quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

A LUTA ETERNA POR JERUSALÉM – Jerusalém no contexto atual!


POR LEONARDO MELO.


INTRODUÇÃO.


O nosso adversário sabe das implicações teológicas que Israel e especificamente  Jerusalém tem nos tempos finais. Sabe da importância deste país e cidade para a escatologia Bíblica. Todo o cenário final  dos fins do tempo se desenrolarão no Oriente Médio. A profecia Bíblica aponta para essa região geográfica do mundo, isto é o centro do mundo. Há uma reivindicação terrível pela posse e controle de Jerusalém. Alguns representantes da Igreja Católica a considera a capital espiritual do mundo e tem o apoio político das Nações Unidas. Ela também tem sua importância sem precedentes para os muçulmanos, especificamente os islamita. A consideram sagrada e pertencente ao Islã. As profecias Bíblicas são notáveis em sua essência, porque ela descreve para cada momento da história da humanidade em detalhes como os eventos se desenrolarão, com uma precisão descomunal. O que nos chama atenção e atesta a veracidade da Palavra de Deus é que as profecias chegado seu tempo de cumprimento literalmente e fielmente se cumpriram. É como afirmou Josué: “E eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma, que nem uma só palavra falhou de todas as boas coisas que falou de vós o Senhor vosso Deus; todas vos sobrevieram, nenhuma delas falhou”, Josué 23.14.


E em relação especificamente, também tem tido seu fiel cumprimento. Observem o que diz  o profeta da reconstrução, Zacarias: “Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém”, Zc. 12.2. É razoável entendermos que literalmente esta profecia vem sendo cumprida e hoje ela é uma realidade latente. Há uma disputa atualmente de maneira explícita e de forma implícita por Jerusalém. As principais autoridades governamentais do mundo e os altos mandatários da ONU, assim como, as autoridades eclesiástica da Igreja Católica Romana avocam para a comunidade internacional e não Israel, o controle irrestrito sobre Jerusalém. Será o ponto nevrálgico durante a grande tribulação, pois, o anticristo desejará governar o mundo a partir de Jerusalém.


JERUSALÉM E A GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL.


No cerne da problemática sobre o controle efetivo de Jerusalém, está não só a influência política exercendo uma pressão demasiada sobre o primeiro ministro de Israel, mas também a de considerar a situação de cunho religioso, pois, os Católicos Romanos, através do Vaticano e os Muçulmanos avocam o direito sobre Jerusalém, mas também sobre Israel. Só o fato da maioria esmagadora dos países membros das nações Unidas não reconhecerem Jerusalém como a capital de Israel já demonstra a insatisfação mundial pelo controle de Israel sobre Jerusalém; o não reconhecimento já  demonstra os sentimentos antagônicos que eles nutrem por Jerusalém estar sob domínio israelense, uma rejeição não-velada. Biblicamente e Historicamente não só Jerusalém, mas o território israelense pertencem de fato e de direito á Israel. foi uma promessa eterna que Hashem fez a Abrão: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”. “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”. “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gênesis 12.1-3. ”Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre”, Gênesis 13.15, Nm. 26.53,55; Nm. 34.18,29; Js. 13.6, 19.49; Sl. 135.12; Jr. 3.18; Ez. 48.29; Jl. 3.2, ss


Não há como a Autoridade Palestina nem as nações que compõem a Liga Árabe reivindicar a terra israelense  como possessão sua. Percebemos claramente que a guerra por Jerusalém e todo o Israel é espiritual. Por traz de toda essa estratagema estar a influência do nosso adversário-mor: Satanás. A OLP, O Hamas, o Hezbollah e demais grupos terroristas de origem islâmica promovem uma guerra silenciosa sem tréguas contra a nação israelense e em alguns momentos, uma guerra ruidosa. Sempre no cenário geopolítico mundial, o povo palestinense aparecem como coitadinhos, vitimados pelo ódio israelense, contra “um povo indefeso”...


