bíblicas do CREIO niceno-constantinopolitano. S.P. 2013. Editora Paulinas. 30 pg.
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