POR LEONARDO MELO
INTRODUÇÃO.
Não há como dissociar o Cristianismo dos escritos Vetero-Testamentários. Após queda do homem, Gn. 2.16-17, o Eterno lança a promessa de um libertador para a humanidade, Gn. 3.15. é óbvio que antes da queda do homem, Deus em seu conselho eterno já sabia que teria que intervir na história da humanidade. Todo o Antigo Testamento traz a promessa de um Messias que viria reconciliar a humanidade com Deus, mas também. que viria para libertar a Israel.. O Messias estar nitidamente revelado nas páginas do Velho Testamento, desde o Gênesis até o livro do profeta Malaquias é clara a mensagem que haveria um tempo vindouro em que surgiria um Salvador e redentor para Israel e como corolário para a humanidade.
Deus como Senhor do tempo e do universo e detentor da história humana, previamente sabia como a história do homem no controle da terra e do seu destino iria terminar e como vai terminar. Não estamos defendendo o fatalismo nem o determinismo, mas apenas afirmando que Deus por ser Onisciente, Onipresente, Atemporal e Eterno sabe e conhece tudo. O senhor estar acima do tempo, Deus não estar dentro do tempo. O Messias era uma necessidade primeva da humanidade, não havia mais tempo a perder a fim de auxiliar a humanidade caída e oprimida por satanás. A cada momento da vida do homem aqui na terra antes do advento de Jesus Cristo, houve um avanço descomunal da violência, injustiça social, multiplicação do mal! Cada reino que surgia, apresentava suas filosofias administrativas e impunha suas leis afim de serem observadas e seguidas rigorosamente. Em uma ordem crescente, Deus revela Os principais impérios do mundo e junto com a revelação, seu caráter dominador, cruel, e violento, cf. Dn. 2.31-33; 36-43; 7.1-8. O Judaísmo foi e continua sendo incapaz de influenciar decisivamente a sociedade, mesmo que muito de sua legislação moral, ou Lei Moral dos Absolutos de Deus sejam referenciadas como modelo social em praticamente o mundo todo. Todavia, a Lei foi e é incapaz de mudar o coração humano. Só Jesus, O Cristo de Deus foi capaz de trazer ao mundo um novo modelo de relação entre DEUS e os homens e os homens entre sí, em um relacionamento de comunhão social plena. O Cristianismo é a única Religião que prega literalmente o amor. Basta meditar no Sermão deixado por Jesus: Mateus 5-7, conhecido como o Sermão da Montanha.
SÍNTESE.
Como sabemos, o homem é um ser místico, isto é espiritual e como tal tem a tendência natural de adorar a divindade. Com esse emblema em seu ser, o homem pós-queda torna-se autônomo e auto-suficiente. E esta marca que o homem adquire para sí, ela também começa a projetar e criar sua concepção de religião e de seu deus. Surgem, assim os diversos sistemas de crenças. O inimigo agora vai influenciar os homens em todas as gerações. Com a tendência natural do homem a procura de uma divindade, aumenta vertiginosamente as falsas religiões, e seus tentáculos espalham-se pelo mundo. A influência nefasta do mal ganhou força tamanha na atualidade que os valores absolutos de Deus, incluindo sua benignidade são desprezados e servem de anedota e escárnio, além de influenciarem decisivamente várias religiões
Como profetizado nas Sagradas Escrituras, o Messias nasce e com Ele um novo tempo é inaugurado na terra, sua influência será sentida para sempre. É o profeta Isaías que tem as maiores revelações acerca do Messias prometido e aguardado em Israel, Is. 9.6-7. “E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor, Lucas 2.25-26.. ”Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação, A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel”, Lucas 2. 10-11,29-32. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Gálatas 4.4. o homem precisava de um Salvador e Deus precisava do homem.
Os próprios judeus anelavam por esta hora, embora que ela tenha chegado e eles não a perceberam. Sobre Jesus, Flávio Josefo vai afirmar: “Nesse mesmo tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio. Se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem. tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muito judeus, mas também por muitos gentios. Ele Era o Cristo. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje tiraram o seu nome”. (JOSEFO. 2009. pg.832). Então, quem é Jesus, o Cristo?