A política do boicote, desinvestimento e sanções, na sigla em inglês[BDS- Boycott, Divestment, Sanctions] já fala por sí. A intenção é asfixiar e eliminar a nação israelense, não importa as armas, se legítimas ou não. A  situação é tão inconsequente que as crianças palestinenses logo em tenra idade já são ensinadas a odiarem e desprezarem os judeus, considerando-os como porcos e sem pátria. Os palestinenses não querem paz nem fazer concessões por terras, querem sim, a eliminação total de Israel como nação, como eles afirmam: “varrer Israel do mapa”. Eles já demonstraram que não estão interessados em acordos. ONGs e as Nações Unidas despejam  milhares de milhões de dólares anualmente para seu governo. Um percentual pequeno de  recursos são destinados a infra-estrutura do país de forma geral. O maior percentual é para aquisição de armas de guerra e treinamentos para os soldados guerrearem contra Israel. enquanto, a população sofre. A intenção na realidade do presidente da [“Palestina”] causa Palestina, Mahmoud Abbas é manter a situação da maioria da população como refugiados, afim de atraírem os olhos das nações da ONU para sua situação de calamidade, receber donativos, principalmente financeiro e culpar a Israel por tal situação. Histórica e geograficamente não há um povo ou nação palestinense. logo  após a conquista da terra pelos israelenses, a terra de Canaã, a mesma  não era habitada por palestinos, mas pelos queneu, quenezeu, cadmoneu, heteu, perizeu, refains, amorreu, cananeu, girgaseu e o jebuseu, conforme Gênesis 15.19-21. Os povos originários da época já nem existem mais, nem há vestígios de que deixaram alguma descendência. Há um entendimento que possivelmente exista uma ligação ou identificação  do nome “palestina”, com um povo que habitava as terras costeiras de Canaã,  os filisteus e a localidade e a região era conhecida como Filistina. Na realidade é uma tentativa frustradas de árabes, egípcios, e muçulmanos de alguma forma ligar a terra israelense aos palestinos, afim de legitimar sua reivindicação como dono da terra de Israel. os árabes sabem da importância de Israel no cenário político-econômico mundial. Conhecem a importância de Jerusalém como capital de Israel e sua importância para a cristandade. Não é Medina nem Meca que Deus elegeu como sua cidade terrestre e que descerá dos céus, mas Jerusalém, como  louva o salmista: “Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus[Jerusalém]”.. (Selá.). Salmos 87.3.

o evangelista Mateus tem essa percepção de que Jerusalém não pertence a homem algum , mas ao Grande Deus:“[...] nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei”, Mateus 5.35. Zacarias afirma profeticamente que o Senhor Yahweh reinará em Jerusalém: “Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo”, Zc. 8.3.A grande questão é que o adversário sabe que Jesus é judeu, vai voltar para os judeus na sua segunda vinda para livrá-los e os judeus possuirão a terra e reinarão a partir de Israel sobre todo o mundo. E Jerusalém será a grande capital do mundo administrada e governada pelo grande Yeshua, por isso todo esse ódio contra os israelenses.


Jerusalém atualmente é motivo mais uma vez de discussão e discórdia, principalmente no mundo árabe e na comunidade internacional, porque o primeiro ministro israelense Benjamim Nethanyahu avoca para Israel, Jerusalém como sua capital em substituição á Tel Aviv.. A maioria dos países majoritariamente infelizmente não apoiaram essa justa decisão do primeiro ministro israelense e não a reconhecem como capital de Israel. Os EUA reconheceram Jerusalém como capital de Israel, e também  a Guatemala, o Brasil sinalizou um apoio. A questão é que os palestinos há setenta anos reivindica Jerusalém como sua capital, no lugar de Ramala. E o pior é que tem o apoio das principais nações do mundo, excetuando Estados Unidos, Guatemala e possivelmente Brasil. É lamentável que quase todos os países do mundo considere uma violação ao direito internacional a elevação do status de capital do Estado judeu. à cidade de Jerusalém.


CONCLUSÃO.


Sabemos que Israel com sua capital Jerusalém será o ponto nevrálgico do mundo pós-arrebatamento. O cálice de tontear a terra, não só é para este momento, mas, também durante a grande tribulação. A ambição do antiCristo e todos os que o apoiam é de reinar sobre o mundo a partir de Israel e governá-lo de Jerusalém. É exterminar Israel, varrer Israel do mapa. Ele, Satanás fará isto, quando quebrar o pacto de paz que fará com Israel. Na metade da segunda semana[3,1/2 anos] de sete anos predita por Daniel em seu livro, A Besta que emerge do mar e que é o próprio antiCristo iniciará uma terrível guerra contra os judeus, todavia não irão prevalecer, o Eterno enviará seu Filho e derrotará Satanás e as nações do mundo que se levantarão contra Israel, II Tessalonicenses 2.8 “[...]a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”;


Enfim, Jerusalém, será ainda motivo de muitas discórdias, discussões e conflitos entre as nações, O Vaticano e a ONU, como profetizado pelo profeta Zacarias 12.2a “Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, [...]”, pois, esses organismos entendem que Jerusalém tem que ser internacionalizada e não pertencer de fato e de direito á Israel, ela tem que pertencer a comunidade internacional. O   mundo muçulmano também reivindica o status de Jerusalém como sua capital. Porém, quem vai prevalecer será a vontade do Eterno. O que estar determinado será feito como Deus determinou e toda a história da humanidade terá um fim conforme os desígnios e propósitos de Deus.


FONTE.


1. HUNT, Dave. Jerusalém – um Cálice de Tontear. As Profecias sobre a Cidade Santa. Trad. Carlos O. Pinto. R. G. do Sul. 1999. Actual editora. 436 pg.


2. CHAPMAN, Colin. De quem é A Terra Santa – o contínuo conflito entre Israel e a Palestina. Trad. Valéria L. D. Fernandes. M.G./Veçosa. 2017. Ultimato. 454 pg.

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