terça-feira, 10 de novembro de 2020

Algumas heresias dos Adventistas do sétimo dia


A segunda vinda de Cristo segundo os ASD 


A história dos ASD está ligada a William (Guilherme) Miller, que desempenhou papel proeminente no início do Movimento do Advento na América, o qual fixou a data de 23 de março de 1843 para a vinda de Cristo à Terra, estabelecendo a seguinte doutrina: 

a) que Cristo voltaria de maneira pessoal e visível nas nuvens do céu, por volta do ano de 1843; 

b) que os justos ressuscitariam incorruptíveis e os vivos seriam transformados para a imortalidade, sendo levados para reinar com Cristo na "nova terra"; 

c) que a terra seria destruída pelo fogo; 

d) que os ímpios seriam destruídos, e seus espíritos, conservados em prisão até sua ressurreição e condenação; 

e) que o milênio ensinado na Bíblia eram os mil anos que se seguiriam à ressurreição. 

Nada acontecendo no dia marcado, mudou-se a data para 22/10/1844 (Fundadores da Mensagem, p. 39). A segunda data também passou e a volta de Cristo não aconteceu. Ora, é possível imaginar o escárnio generalizado para com os seguidores de Miller diante do escandaloso fracasso profético, mesmo porque não há necessidade de um conhecimento profundo da Bíblia para saber que o dia da volta de Cristo não foi revelado a ninguém (Mt 24.36; Mc13.31; At 1.7). 


O cálculo do dia do arrebatamento


 Como William Miller chegou à data de 23 de março de 1843? 

(Posteriormente Samuel Snow, um seguidor de Miller, mudou a data para 22 de outubro de 1844). Tudo foi baseado em Daniel 8.14, num estudo realizado de forma errônea desde o princípio e que levou à seguinte interpretação: 

a) o santuário era a terra; 

b) a purificação se faz pelo fogo; logo, a terra seria purificada pelo fogo da vinda de Jesus (2 Pe 3.9,10); 

c) as 2.300 tardes e manhãs foram interpretadas como dias (não literais, mas sim dias proféticos) valendo cada dia um ano (com base em Nm 14.34 e Ez 4.6); 

d) o ponto de partida era o ano de 457 a.C. (com base em Dn 9.25 e Ed 7.11-26); 

e)quando não se deu a volta de Jesus em 1843, aumentou-se um ano. considerando que tinham decorrido apenas 2.299 anos de 457 a.C. até 1843, ficando assim 22/10/1844 como a data definitiva. 

 

 A interpretação correta de Daniel 8.14


 A interpretação correta de Daniel 8.14 (―E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs: e o santuário será purificado”) é a seguinte:

 a) o carneiro com duas pontas (v. 3) representava o rei da Média e Pérsia (v. 20);

 b) o bode (v. 5) representava o rei da Grécia (v. 21); 

c) a derrota que o bode (rei da Grécia) infligiu ao carneiro (Média e Pérsia, v. 7,8) representava a vitória da Grécia sobre a Média e Pérsia; 

d) a quebra da ponta notável e o surgimento das outras quatro pontas do bode (v. 8) indicam a morte de Alexandre, o Grande, e a posterior divisão do seu reino entre seus quatro generais (v. 22); 

e) a ponta pequena que saiu de uma das pontas (v. 9 –um rei feroz de cara - v. 23 

f), é Antíoco Epifânio (v. 11, 12); f) Antíoco Epifânio, governador da Síria entre 175 e 164 a.C., profanou o santuário (v. 11) e substituiu os sacrifícios prescritos na Lei por sacrifícios pagãos (para maiores detalhes veja a narração que se faz em 1 Macabeus 1.21-24; cf. Nm 28.1- 3); 

g) o santuário foi purificado depois de 1.150 dias, ou seja, 2.300 tardes e manhãs (1 Macabeus 4.36-58). 

Entretanto, os seguidores de Miller não quiseram aceitar tal interpretação do texto de Daniel 8.14. No dia seguinte ao fracasso profético (o grande desapontamento), surgiu Hiran Edson, dizendo ter tido uma visão: "Vi, distinta e claramente, que nosso Sumo Sacerdote, em vez de sair do lugar santo do santuário celeste para vir à Terra do dia sétimo do sétimo mês ao fim de dois mil e trezentos dias, entrava naquele dia pela primeira vez no segundo compartimento do santuário e tinha uma obra a realizar no lugar santíssimo antes de voltar à Terra" (Administração da Igreja, p. 20). 

Com essa explicação foi contornada a tormenta, e os ASD prosseguem sua caminhada, apesar desta interpretação do Santuário Celestial ter originado duas heresias perniciosas para uma seita que se ufana de ser a Igreja Remanescente.  


Extraido da obra Desmascarando as seitas (Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro, pp 9-12.)


Por 

Edson Moraes

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