É o próprio Deus que encarnou como homem a fim de salvar a humanidade caída. Como Deus possui e tem uma só substância [Homoousios], então, não tem como dissociar Jesus da sua essência natural que é a substância divina manifesta em uma teantropia. O Evangelho escrito por João define claramente que Deus é o Logos, o Deus encarnado, Jo. 1.1-2,14. “E O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Conforme, entendimento de [MACLEOD. 2007. Pg. 175] ele vai nos afirmar: “[...] como verdadeiro filho biológico de sua mãe, Jesus é particularizado como um judeu bem relacionado do séc. I, nascido em circunstâncias humildes., que compartilhou da pobreza e do aborrecimento de uma subclasse oprimida. Ele é também particularizado como um homem. isso significa simplesmente dizer que Ele foi um ser humano normal, que Ele não poderia ter existido sem ser macho ou fêmea”
Jesus é uma realidade inequívoca. Foi um ser humano com todos os caracteres genéticos inerentes a qualquer ser humano, que sentiu as mesmas emoções que os homens sentem, contudo, sem pecar. Que teve como propósito altruísta falar através de sua vida que é possível vencer as adversidades em qualquer esfera da nossa existência. Já na visão de [LOEWE. 2005. pg. 7], ele trata do tema a humanidade de Jesus, sob o prisma do conhecimento gramatical, analisando o nome de Jesus, e deixando claro que o nome de alguém citado na história denota claramente que de fato essa pessoa existiu, que não foi mera especulação ou sonho que alguém ventilou e sugeriu a sua existência, senão vejamos: “[...] Jesus é gramaticalmente um substantivo próprio, e os substantivos próprios designam os nomes de pessoas e coisas. Neste caso estamos tratando de uma pessoa, de alguém. Este alguém foi um homem judeu. Viveu na Palestina há quase dois milênios e sua vida terminou violentamente”. Não há como negar as evidências de que Jesus foi um homem e que com Ele é inaugurada uma nova era na religiosidade da humanidade. Essa pessoa singular, simplesmente será o divisor da relação humana. Precisamos enxergar a humanidade e as nações e todo o seu sistema complexo antes de Jesus e depois de Jesus. Invariavelmente o mundo ficou assim dividido, por simplesmente Jesus se diferente de todos os homens que passaram aqui na terra, Ele foi e continua sendo Único. Segundo, (FLUSSER. 2010. pg. 12) citando Romano, categoricamente ele afirma sobre a pessoa de Jesus: “Jesus é personagem fascinante para todos os que buscam a excelência do convívio humano. A filosofia moderna teve na sua existência um desafio já exposto nos escritos do Apóstolo Paulo: o escândalo de um homem aceito como Deus. A passagem do infinito para o efêmero apresenta–se como o grande hiato irracional, recusado pelo saber filosófico secular. Homem notável, sim. Sublime, certamente Deus”.
As assertivas sobre Jesus como precursor de uma nova religiosidade messiânica, abrangente e salvadora, vindo ao mundo é notório na medida em que houve tanto questionamento e discórdia entre seus compatriotas, por simplesmente sua ética ser mais elevada do que a Lei mosaica em curso. Jesus como fundador do Cristianismo exerceu um papel fundamental quando ao criar para sí um ambiente favorável ao seu discurso e que atingisse o âmago da sociedade daqueles menos favorecidos, oprimidos e sub-julgados pelas autoridades religiosas da época, o sumo sacerdote e os sacerdotes. Quando Jesus surgiu no cenário mundial, cf. Gl. 4.4, Ele gradativamente foi impondo sua personalidade e pessoa. Naturalmente Ele foi se revelando como Senhor, Rei, Profeta, Sumo Sacerdote, Messias e Salvador. É isso que nos faz compreender os escritos dos quatro evangelhos, Jesus se destaca em cada um deles e deixa transparecer suas funções para a qual foi chamado a exercer, conforme exigência do Pai. É o próprio Jesus que institui a Lei maior que rege os relacionamentos humanos: “ A Lei do Amor”, esta Lei simplesmente faz parte do âmago do Cristianismo, pois ela simplesmente representa seu líder maior: Jesus. E, esse amor se revela na doação do próprio filho de Deus para resgatar o homem caído, que errou o alvo! “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus[separados da presença do Eterno]”. E como as Escrituras Sagradas afirma na primeira carta do apóstolo João, I João 4.7-11: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”. “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”. “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados”. “Amados, se Deus assim nos amou, também nòs devemos amar uns aos outros”.
Tanto João quanto o apóstolo Paulo compreenderam a dimensão dos ensinamentos de Cristo, pois seus escritos alcançam literalmente os ensinamentos deixados pelo Mestre.
Paulo quando escreve sua primeira carta á Igreja grega de Corinto, ele simplesmente dá uma declaração afirmativa sobre o dever de nos amar, pois o vínculo, o elo que vai nos levar para a eternidade junto á Deus é o amor.
Assim como a justiça e o juízo, a benignidade e verdade, Salmos 89.14, fazem parte dos pés do Trono de Deus, o Amor é o alicerce, o fundamento do Cristianismo. A base doutrinária do Cristianismo encontra fulcro nos ensinamentos dos Evangelhos de Jesus Cristo e demais escritos Neo Testamentário, como Epístolas, Cartas e Livros. Também o Antigo Testamento exerce um influência decisiva ao arraigar e confirmar os escritos da Nova Aliança. A Bíblia é o Livro da Ética. Não há como dissociar o amor das Sagradas Escrituras. Os ensinamentos de Jesus Cristo transpõe gerações e hoje chega com toda a força quanto ao seu ensinamento e aplicação prática. Um ensino reverenciado e copiado por muitos. Na realidade, os escritos e ensinamentos de Jesus influenciou muitos sistemas religiosos e os pensamentos de grandes líderes religiosos. Não há como negar que Maomé [625-650 d.C.] ao compilar o Alcorão não tenha sido influenciado pelos ensinamentos de JESUS e seus escritos[N.T.] ou Mahtma Gandhi[1869-1948], advogado e líder indiano pacifista, que com sua filosofia pacifista mudou a Índia, porém, muitos de seus ensinamentos foram copiados das Escrituras Sagradas, já quen o Hinduísmo como religião não alcançou a ética pregada por Jesus.
CONCLUSÃO.
Já imaginou um mundo sem a influência de Jesus Cristo? Da Bíblia Sagrada? Simplesmente seria um mundo insuportável e sem nenhuma condições de se viver. Tanto o A.T. assim como o N.T. tem seus pilares fundados no respeito ao próximo, em ações de justiça sob todos os aspectos da vida, no amparo ao menos favorecidos, no amor para como seus inimigos, na compreensão e perdão quando houver uma falta em um relacionamento, seja ele qual for. Qual a Religião, que manda amar aqueles que te aborrecem? Que ensina a fazer o bem, mesmo sabendo que o teu próximo te odeia? Então, foi o conhecimento prévio dessas verdades que o mundo é influenciado. O salmista proclama “Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do Senhor”, Salmos 33.5. e depois ele confirma : “A terra, ó Senhor, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos”, Salmos 119.4.
esses dois versículos nos basta para compreendermos que o mundo não estar pior, porque de uma maneira ou de outra Deus exerce influência sobre a mente humana.
Paulo afirma que o mistério da injustiça já opera neste mundo tenebroso, porém há um que o detém de agir com toda a intensidade sobre os moradores do mundo, O Espírito Santo, II Ts. 2.7, e este versículo corrobora com a afirmação que Jesus faz acerca de Satan: “E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu”, Lc. 10.18. o príncipe deste mundo é quem governa e influencia as pessoas para toda a sorte de praticar o mal. “Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo”, Jo. 12.3”; “E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”, Jo. 16.11. O apóstolo João tem a verdadeira dimensão de quem governa o mundo. E se o mundo não tivesse a influência de Deus, de Cristo, da sua Palavra, dos valores judaico-cristãos, certamente que tudo já estaria destruído. Decerto que muita gente não crer na Palavra de Deus, até não creem em Deus, contudo é inegável a influência do Cristianismo no cotidiano da humanidade, e em muitos momentos da vida do homem, O Deus de Abraão age mundo a todo instante, no oculto, não se torna visível, mas sua presença marcante está arraigada nos corações e decisões de bilhões de seres humanos. Como estar escrito: “Então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e perdoa, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo conheces o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens)”, II Crônicas 6.30. O Salmista vai louvar a Deus e dizer: “Porque o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações”, Sl.22.28.. com o advento de Cristo, a influência, O mundo como o conhecemos pode ser dividido em antes do Cristianismo e depois do Cristianismo. A influência cristã no mundo é notória e incomparável. De longe tem uma supremacia inquestionável em relação as demais religiões. Mesmo com o crescimento do islamismo, hinduísmo, budismo, o Cristianismo permanece como a maior religião do mundo e o grande detalhe, influência o mundo positivamente, para o bem, não propaga o ódio, nem a violência fazem parte do seu escopo doutrinário. As guerras que se sucederam no A. T. e as que envolveram cristãos na Europa, não condiz com os ensinamentos de Jesus Cristo., a dureza de John Calvino em suas tomadas de decisões, por exemplo, não representam os verdadeiros evangélicos nem a Igreja de Cristo.
Precisamos analisar cada situação e momento histórico em que os coadjuvantes se envolveram nesses imbróglios.
Essas guerras passadas “envolvendo a cristandade”, jamais diminuirão a importância e valor dos ensinamentos de Cristo e sua influência social pelo mundo.
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